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MúsicaTendência

A latinização da música pop – parte II

by Karla Wunsch

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Depois de quase um ano, “Despacito” segue no Top 100 da Billboard. “Havana” e “Mi Gente”, ambas estão há 5 meses na parada. Novos hits em clima latino não param de surgir. Demi Lovato gravou com Fonsi, Anitta com JBalvin e parece que essa onda está longe de sair do auge. Aproveita pra dar uma play lista e saber mais sobre esse fenômeno.

Na primeira parte da série Latinização da Música Pop, fomos entender como passamos a ouvir esse gênero em todos os lugares. Em resumo, o que foi dito é que a base do ritmo é fácil e dançante (originário do Dancehall, que simultaneamente tem ganhado muito espaço), e a internet ajudou a distribuir essa cultura. Além disso, houve a apropriação de grandes popstars, contribuindo para a validação do gênero fora dos países latinos. Ufa!

Porém, existe muito mais no sucesso de uma música ou de um ritmo do que imaginamos, os produtores são um exemplo. No caso do Dancehall, não por acaso, muitos deles vêm do Canadá. Pode soar estranho, mas é pura história.

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Nineteen85 produziu sozinho “Hotline Bling,” de Drake e levou Grammy pra casa.
Nineteen85 produziu sozinho “Hotline Bling,” de Drake e levou Grammy pra casa.

Isso aconteceu porque, nos anos 1960 e 1970, o Governo do Canadá facilitou a imigração, atraindo a população jamaicana para seu país. Hoje em dia, quem está agitando a cena são essa geração de canadenses filhos de pais Jamaicanos, seguindo com suas origens musicais. Claro que alguns artistas da Jamaica mesmo conseguiram alavancar sucessos como Supa Dups​ e “Di Genius” McGregor.

Com 25 anos, Sevn Thomas produziu o sucesso “Work” de Rihanna & Drake.
Com 25 anos, Sevn Thomas produziu o sucesso “Work” de Rihanna & Drake.

E uma outra galera que nao tem tanto a ver com essa raíz como Jr Blender da Alemanha e Cashmere Cat​ na Noruega.

Jr. Blender co-produziu "Cold Water" de Justin Bieber e MØ e Light it Up de Major Lazer.
Jr. Blender co-produziu “Cold Water” de Justin Bieber e MØ e Light it Up de Major Lazer.

Sim, são muitos nomes provavelmente nunca ouvidos, mas já dá pra começar a entender que no processo de uma música existe muito mais gente e histórias envolvidas. Para traduzir pro inglês a versão de Despacito com Justin Bieber, por exemplo, o cantor chamou mais dois produtores e compositores, sendo um deles o Poo Bear – que gravou com Anitta, sabe?

Voltando à versão original do maior hit em espanhol das paradas norte-americanas desde “Macarena”, a música foi feita inteiramente com sangue latino. De Porto Rico: Daddy Yankee, considerado o pai do Reggaeton, e Luis Fonsi. Do Panamá a co-compositora, com Fonsi, Erika Ender e da Colômbia, JBalvin.

Ganhador de 2 Grammys Latinos, JBalvin canta desde 2004.
Ganhador de 2 Grammys Latinos, JBalvin canta desde 2004.
Daddy Yankee canta, compõe e produz desde 1991.
Daddy Yankee canta, compõe e produz desde 1991.

Como mostrado na parte I da latinização da música pop, apesar dos nomes de peso da música, o sucesso se concretizou com a participação de Justin Bieber, que é um fenômeno mundial e também… canadense, mas sem origem jamaicana. Porém viu uma reviravolta positiva na sua carreira graças ao hit inspirado pela mistura de Pop com dancehall,”Sorry”. É, parece que está tudo ligado, né?

Leia: A latinização da música pop – Parte II

ArtistasMúsica

Mahmundi e o país que precisa se conhecer como Brasil

by Karla Wunsch

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“Gosto de falar de romance, amor e calor.” É um dos jeitos que a carioca Marcela Vale fala do seu trabalho como Mahmundi. Com um álbum, que leva o mesmo nome, lançado esse ano pela Universal, ela conta que está na área faz tempo. Mas, pelo nosso papo deu pra sentir que é só o começo.

Do subúrbio do Rio de Janeiro, para superar a dificuldade que não esconde, ela se agarrou no seu sonho. Aos 9 anos começou a cantar na igreja. Com 18 começou a se envolver com cinema e som. Precisava pagar as contas. E queria isso pela música. Por 7 anos trabalhou como técnica de som do Circo Voador. Hoje, está trabalhando no seu terceiro trabalho autoral. Mahmundi que faz tudo: compõe, grava e produz. Tem o tempo cronometrado. E um foco na carreira invejável.

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Já morou em São Paulo por um tempo. Lá amadureceu profissionalmente. Mas voltou pro Rio de Janeiro de onde vem sua inspiração. Não tem medo nenhum a não ser o de fazer um trabalho que não seja bom. Isso que importa. “Não adianta abrir portas mas não ter nada para passar. Quero algo bem-feito”, conta.

O nome Mahmundi, que poderia ser de uma Deusa, na verdade vem de “Mundo da Marcela”, seu perfil no MySpace na época em que o “h” em apelidos era moda. A internet para ela, como a maioria dos músicos, segue como um espaço de divulgação. E também de conhecer gente. Toda gente que não é o famoso x ou y e sim gente comum, já que por aqui tem história de mais para não ser contada, como ela valoriza e defende.

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Pelo trabalho como produtora musical, Mahmundi explica que tem uma idéia imagética da música. Essa sinestesia fica fácil de ver, ou melhor, de sentir no seu primeiro EP Cores (2014) e no álbum Mahmundi (2017). Não são apenas músicas, mas ambientes que conversam entre si. Todos feitos de imagens que remetem à praia, ao verão e os amores cotidianos carregados com baixos e batidas eletrônicas.

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Quando o assunto é engajamento social, ela diz que sua vida em si já é um enfrentamento. Marcela, que valoriza ter conseguido se agarrar em oportunidades que ela mesma conseguiu, explica que, como negra, o simples ato de ir comprar pão na Zona Sul do Rio é uma afronta para muitos. Por isso, ela faz do palco e da sua arte, que o que tem em mãos, um espaço de celebração. “Não vou mudar nada sozinha e nada sozinha rápido”, afirma. Para Mahmundi, a luta é importante, mas escolheu inspirar a alegria, como em um eterno verão.

