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ARTISTAS QUE SÃO APOSTAS PARA 2018 – II

by Karla Wunsch

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Nesse momento que a gente está mais pra 2018 do que pra 2017 já vamos aquecendo seus ouvidos com artistas que tem tudo pra ganhar mais e mais ouvidos. Se você já conferiu nossas apostas parte I, tá na hora de conferir a parte II. Bóra lá!

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Estilo:
 indie rock
País: Inglaterra
Música destaque: “Champion”

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CLAU
Estilo: Rap
País: pop
Música Destaque: “menina de ouro”

> Ouça a playlist DNA Brasil: descobrindo novos sons brasileiros.

Crédito imagem: David Brookton
Crédito imagem: David Brookton

MORGXN
Estilo: indie pop
País: Estados Unidos
Música Destaque: “Bruised”

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ADAM FRENCH
Estilo:
indie folk
País: Inglaterra
Música destaque: “Skin Deep”

>> VEJA TAMBÉM: ARTISTAS QUE SÃO APOSTAS PARA 2018 – PART I

>> Ouça aqui a playlists: “Apostas 2018″

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Artistas que são apostas para 2018

by Superplayer

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Foi mais ou menos assim: ou você espirrou e chegou aqui, em dezembro, ou você está se arrastando em 2017 há anos. Independente disso, no último mês é natural que pelo menos um dos pés esteja no próximo ano. E nós podemos ajudar para que seus ouvidos estejam também. Pra isso, aqui vão quatro artistas que já fizeram um barulho esse ano, mas prometem muito mais em 2018. Se liga!

SIGRID

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Crédito foto: Francesca Allen/ Divulgação

Estilo: Indie Pop/Synth Pop
País: Noruega
Música Destaque: Don’t Kill My Vibe


TAÍS ALVARENGA

Crédito da Foto: Sony/Divulgação
Crédito da Foto: Sony/Divulgação

Estilo: Pop/MPB
País: Brasil
Música Destaque: Você se enganou

BAD SOUNDS

Crédito: Divulgação
Crédito foto: Divulgação

Estilo: Indie
País: Inglaterra
Música Destaque: Living Alone

ZULI

Crédito foto: Kimberly Young Sun
Crédito foto: Kimberly Young Sun

Estilo: Indie Pop
País: Estados Unidos
Música Destaque: Blaze

OUÇA A PLAYLISTS APOSTAS 2018 AQUI.

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A latinização da música pop – parte II

by Karla Wunsch

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Depois de quase um ano, “Despacito” segue no Top 100 da Billboard. “Havana” e “Mi Gente”, ambas estão há 5 meses na parada. Novos hits em clima latino não param de surgir. Demi Lovato gravou com Fonsi, Anitta com JBalvin e parece que essa onda está longe de sair do auge. Aproveita pra dar uma play lista e saber mais sobre esse fenômeno.

Na primeira parte da série Latinização da Música Pop, fomos entender como passamos a ouvir esse gênero em todos os lugares. Em resumo, o que foi dito é que a base do ritmo é fácil e dançante (originário do Dancehall, que simultaneamente tem ganhado muito espaço), e a internet ajudou a distribuir essa cultura. Além disso, houve a apropriação de grandes popstars, contribuindo para a validação do gênero fora dos países latinos. Ufa!

Porém, existe muito mais no sucesso de uma música ou de um ritmo do que imaginamos, os produtores são um exemplo. No caso do Dancehall, não por acaso, muitos deles vêm do Canadá. Pode soar estranho, mas é pura história.

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Nineteen85 produziu sozinho “Hotline Bling,” de Drake e levou Grammy pra casa.
Nineteen85 produziu sozinho “Hotline Bling,” de Drake e levou Grammy pra casa.

Isso aconteceu porque, nos anos 1960 e 1970, o Governo do Canadá facilitou a imigração, atraindo a população jamaicana para seu país. Hoje em dia, quem está agitando a cena são essa geração de canadenses filhos de pais Jamaicanos, seguindo com suas origens musicais. Claro que alguns artistas da Jamaica mesmo conseguiram alavancar sucessos como Supa Dups​ e “Di Genius” McGregor.

Com 25 anos, Sevn Thomas produziu o sucesso “Work” de Rihanna & Drake.
Com 25 anos, Sevn Thomas produziu o sucesso “Work” de Rihanna & Drake.

E uma outra galera que nao tem tanto a ver com essa raíz como Jr Blender da Alemanha e Cashmere Cat​ na Noruega.

Jr. Blender co-produziu "Cold Water" de Justin Bieber e MØ e Light it Up de Major Lazer.
Jr. Blender co-produziu “Cold Water” de Justin Bieber e MØ e Light it Up de Major Lazer.

Sim, são muitos nomes provavelmente nunca ouvidos, mas já dá pra começar a entender que no processo de uma música existe muito mais gente e histórias envolvidas. Para traduzir pro inglês a versão de Despacito com Justin Bieber, por exemplo, o cantor chamou mais dois produtores e compositores, sendo um deles o Poo Bear – que gravou com Anitta, sabe?

