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Música

Superplayer exclusivamente apresenta: Duca Leindecker

by Eduardo EGS0

Duca Leindecker é cantor, guitarrista, compositor e escritor nascido em Porto Alegre. Nos anos 90, formou a Cidadão Quem e anos depois, em 2008, fundou a Pouca Vocal junto com Humberto Gessinger. Agora, Duca está lançando o CD e DVD Plano Aberto.

O projeto é o resultado de dois shows gravados em Porto Alegre, no ano de 2014, que reuniu músicas de todas as fases de Duca. Usuários do Superplayer já podem ouvir com exclusividade o lançamento aqui:

Para aproveitar o lançamento, batemos um papo com Duca em uma breve entrevista sobre processo criativo, gosto musical e inspiração. Confere aí como foi essa conversa:

1. Você é um compositor multi-instrumentista, além de cantor e começou a se envolver bem novo com música. Qual foi a sua grande motivação quando criança para decidir tão cedo que era isso que você queria fazer?
Perdi o meu pai com 8 anos de idade. Sou filho de professora e éramos 3 irmãos. A água bateu na bunda bem cedo e descobri que precisava nadar. Me apaixonei pela música e me joguei de cabeça. Cheguei a estudar 14 horas por dia. Não vi o tempo passar e quando percebi estava lá com duas noites lotadas no Juvenil gravando meu décimo trabalho.

 

2. Além de todos os projetos musicais, você já publicou 3 livros também. Onde você busca inspiração para escrever essas histórias que viram letras de música e livros?
A vida é muito rica pra quem enxerga a sua beleza. Dá pra gente achar o que quiser e é sobre isso o argumento do meu livro mais recente, “O Menino que Pintava Sonhos”. Sobre a subjetividade da arte. Sobre o quanto pode ser sublime e medíocre uma determinada obra de arte dependendo do observador. Pra mim, uma rua pode ser mais do que suficiente para escrever uma letra. Depende muito o que essa rua me diz. Quem passa nela, quem já passou, quem vai passar…

 

3. O que vem primeiro no seu processo criativo: a letra ou a melodia?
Sempre a melodia. Sou músico acima de tudo. Os caminhos da melodia são mais familiares do que os das palavras pra mim. As palavras vem pra confirmar o que a música já está dizendo.

 

4. Qual sua maior referência musical? Existe algum músico ou banda que são indispensáveis para a sua vida?
Muitos. Somos o que aprendemos baseado no comportamento dos outros. Dos que nos cativaram e dos que nos repeliram. Cresci ouvindo MPB e MPG e depois veio o Rock. Jimi Hendrix, Eric Clapton, Jeff Beck, Tom Jobim, Nelson Coelho de Castro.

 

5. Agora falando um pouco mais do cenário da música no mundo. A internet democratizou a forma de se distribuir música de várias formas, e nem todas as gravadoras viram isso com bons olhos. Isso até irritou alguns artistas, como o Metallica. Como você vê essa relação de música e internet?
Acho que o artista não tem nada a ver com isso. Não escrevo música nem livro pra que seja colocado ali ou aqui. A arte não pode se preocupar com isso. Acho fantástica a possibilidade da internet e aos poucos tudo vai se ajeitar. Os advogados, empresários, etc… vão dar um jeito. Nós músicos temos que nos preocupar com o acorde certo, “a palavra mais forte”.

 

6. Nos últimos anos, o streaming de música vem se tornando cada vez mais popular e se consolidou como uma forma de combater a pirataria. De que modo isso afeta o seu trabalho? E o que você espera para o futuro nessa área?
Acho que o streaming deixa mais fácil o acesso ao meu trabalho. Em 2007 colocamos todas as músicas da discografia da Cidadão Quem em streaming pra quem quisesse conhecer. Está lá no site oficial da banda.

 

7. Quais artistas não poderiam deixar de figurar em uma playlist feita por você?
Pedro Aznar, Pat Metheny, Beatles, Baden Powell, Van Halen, Phoenix.

 

8. Ok, é hora da polêmica. Qual seu Beatle favorito?
George.

 

9. Vamos para a última pergunta – e essa mata a gente de curiosidade: qual playlist do Superplayer que você mais gosta e escuta?
Acho esse lance do Superplayer incrível. Acho mesmo que a arte é isso. Os artistas se acham muito importantes mas a arte está acima de tudo. A quinta de Beethoven é muito mais importante que ele. As pessoas passam e as músicas, a arte, fica. Eu não estarei mais aqui em breve mas talvez, em algum lugar, alguém vai estar num veículo, talvez movido a hidrogênio, indo pra Pinhal e escutando Pinhal. Porque aquilo diz alguma coisa.
Não tenho playlist preferida no Superplayer. Depende do estado de espírito. O importante é que os playlists são muito fiéis ao que se propõe e põem a música acima de tudo.

 

Site oficial de Duca Leindeckerwww.ducaleindecker.com.br
Você também pode seguir o Duca no Twitter: @DucaLeindecker

Você já pode ouvir o Plano Aberto exclusivamente aqui pelo Superplayer. Escuta aí!

Eduardo EGS

Publicitário, DJ, cantor, fazedor de listas e o que mais tiver relação com música.