Para ouvir o som da Mahmundi vem aqui.

MúsicaTendência

A latinização da música pop – Parte I

by Karla Wunsch

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Em 2004, muita gente cantou “Gasolina”, hit de Daddy Yankee. Mas o reggaeton ainda não se destacava tanto em relação às centenas de músicas que nas paradas musicais. Já hoje, a latinidade é a nova tendência do momento. Mas, como isso aconteceu?

Todo mundo corre para a pista de dança e se organiza em filas. Começa com um braço pra frente depois o outro. Cruza o direito, depois cruza o esquerdo. O ano é 1996. E o refrão Dale a tu cuerpo alegria Macarena ainda vai tocar algumas vezes até todo mundo ter feito os mesmo passos dezenas de vezes. Vinte anos depois, a música de Luis Fonsi com Daddy Yankee, “Despacito”, é o primeiro hit em espanhol, desde o sucesso coreografado do Los Del Rio, que consegue chegar ao topo das paradas e produzir um efeito similar, mundialmente.

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Nessa onda do des-pa-ci-to vemos a latinização da música pop dar um salto. Se nos anos 2000, Shakira estourou pelo mundo com Laundry Service, seu primeiro álbum em inglês, agora vemos ela gravando hits na sua língua mãe como: a “Chantaje” com Maluma e “Pero Fiel” com Nicky Jam. As artistas brasileiras também assumiram o lado latino, este ano Anitta veio com “Paradinha” toda en español. Cláudia Leite que em 2016 gravou Corazón com Daddy Yankee, hoje segue apostado nesse clima, com várias músicas pra provar, como “Baldin de gelo” e Ivete Sangalo, símbolo de Brasilidade, assumiu o lado latino do nosso país, já ouviu sua nova: “Cheguei pra te amar“?

Mas para entender como o Reggaeton saiu dos seus países de sucesso como México, Colômbia e Porto Rico e chegou ao Mainstream é preciso fazer um breve passeio.

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O Reggaeton vem da junção do hip-hop com o dancehall. O hip-hop surgido nos anos 1970 foi inspiração das batidas, assim como partes da músicas mais faladas. O dancehall, da mesma época, pode não ser tão famoso pelo nome, ou pelo apelido: ragga, mas hoje em dia com certeza faz sucesso. “Sorry” de Justin Bieber, “Work” de Rihanna e “One Dance” de Drake são só alguns exemplos de músicas que trazem sua batida – junto com o R&B ou Pop, por exemplo.

Olha só como é uma base padrão desse gênero. Bem simples.

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Adicione isso a algumas quebras no meio da canção e temos reggaeton. Novo queridinho do mainstream da música. O fato de o dancehall já estar há algum tempo nas paradas também facilita a entrada do Reggaeton com naturalidade nos ouvidos. Para nós brasileiros nem se fala, que por proximidade, já estamos acostumados com a sonoridade.

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Além de ter um ritmo envolvente e simples tem outros fatores que ajudam uma música a se tornar hit. “Despacito” dos portoriquenhos Luis Fonsi com Daddy Yankee (original) foi lançada em janeiro deste ano, mas foi a versão com o remix do americano Justin Bieber, em abril, que deu o grande empurrão na canção. “Mi Gente” de J Balvin é outro hit colombiano, que faz todo mundo rebolar, e ganhou remix com Beyoncé. Quer dizer que as estrelas do circuito mainstream tem mais chance de destaque cantando esse gênero do que quem de fato tem suas raíz nele. Como exemplo, a novidade “Por Favor” do Pitbull feat. Fifth Harmony.

De qualquer forma, mais do que nunca as identidades latinas ganham força, mesmo que não sejam estritamente reggaeton ou dancehall. Já viu o clipe “Havana” da Camilla Camilo, que explora suas origens Cubanas? Tem até sátira de novelas.

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Outro grande ajudante desse cenário é a internet, que facilita o acesso à cultura de outros países, podendo ir longe das rotas esperadas. Fico pensando que com esse impulso, talvez o recorde seria do Daddy Yankee lá em 2004 ainda. Já Macarena, nem consigo dimencionar o sucesso que seria, imagina quantos vídeos de dancinha na internet.

Leia: A latinização da música pop – Parte II

Falando em dança. Aqui tá cheio de sons pra você se mexer.

Música

Se o signo de escorpião fosse uma playlist seria essa

by Superplayer

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Quem é de escorpião costuma ter medo de clicar em links sobre signos, né? Mas pode relaxar, não estamos aqui para atacar. Quem faz isso é você, escorpiano (brincadeira!), nós também não resistimos a você, como aparentemente ninguém consegue, e inclusive criamos uma playlist que é a sua cara.

Dá play aqui enquanto lê o que dizem os astros*.

Escorpião é um signo de água, isso significa que está intimamente ligado às emoções, o que faz os nativos serem extremamente profundos e passionais. Sua natureza Yin feminina é percebida como mais receptiva, isso porque costumam reagir ao invés de atacar, esperaram em vez de decidir, sentem ao invés de agir. Mas quando se trata daquilo que acredita os escorpianos são combativos até o fim, principalmente pelo uso da palavra –  eles são super persuasivos e sabem exatamente o que falar para fazer alguém se sentir a melhor pessoa do mundo, ou a pior.

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Lana Del Rey não é de escorpião, mas em Blue Jeans representa a profundidade e magnetismos desse signo.

Sabia que você também é conhecido por ser um dos signos com maiores capacidades de impacto pessoal? Por conta da sua face sedutora e misteriosa, o scorpio é capaz de impulsionar grandes  transformações em si mesmo e nas pessoas com as quais se relaciona, para o bem, e para o mal.

Palavras chave: força criativa, violência, autoridade, domínio, sedução, transmutação.

DEFEITOS
Extremistas em excesso; brusquidão; demagogia; anarquia; desapreço às leis; indeterminação; língua sarcástica. ciumento, possessivo

QUALIDADES
Grande magnetismo pessoal, sedução, carisma, capacidade de transformação pessoal, vigor, aprofundamento nas relações

ESCORPIÃO E O AMOR
Sexo e paixão violenta são características do Escorpião. Para você importa a entrega total do corpo, da mente e da alma. Gosta de emoções fortes e possui um dom especial para descobrir o lado misterioso das pessoas. O sexo e o amor tendem a ser os principais componentes da sua vida, e com isso prefere receber adoração pleno e cega – nada de meio termo.