Voltando à versão original do maior hit em espanhol das paradas norte-americanas desde “Macarena”, a música foi feita inteiramente com sangue latino. De Porto Rico: Daddy Yankee, considerado o pai do Reggaeton, e Luis Fonsi. Do Panamá a co-compositora, com Fonsi, Erika Ender e da Colômbia, JBalvin.

Ganhador de 2 Grammys Latinos, JBalvin canta desde 2004.
Ganhador de 2 Grammys Latinos, JBalvin canta desde 2004.
Daddy Yankee canta, compõe e produz desde 1991.
Daddy Yankee canta, compõe e produz desde 1991.

Como mostrado na parte I da latinização da música pop, apesar dos nomes de peso da música, o sucesso se concretizou com a participação de Justin Bieber, que é um fenômeno mundial e também… canadense, mas sem origem jamaicana. Porém viu uma reviravolta positiva na sua carreira graças ao hit inspirado pela mistura de Pop com dancehall,”Sorry”. É, parece que está tudo ligado, né?

Leia: A latinização da música pop – Parte II

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A latinização da música pop – Parte I

by Karla Wunsch

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Em 2004, muita gente cantou “Gasolina”, hit de Daddy Yankee. Mas o reggaeton ainda não se destacava tanto em relação às centenas de músicas que nas paradas musicais. Já hoje, a latinidade é a nova tendência do momento. Mas, como isso aconteceu?

Todo mundo corre para a pista de dança e se organiza em filas. Começa com um braço pra frente depois o outro. Cruza o direito, depois cruza o esquerdo. O ano é 1996. E o refrão Dale a tu cuerpo alegria Macarena ainda vai tocar algumas vezes até todo mundo ter feito os mesmo passos dezenas de vezes. Vinte anos depois, a música de Luis Fonsi com Daddy Yankee, “Despacito”, é o primeiro hit em espanhol, desde o sucesso coreografado do Los Del Rio, que consegue chegar ao topo das paradas e produzir um efeito similar, mundialmente.

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Nessa onda do des-pa-ci-to vemos a latinização da música pop dar um salto. Se nos anos 2000, Shakira estourou pelo mundo com Laundry Service, seu primeiro álbum em inglês, agora vemos ela gravando hits na sua língua mãe como: a “Chantaje” com Maluma e “Pero Fiel” com Nicky Jam. As artistas brasileiras também assumiram o lado latino, este ano Anitta veio com “Paradinha” toda en español. Cláudia Leite que em 2016 gravou Corazón com Daddy Yankee, hoje segue apostado nesse clima, com várias músicas pra provar, como “Baldin de gelo” e Ivete Sangalo, símbolo de Brasilidade, assumiu o lado latino do nosso país, já ouviu sua nova: “Cheguei pra te amar“?

Mas para entender como o Reggaeton saiu dos seus países de sucesso como México, Colômbia e Porto Rico e chegou ao Mainstream é preciso fazer um breve passeio.

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O Reggaeton vem da junção do hip-hop com o dancehall. O hip-hop surgido nos anos 1970 foi inspiração das batidas, assim como partes da músicas mais faladas. O dancehall, da mesma época, pode não ser tão famoso pelo nome, ou pelo apelido: ragga, mas hoje em dia com certeza faz sucesso. “Sorry” de Justin Bieber, “Work” de Rihanna e “One Dance” de Drake são só alguns exemplos de músicas que trazem sua batida – junto com o R&B ou Pop, por exemplo.

Olha só como é uma base padrão desse gênero. Bem simples.

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Adicione isso a algumas quebras no meio da canção e temos reggaeton. Novo queridinho do mainstream da música. O fato de o dancehall já estar há algum tempo nas paradas também facilita a entrada do Reggaeton com naturalidade nos ouvidos. Para nós brasileiros nem se fala, que por proximidade, já estamos acostumados com a sonoridade.

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Além de ter um ritmo envolvente e simples tem outros fatores que ajudam uma música a se tornar hit. “Despacito” dos portoriquenhos Luis Fonsi com Daddy Yankee (original) foi lançada em janeiro deste ano, mas foi a versão com o remix do americano Justin Bieber, em abril, que deu o grande empurrão na canção. “Mi Gente” de J Balvin é outro hit colombiano, que faz todo mundo rebolar, e ganhou remix com Beyoncé. Quer dizer que as estrelas do circuito mainstream tem mais chance de destaque cantando esse gênero do que quem de fato tem suas raíz nele. Como exemplo, a novidade “Por Favor” do Pitbull feat. Fifth Harmony.

De qualquer forma, mais do que nunca as identidades latinas ganham força, mesmo que não sejam estritamente reggaeton ou dancehall. Já viu o clipe “Havana” da Camilla Camilo, que explora suas origens Cubanas? Tem até sátira de novelas.

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Outro grande ajudante desse cenário é a internet, que facilita o acesso à cultura de outros países, podendo ir longe das rotas esperadas. Fico pensando que com esse impulso, talvez o recorde seria do Daddy Yankee lá em 2004 ainda. Já Macarena, nem consigo dimencionar o sucesso que seria, imagina quantos vídeos de dancinha na internet.

Leia: A latinização da música pop – Parte II

Falando em dança. Aqui tá cheio de sons pra você se mexer.