A música da Rihanna e do The Weekend tem tudo a ver com escorpião: quando aparece o clima sexy começa na hora.
A música da Rihanna e do The Weekend tem tudo a ver com escorpião: quando aparece o clima sexy começa na hora.

Achou que não faz muito sentido para você? Culpe a posição dos planetas, já que um mapa astral vai muito além do signo. Se tiver interesse, deixe aqui um comentário assim podemos saber para os próximos post.

*O post foi escrito com base na leitura e interpretação da Obra de Johfra.

 

ArtistasMúsica

O Folk paraibano de Hözen e como é ser uma banda começando

by Karla Wunsch

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Vindos de Campina Grande, Paraíba, a terra do maior são joão do mundo, a banda Hözen, vencedora do 1º Concurso SuperBanda, tem como referência o folk de Mumford & Sons, The Lumineers e Fleet Foxes – sem deixar de lado outros gêneros como a Bossa Nova e até o New Metal.

Eles estão com apresentação marcada no Teatro Santander durante o evento do Empreenda Santander, e prestes a pisar em um dos melhores estúdios da América Latina para gravação do primeiro EP, tudo no começo de novembro.

Um dos motivos de tudo isso acontecer é o single “Leave Behind” da banda, que levou a melhor na votação popular e na escolha do júri técnico durante o Concurso.

Gravada em inglês, com os outros dois singles da banda, e com o típico violão folk, o som deles pode soar bem inusitado para uma cidade que respira Forró. Mas sabe que não deveria ser exatamente assim? Pois os dois gêneros têm bastante em comum: ambos vieram dos trabalhadores rurais e foram reinventados com o passar das décadas. Mas, na prática, o forró-pé-de-serra e o Forró eletrônico dominam a região Nordeste, sem muito espaço para o resto.

Segundo Tulio Escarião, guitarrista da Hözen, “o cenário musical alternativo da cidade [Campina Grande] é um tanto complicado, são poucos festivais que acontecem na região, e as oportunidades de mostrar outra forma de trabalho como a nossa, por exemplo, são bem raras”.

E, cá entre nós, começar uma banda nunca é exatamente fácil, mas os estudantes afirmam que é desafiador e prazeroso: “nós encontramos limitações e dificuldades a cada novo passo que damos (…) mas vemos que mesmo assim conseguimos dar passos para alcançar aos poucos os nossos objetivos, entre eles ser reconhecidos”.

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Quanto ao que esperar das próximas músicas? eles contam que já têm muita coisa pronta para ser gravada, só estava faltando oportunidade e, por isso, o concurso SuperBanda do Santander em parceria com o Superplayer veio no melhor momento possível, segundo os estudantes de Arte e Mídia, Direito e Computação.

Agora, enquanto a Hözen se prepara para o próximo mês, você já pode ir gravando esses nomes: Aleff Menezes na bateria, Lucas Guri no vocal, Romero Coelho no baixo e Tulio Escarião na guitarra. Porque com certeza eles vão conquistar seu espaço e você ainda vai ouvir falar deles e claro, a suas músicas.

Vem aqui no repeat.

ComportamentoMúsica

Por que os millenials estão desistindo das baladas?

by Karla Wunsch

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O termo discoteca foi inventado no final dos anos 40, pelo cineasta Roger Vadim. Na verdade era discothèque, já que tudo se popularizou na França. Essas festas eram alternativa para quem queria dançar, mas não tinha dinheiro para ir a shows ao vivo.

Assim era uma balada nos anos 40, música ao vivo, longos e ternos.
Assim era uma balada nos anos 40, música ao vivo, longos e ternos.

Hoje, o público que sai de casa pra dançar diminuiu. Os millennials, nascidos entre 1983 e 2002, parecem não estar tão interessados nas casas noturnas e os velhos formatos de diversão

Segundo um estudo do Nightlife Association, na última década os Estados Unidos tiveram 10 mil bares e casas noturnas a menos. Na Inglaterra, quase metade desapareceu, incluindo casas famosas. Em São Paulo a diminuição foi de 15% de 2012 a 2015. Mesmo se você quiser culpar a crise econômica mundial, uma coisa é verdade necessidade de se divertir nunca some. Então porque as casas noturnas não estão mais tão em alta?

A primeira resposta pode vir do seu auge.

Antes de ser meme, John Travolta marcou o auge do Disco nos anos 1970, com suas danças na telas de cinema. Também nessa época, o famoso Clube Studio 54 bombava em Nova Iorque. Lá, figuras como Chuck Berry, Grace Jones, Diana Ross e Andy Warhol iam se divertir – o que aparentemente significava: dançar, mas também usar muita droga. Cocaína estava no topo da lista.

A volta do cavalos na pista, agora em forma de máscara. Registro de 2017. @ Kitschnet, RJ
Bianca Jagger entrou na pista cavalgando. Cavalo Branco também é um apelido conhecido para cocaína.

Pulando alguns anos de pistas cheias com novas trilhas, hoje especula-se o declínio dessa época.

Como nossos pais, jamais!

O uso de drogas mudou. Cocaína e maconha, estão presentes há alguns anos, são menos usadas hoje do que nas duas gerações anteriores (Baby Boomers e Geração X), muitos indicam uma reação dos filhos ao ver pais enfrentando problemas com drogas. Em troca, o que cresceu foi o uso de remédios analgésicos, segundo drugabuse.com. (Lembrando que o álcool não está na lista deste estudo americano, mas está presente entre mais de 40% dos jovens que vão pra balada em São Paulo e 18% no Brasil. Além disso, não se pode esquecer das drogas sintéticas.)

A volta do cavalos na pista, agora em forma de máscara. Registro de 2017. @ Kitschnet, RJ

Com tanto remédio, pode ser que estejamos mais apáticos ou menos sociáveis, inclusive existe uma possível diminuição de interesse por sexo. E, para os que se interessam não é preciso deixar o sofá pra tentar algo, o Tinder e o Happen estão aí pra ver as opções.

Nos meus ouvidos quem manda sou eu

Os avanços dos algorítimos nos ajudam cada vez mais a receber o que queremos na hora em que queremos. Os posts no Facebook, as playlists certas no Superplayer. E isso não é novo: antes a gente gravava em fitas K7 para poder ouvir o que queríamos, agora não tem mais espera. É mais fácil. Mas no universo fora do digital, a experiência ainda não é a mesma. Por isso, nem sempre se submeter a um DJ e seus gostos pode ser a ideia mais atraente, até porque existem outras opções, bem no celular ou computador.

Egotrip x Socialização

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Foto da foto na festa: Selfie Block Party

Esse costume de receber só o que se gosta acaba deixando a gente mais voltado para nós mesmos e nossos grupos. Selfies e compartilhamento do dia a dia podem criar espectadores com Medo de Perder Algo (FOMO), um sentimento que pode paralisar: é como se na dúvida do que escolher fazer, acabar não fazendo nada. Um dado deste ano mostra que 5,8% da população sofre de depressão no Brasil e estima-se que 9,3% têm transtornos ligados à ansiedade, colocando o país na quinta posição mundial.

Estou finalizando, calminha aí.

As hipóteses são muitas e vão além do que foi citado aqui. O fator medo, por exemplo, também está presente. Além do perigo na entrada ou saída tem o que pode acontecer dentro da própria festa. Por exemplo, em São Paulo, 11.5% alegam ter sofrido algum tipo de agressão sexual, de acordo com estudo. E, média, uma vez por semana pessoas procuraram ou foram encaminhadas à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) para registrar crime de homofobia. “Festinha em casa com os amigos e a playlist que escolhemos parece mais de boas.” Atire a primeira pedra quem nunca pensou isso.

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Ainda que tenha inúmeros fãs, o formato balada pode não fazer mais taaanto sentido com as mudanças comportamentais. O que não significa seu fim. Em coexistência com essa baixa, vem a força os mega festivais (a volta do ao vivo como lá no começo do texto?): Lollapalloza, Coachella e mais. O importante é saber que não é porque as coisas são diferentes é que são piores. A consciência com as drogas está mais presente, a possibilidade de ouvir o que você quiser em qualquer hora do dia são ganhos dessa geração. Já a vontade de ser feliz e se divertir com música é algo presente independente da década.

Mais informações:

 

http://www.monitoringthefuture.org/pressreleases/15drugpr_complete.pdf

EntretenimentoLugaresMúsica

Agenda cultural da semana: São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre

by Superplayer

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Os argentinos da Onda Vaga tocam no Rio de Janeiro dia 05, em São Paulo no dia 06 e em Porto Alegre no dia 07.
Na agenda: os argentinos da Onda Vaga tocam no Rio de Janeiro dia 05, em São Paulo no dia 06 e em Porto Alegre no dia 07.

Se você ama ir em shows ou eventos com música, esse é seu guia para três capitais do pais: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Tem mais algo na nossa agenda? Compartilha com a gente nos comentários.

AGENDA SÃO PAULO

Música no vão em SP
Música no vão em SP

MÚSICA NO VÃO – 05/10/2017

A terceira edição do Música no Vão estreia no dia 5.10 com show gratuito de Marcos Valle & Azymuth e discotecagem de DJ Paulão.
Endereço: MASP, Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista – SP
Horário: Das 18hs às 22hs
Ingresso: Gratuito
Mais informações: https://www.facebook.com/events/511845662503079/

EXPOMUSIC – 04 a 08/10/2017

Um dos maiores eventos profissionais da música no mundo, a #Expomusic2017 – Feira Internacional da Música, Áudio, Iluminação e Acessórios. Com shows, palestras e talks, incluindo a do CEO do Superplayer, Gustavo Goldschmidt.
Endereço: Anhembi, Avenida Olavo Fontoura 1209 – SP
Horário: 13hs
Ingresso: R$25
Mais informações: http://www.expomusic.com.br/2017/

FESTIVAL MAIS SÃO PAULO – 07/10/2017

O evento é totalmente aberto ao público e as atividades vão das 9h30 às 19h, num dos lugares mais efervescentes da cidade, Centro Cultural São Paulo – CCSP da Vergueiro. Entre os nossos convidados estão: Mariana Aydar; Mestrinho; Mario Sergio Cortella; Ana Cañas; Dan Stulbach; Trovadores Urbanos, Antonio Prata, Thobias da Vai-Vai e ainda o time do Mais São Paulo com Renata Falzoni, Alê Youssef, Tábata Amaral e Americo Sampaio.
Endereço: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua vergueiro, 1000 – Paraíso – SP
Horário: Sábado das 9h – 19h
Ingresso: Gratuito
Mais informações: https://www.facebook.com/events/813456595493221/

SHOW LANÇAMENTO “TIM BERNARDES – RECOMEÇAR” – 04/10/2017

Vocalista e multiinstrumentista da banda o Terno apresenta seu primeiro disco solo.
Endereço: Auditório Ibirapuera Oscar Niemeyer – Av. Pedro Álvares Cabral, Portão, 2 – Vila Mariana – SP
Horário: Sexta às 21h00
Ingresso: Antecipado, aqui.
Mais informações: https://www.facebook.com/events/1885404511474584

AGENDA RIO DE JANEIRO

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Fifth Harmony toca no Rio de Janeiro.

SHOW FIFTH HARMONY – 06/10/2017

Como parte PSA Tour Lauren Jauregui, Normani Kordei, Ally Brooke e Dinah Jane vêem ao Brasil para divulgar o terceiro álbum do grupo americano.
Endereço: MASP, Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista – SP
Horário: 22hs
Ingressos: De R$100 a R$550. Antecipados aqui.

SHOW JAY VAQUER – 06/10/2017

O compositor e cantor Jay Vaquer retorna ao palco com o repertório que deve fazer parte de seu próximo DVD, “Still Alive in Brazil (Can u Believe this Shit?!)”. Na apresentação, o artista interpreta também suas composições mais conhecidas, selecionadas entre os nove álbuns lançados ao longo de seus 17 anos de carreira.
Endereço: Imperator Centro Cultural João Nogueira –  Rua Dias da Cruz, 170 – Meier/ Rio de Janeiro – RJ
Horário: 22hs
Ingresso: De R$25 a R$ 50. Antecipados aqui.
Mais informações: https://www.facebook.com/events/1787825624841032

AGENDA PORTO ALEGRE

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MECA/ Ibêre – 06 e 07/11/2017
O #MECAIberê é um evento multicultural que combina apresentações musicais, talks e performances, além da experiência entre a arquitetura e o acervo da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre.
Endereço: Fundação Iberê Camargo – Av. Padre Cacique, 2000 – Cristal – POA
Horário: 19hs às 04hs
Ingresso: 01 dia = R$ 40; passaporte 02 dias = R$ 80. Quem doar um livro paga meia entrada. Antecipados aqui.
Mais informações: http://meca.love/mecaibere/

NANI MEDEIROS – SHOW DE LANÇAMENTO ÁLBUM VALENTIA – 07/11/2017

O Show Valentia é o show de lançamento do disco de estréia da cantora gaúcha de 31 anos, Nani Medeiros. Um disco em sua íntegra de canções inéditas de novos compositores brasileiros como Alexandre Susin (RS), Iara Ferreira (RJ), os violonistas Mathias Pinto (RS), João Camarero (SP) e o bandolinista Luis Barcelos(RS) e com canção do histórico compositor Paulo César Pinheiro.
Endereço: Agulha, Conselheiro Camargo, 300 – Porto Alegre, RS
Horário: 19hs
Ingresso: R$20. Antecipado aqui.
Mais informações: https://www.facebook.com/events/1472817186131102/

BOLO FOFO – FESTIVALZINHO – 07/10/2017

Bandas independentes de Porto Alegre e até do Belém do Pará
Endereço: OCulto Bar, José do Patrocínio, 632 – Cidade Baixa – Porto Alegre, RS
Horário: 20hs
Ingresso: R$10 – R$25. Antecipado aqui.
Mais informações: https://www.facebook.com/events/1935133973441142/

ONDE VAGA – 07/10/2017

O grupo argentino Onda Vaga vai voltar ao palco do Opinião, no dia 7 de outubro, para fazer o show de lançamento do disco “OV IV” e para comemorar os seus dez primeiros anos de estrada. A banda de indie folk é uma das mais consagradas da América do Sul na atualidade e reconhecida até mesmo na Europa pelos seus shows cheio de energia.

Endereço: Opinião, Rua José do Patrocínio, 834 – Cidade Baixa – Porto Alegre, RS
Horário: 20h30
Ingresso: R$40 – R$120. Antecipado aqui.
Mais informações: http://www.opiniao.com.br/eventos/onda-vaga-2/ 
https://www.facebook.com/events/114187935908693/

IRA!FOLK – 08/10/2017

Treze anos após o estrondoso sucesso do “Acústico MTV”, Nasi e Edgard Scandurra voltam aos palcos munidos de violão e voz para o show que denominaram de IRA!FOLK.

Endereço: Araújo Vianna, Parque Farroupilha – Porto Alegre
Horário:  21hs
Ingresso:  R$30 – R$140. Antecipado aqui.
Mais informações:  www.auditorioaraujovianna.com.br/programacao

ArtistasEntretenimentoMúsica

Os melhores momentos do Rock in Rio 2017

by Sarah Kasper

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Após 7 dias cheios de emoção e muita música no Rock in Rio, o Superplayer separou os melhores momentos de cada dia pra você conferir!

15 DE SETEMBRO

Pabllo Vittar fez da Arena Itaú um Palco Mundo

Pabllo Vittar

A confirmação em cima da hora de que Pabllo Vittar se apresentaria no Rock in Rio não foi problema para seus fãs, que lotaram o show e cantaram os hits com a Drag Queen mais famosa do Brasil.

Maroon 5 encanta o Brasil com “Garota de Ipanema”

Maroon 5

Que nós sabemos que Lady Gaga é insubstituível sabemos, mas os meninos do Maroon 5 fizeram bonito fazendo a galera cantar “She Will Be Loved” e “This Love”! E pra fazer a gente se apaixonar ainda arriscaram o português e cantaram “Garota de Ipanema”.

16 DE SETEMBRO

Palco Sunset: Miguel convida Emicida

O cantor americano fechou o Palco Sunset do segundo dia trazendo Emicida para cantarem seu novo single “Oasis”. De quebra, o brasileiro fez um freestyle na música “Skywalker”, novo single de Miguel com Travis Scott.

Shawn Mendes e seus leais fãs

Shawn Mendes

Primeira vez do canadense no Brasil, Shawn esbanjou simpatia antes, durante e depois de seu show. No palco, entrou com “There’s Nothing Holding Me Back” fazendo todo mundo dançar, fez seus fãs chorarem com “Ruin” e fechou a performance com um cover de “Use Somebody” do Kings of Leon e “Treat You Better”.

Fergie agita a galera e convida Pabllo Vittar e Sérgio Mendes ao Palco Mundo

Fergie

Show de Fergie teve direito a hits da cantora, hits do Black Eyed Peas, músicas do seu novo CD, Sérgio Mendes de convidado e muita, mas muita dança! Mas o que realmente animou o público foi quando Pabllo Vittar pisou no palco pra cantar “Glamorous” e “Sua Cara”. Noite histórica: pela primeira vez uma Drag Queen canta no palco mundo do Rock in Rio!

Maroon 5 canta novo hit “What Lovers Do”

Maroon 5

Com a responsabilidade de animar o público pela segunda noite seguida, Maroon 5 trouxe na manga seu novo single “What Lovers Do” e agitou geral! A banda também cantou “Lost Stars” do filme Begin Again e, é claro, seus clássicos. Tarefa cumprida!

17 DE SETEMBRO

Walk The Moon agita e canta novo single em sua primeira vez no festival

A banda americana de rock trouxe um setlist agitado e aproveitaram o Rock in Rio para cantar seu novo single “One Foot”! Também não teve quem ficou parado quando cantaram seu single mais famoso “Shut Up and Dance”.

Alicia Keys emociona e traz Dream Team do Passinho ao Palco Mundo

Alicia Keys é o tipo de cantora que pode ficar 2 horas sentada em um piano e não iríamos reclamar. Mas, Alicia preferiu dividir o palco com Dream Team do Passinho em “In Common” e trouxe Charles Bonfin, Pretinho da Serrinha e Sonia Guajajara (representante da comunidade indígena) para falar sobre os problemas na Amazônia. Emocionante!

Justin Timberlake faz a galera dançar (e se apaixonar!)

O mais esperado da noite! Com direito a selfie com fã e muita dança, o príncipe do pop fez todos se apaixonarem (de novo!) por ele. Quebrou o coração da plateia em “What Goes Around…Comes Around”, fez geral dançar com “Can’t Stop The Feeling!” e se emocionou quando fechou com “Mirrors”. O primeiro final de semana do Rock in Rio foi concluído com sucesso!

21 DE SETEMBRO

Fall Out Boy makes Brazil Emo Again

Fall Out Boy

Primeira vez da banda no festival, trouxeram seus hits “Sugar We’re Going Down”, “Thnks fr Th Mmrs” e “Dance, Dance” pra deixar a galera nostálgica, e músicas do seu próximo disco (previsto para janeiro) pra deixar a galera ansiosa.

Def Leppard trouxe os anos 80 para 2017

Def Leppard

A banda, que foi substituída pelo Whitesnake no primeiro Rock in Rio lá em 85, veio acertar as contas com o festival e fez bonito: animaram os fãs com clássicos como “Pour Some Sugar On Me”, “Let’s Get Rocked” e “Rock Of Ages”, trazendo muita nostalgia ao festival!

Aerosmith emociona a plateia e detona na primeira noite de Rock

Aerosmith

Não é só de clássicos que se vive uma banda e Aerosmith sabe muito bem disso. Com um setlist de respeito, teve direito a dois covers de Fleetwood Mac (e Joe Perry nos vocais!) e homenagem aos Beatles com “Come Together”.  Não teve quem ficou calado em “I Don’t Wanna Miss a Thing” ou não se arrepiou com Steven Tyler no piano em “Dream On”, e a banda escolheu o hit “Walk This Way” pra fechar a quinta-feira!

22 DE SETEMBRO

Mais nostálgico que Tears for Fears?

Tears For Fears

Tears for Fears não era um nome esperado no Rock in Rio, mas com certeza foi um que agradou o público. Abriram o show com seu hit mais famoso “Everybody Wants to Rule The World” (na versão da cantora Lorde!), continuaram emocionando com “Mad World”, fizeram um honroso cover de “Creep” do Radiohead e fecharam com nada mais nada menos que “Shout”! Showzaço!

Jon Bon Jovi cantou até a voz acabar (literalmente!)

Bon Jovi

Mesmo com duas músicas a menos que o setlist previa, o show do Bon Jovi foi repleto de hits e músicas novas que fizeram os fãs irem à loucura! Após mais de duas horas de show, a voz de Jon acabou falhando em “Livin’ on a Prayer” e o cantor deixou pra galera, o que não foi problema já que todo mundo estava cantando mais alto que as caixas de som!

23 DE SETEMBRO

A esperada estreia de The Who no Brasil

The Who

Há quem tenha esperado mais de 40 anos para ver The Who ao vivo no Brasil, mas esse momento chegou, e como chegou! A voz única de Roger Daltrey e o clássico jeito de Pete Townshend tocar guitarra deixaram o público emocionado, levando todo mundo em uma viagem aos anos 60.

Guns N’ Roses faz o show mais longo da história do Rock in Rio

Axl Rose

A reunião de Axl, Slash e Duff McKagan nos palcos do Rock in Rio fez uma multidão de fãs gritar e se emocionar em um setlist de 29 músicas: 3 horas e meia de covers e clássicos, com homenagem à Chris Cornell e AC/DC. Axl compensou a falta de voz com um show muito entusiasmado e profissional.

24 DE SETEMBRO

Thirty Seconds to Mars leva a galera pro palco e Jared Leto revive história

Jared Leto

Tamanho nem sempre é documento: com um setlist de apenas 10 músicas, o show da banda teve direito ao vocalista Jared Leto comendo açaí no palco, descendo da tirolesa no meio do público (igual fez em 2013!), fãs no palco e a participação de Projota durante a música “Walk on Water”! Haja coração!

Red Hot Chili Peppers fecha o Palco Mundo do Rock in Rio

Red Hot Chili Peppers

A banda abriu o show com seu hit “Can’t Stop”, passando por “Californication”, a inesperada “Under The Bridge” e fechou com “Give It Away”. Flea detonou no baixo (como sempre), tomou o microfone de Anthony Kiedis para falar com o público e até dizer que ama o Sepultura disse!

 

Confira uma playlist com músicas dos artistas que tocaram no maior festival do mundo!

ArtistasEntretenimentoLançamentoMúsica

Tudo o que você precisa saber sobre o clipe da nova música de Taylor Swift “Look What You Made Me Do”.

by Sarah Kasper

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Taylor Swift está de volta fazendo o que sabe fazer de melhor: arte a partir de experiência. Quase três anos após o lançamento de “1989”, Taylor anunciou o seu primeiro single “Look What You Made Me Do” do seu novo álbum “Reputation”, que será lançado dia 10 de Novembro deste ano. A música, lançada quinta-feira, está em primeiro lugar nas paradas de diversos países, e o vídeo já possui mais de 50 milhões de visualizações no Youtube, batendo record da Vevo e do Youtube de vídeo mais visto nas primeiras 24 horas.

Taylor Swift Reputation
A música foi produzida por Jack Antonoff e composta por Taylor, Jack e Fred Fairbass, Richard Fairbrass e Rob Manzoli (do grupo Right Said Fred), que foram considerados como compositores já que a música intercala com “I’m Too Sexy” (1991) do grupo. Há quem diga que a batida da música foi inspirada na música “Operate” da cantora Peaches, conhecida por tocar no filme Mean Girls, porém isso ainda não foi confirmado oficialmente. A letra possui diversas referências para situações que envolveram a artista no passado, mas a principal ideia do single é mostrar que Taylor é uma nova pessoa e que a antiga Taylor está morta.

O vídeo, lançado neste domingo durante o Video Music Awards, foi dirigido por Joseph Kahn (que já dirigiu Blank Space, Out of The Woods, Bad Blood e Wildest Dreams) e explica melhor tudo o que Taylor quis dizer na música. Para entender melhor a letra e as referências, cada cena foi analisada:

O Cemitério

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A primeira referência da cena é a cantora como zumbi usando um vestido parecido com o que usou no clipe “Out Of The Woods” (último clipe da Era 1989). O segundo é o túmulo que está escrito o nome “Nils Sjoberg”, pseudônimo que Taylor usou na música “This Is What You Came For” que co-escreveu com Calvin Harris. E, ao final da cena, a Taylor Zumbi enterra a Taylor com o vestido que usou no MET Gala de 2014, no início da Era 1989. Isso só prova quanto Taylor quer mostrar que essa fase passou.

A Banheira

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A principal referência da cena é o único dólar na banheira, representando a vitória de Taylor no caso de assédio contra o DJ David Mueller, que a abusou sexualmente durante um Meet and Greet. Taylor pediu uma indenização de apenas 1 dólar, enquanto Mueller entrou com uma ação exigindo $3 milhões da cantora.

A Sala de Cobras

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Taylor anunciou seu novo single com um vídeo de uma cobra dividido em três partes, fazendo referência à época que Kim Kardashian vazou uma ligação de Kanye com Taylor. No vídeo eles mostram que a cantora não teria problemas com Kanye e sua música “Famous”, porém Taylor disse que nunca esteve ciente da frase completa que Kanye cantaria (“I feel like me and Taylor might still have sex, why? I made that bitch famous”) e que Kanye iria mostrar a música para ela, porém nunca mostrou. As pessoas começaram a comentar emojis de cobras em seu Instagram, então Taylor fez disso uma referência em seu vídeo e letra (“I don’t like your perfect crime”).
Na sala, Taylor está como a “rainha das cobras”, sentada em um trono que está escrito “Et Tu Brute” (Até Tu, Brutus?) da peça de Shakespeare “Júlio César” (que é morto por seu suposto amigo com facadas nas costas). Aqui, pode-se interpretar como uma traição que Taylor sofreu das pessoas que deveriam estar ao seu lado (a mesma já disse que realmente esperava ter uma boa relação com Kanye pois eles já teriam se entendido desde sua “briga” no VMA de 2008) e que a mesma foi servida com chá quente por cobras.

O Carro

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Nesta cena é impossível não pensar na briga entre Taylor e Katy Perry, até mesmo porque Taylor usa uma peruca parecida com o cabelo da cantora e se veste com estampa de animal (possível referência à “Roar”). Ela também está em um carro parecido com o que aparece no clipe de “Waking Up in Vegas” (Taylor já disse amar essa música antes de brigarem e Joseph Kahn foi quem dirigiu este clipe). Após bater o carro contra um poste, vários Paparazzis a fotografam, porém nenhum a ajuda (podendo ser uma referência ao fato de que todos eles só querem fazer dinheiro com sua fama, e nenhum pensa em ajudá-la). Ao final da cena, Taylor mostra um de seus 10 Grammys, enquanto Katy Perry é conhecida por não ter nenhum.
A cena aparece novamente ao fim do vídeo, porém mostra Taylor saindo do carro com seu leopardo e o carro explodindo perto dos paparazzis, podendo ser uma referência ao fato de ela não ter comentado nada sobre as entrevistas de Katy Perry falando sobre ela na música “Swish Swish”.

A Gaiola

Taylor Swift Reputation

Com uma cobra tatuada nas pernas e um macacão laranja (referência aos presídios americanos), Taylor se balança dentro de uma gaiola enquanto é rodeada por seguranças. Aqui, podemos imaginar como ela se sentiu nesses últimos anos: saindo escondida, sempre com seguranças, presa, porém tentando se divertir.

Roubando uma Empresa de Streaming

Taylor Swift Reputation

Taylor Swift Reputation

É difícil esquecer que Taylor mandou uma carta aberta à Apple pedindo por pagamento justo aos artistas ou quando ela tirou suas músicas do Spotify. As pessoas à chamaram de “sedenta por dinheiro” e “cobradora de boletos”. Taylor, então, criou aqui uma personagem que assalta um banco e queima dinheiro enquanto usa uma blusa escrita “Blind For Love” (Cega Por Amor), como sempre foi chamada pela mídia.

“The Squad”

Taylor Swift Reputation Taylor Swift Reputation

As famosas amizades de Taylor sempre chamaram a atenção das pessoas e ficaram conhecidas por “Taylor’s Squad”. Porém, diversas vezes a mídia criou notícias chamando Taylor de manipuladora e que suas amigas eram “sem personalidade”. Então, nesta cena a cantora mostra ironicamente diversas barbies sendo governadas por ela e no final todas estão “quebradas”. Seria essa a chance de Taylor dizer que sua squad não existe mais?

A Sala e seus “Servos”

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Desde o início de sua carreira Taylor sempre foi muito dominante: ela é quem escreve suas músicas, clipes, ajuda a dirigir e sempre teve as rédeas. Antes de Taylor entrar na sala, seus dançarinos estão tranquilos, porém quando ela entra todos eles se botam no lugar e a seguem. A crítica vai novamente para a mídia, que muitas vezes retratou Taylor como manipuladora e maldosa por querer controlar sua própria carreira.
Seus dançarinos estão todos usando uma blusa escrita “I Love T.S” (Eu amo T.S), fazendo referência à vez que Tom Hiddleston (ex de Taylor) usou uma blusa com a mesma frase em 2016 e alguns jornais falaram que Taylor o obrigou a usar.

Reputation

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Cada vez que você olhar esta cena você vai encontrar uma nova Taylor: VMA Taylor, You Belong With Me Taylor, Red Tour Taylor, Speak Now Tour Taylor… Aqui, todas as Taylors estão tentando alcançar a Taylor de agora, na Era Reputation. Porém, Taylor derruba todas elas, dando a entender que elas realmente estão no passado.

Todas as Taylors

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Se você não entendeu o que Taylor quis dizer durante o clipe, ela explica pra você nos últimos 35 segundos: não importa o que ela fez ou irá fazer, ela será criticada. Enquanto você pode escutar gritos e aplausos ao fundo, cada Taylor fala algo que a mídia já falou ou a acusou: sobre Taylor sempre parecer surpresa nas premiações e as pessoas chamarem ela de falsa, às vezes que chamaram ela de vítima, faz referência à música de Kanye West a chamando de vadia e à Kim por ter supostamente editado provas. Você pode conferir às falas traduzidas abaixo:

You Belong With Me (surpresa): “Gente!”

Out Of The Woods/zumbi: “Pare de fazer essa cara de surpresa. É tão irritante.”

Shake It Off: “É, você não pode estar tão surpresa o tempo todo.”

Taylor vestida de Preto: “Qual é a dessa vadia?”

Out Of The Woods/zumbi: “Não me chame disso!”

Fearless (sotaque caipira): “Gente…”

We Are Never Ever Getting Back Together: “Pare de fingir que você é boazinha, você é tão falsa.”

Taylor de Motoqueira: “Lá vai ela, se fazendo de vítima. De novo.”

Taylor usando o vestido do MET Gala: “O que você tá fazendo?”

Taylor do acidente de carro: “Pegando provas (“receipts”). Vou editar tudo isso depois.”

VMA Taylor: “Eu queria muito ser excluída dessa narrativa.”

Gostando ou não de Taylor, não podemos negar que a produção é grandiosa e a música veio para ficar. Agora, basta esperar os próximos singles e seu novo álbum, já que todos sabemos que com Taylor o melhor fica sempre para o final.

Clique aqui para escutar a música no Superplayer!

EntretenimentoMúsica

Você pode até não acreditar no amor, mas vai se emocionar com esses clipes

by Karla Wunsch

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Ok, junho pode ser um pouco chato. Faz frio em parte do país e a primeira quinzena inteira tenta de convencer de que é preciso estar em um relacionamento. Mas, não é bem assim, você não precisa de nada. Ainda que amor é muito bom, né? (e junho tem quentão e paçoca)

De qualquer forma, separei alguns videoclipes pra encher seu coração solteiro, casado ou enrolado de emoção, muita emoção.

Gimme all your love – Alabama Shakes

Acho que só a voz da vocalista Brittany Howard já dá vontade de chorar. Ô vozeirão, né? Diz ela que muito se inspirou na mãe esquecida do rock Sister Rosetta Tharpe. Voltando ao clipe, ele conta a história de um amor na terceira ideia. Me lembrou esse relato da Isabel Allende, que se apaixonou as 75 anos.

 

Our Deal – Best Coast

Esse vídeo foi dirigido pela Drew Barrymore e conta com a atuação da Chloë Moretz e Miranda Cosgrove. Por isso já dá pra sacar que se trata de um romance adolescente, spoiler alert: quando termina bate uma tristezinha.

Curiosidade: Além desse curta de 2011, Drew, dirigiu um filme: Garota Fantástica e um documentário para TV sobre eleições presidenciais.

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Oh Wonder – Livewire

Várias fases de um relacionamento amoroso são retratados aqui, inclusive quando não existe mais. Mostrar viúvos e viúvas com saudade é um golpe que parece sempre dar certo, né? Inclusive váaarias propagandas de final de ano fazem isso para nos fazer correr pegar o papel higiênico.

 

Edward Sharpe & the Magnetic Zeros – That’s What’s Up

Por último, e talvez mais importante, esse vídeo fofo com duas crianças. Elas fazem o papel de um casal que anda meio distante, em crise conjugal. É ótimo como ele conta uma história, com legenda e tudo e dá um alfinetada em pessoas alternativas-blasé.

 

Lembra de mais algum? É só comentar aqui. Enquanto isso, vem curtir uma playlist que é puro amor.

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Ariana Grande e o ‘One Love Manchester’

by Pedro Bertoletti

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One Love Manchester, no último domingo, dia 4, reuniu e uniu a cidade após o trágico acontecimento no show de Ariana Grande no último mês de maio.

Um dia para ficar marcado como uma grande demonstração de solidariedade e que, de fato, trouxe muita emoção para os que lá estiveram ou assistiram de casa.

Ariana Grande durante apresentação no evento One Love Manchester
Ariana Grande durante apresentação no evento One Love Manchester

Organizado pela artista e seu empresário, em menos de duas semanas, o evento, que teve seus ingressos esgotados em seis minutos, contou com a presença de 50 mil pessoas e tornou-se o programa de TV mais assistido no ano até agora no Reino Unido, com uma audiência de 14,5 milhões de espectadores. Arrecadando, em apenas três horas, um total de 2 milhões de Libras que irão para fundos da Cruz Vermelha e auxílio às vítimas.

Evento One Love Manchester
One Love Manchester

Com um time de peso para dar inveja a qualquer festival, Ariana conseguiu a façanha de levar ao palco Katy Perry, Pharrell Williams, Justin Bieber, Miley Cyrus, Coldplay, Black Eyed Peas, Robbie Williams, Little Mix, Niall Horan e muito mais.

Contou também com a presença de um dos polêmicos irmãos Gallagher, famosos pelo Oasis. Liam, que havia se apresentado em um festival no mesmo dia, voou para Manchester onde se apresentou ao lado de Chris Martin, ao qual já havia, algumas vezes, disparado seus comentários maldosos. O que virou um dos pontos auges da noite interpretando Live Forever.

Entre muitas das imagens que fazem dessa uma data histórica para a cidade e a luta contra o terrorismo, fica marcado o policial que brinca junto às crianças e nos dá a esperança de dias melhores, em especial, à elas que são o futuro de qualquer nação.

Atualmente, os valores arrecadados com as vendas do single One Last Time, nas plataformas digitais, estão sendo revertidos ao Fundo de Emergência We Love Manchester, em coordenação com a Cruz Vermelha Britânica.

Menina com um cartaz no evento One Love Manchester
One Love Manchester, dia 4 de junho.

Que os artistas sigam entendendo o seu poder transformador junto às pessoas e espalhem a música como um sinal de energia positiva, porque o mundo está precisando. Essa semana vou deixar aqui o link para a estação da Ariana Grande no Superplayer. Boa semana, e amor pra todo mundo!

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10 anos depois | 2007 – Uma odisseia Indie

by Pedro Bertoletti

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Em meio a efervescência da música indie, o ano de 2007 se apresentava carregado de artistas da cena alternativa que alcançavam o mainstream.

Integrantes da banda The Strokes
Banda The Strokes

O desenvolvimento do movimento musical se dá, principalmente, a partir de bandas surgidas ainda no final dos anos 90, como The Libertines, aqui em Londres, e The Strokes, em Nova York, trazendo, assim, sustentação para o que seriam os primeiros anos do novo milênio.

Nos clubs, nas rádios e mp3 players as novidades não demoravam mais a chegar. A internet já atuava como interlocutora e facilmente ouvia-se novas bandas, fossem elas escandinavas. O Brasil passava a ser rota de shows, e frequentes festivais faziam com que 2007 viesse a ser marcado como um ano memorável musicalmente.

LCD Soundsystem, com novas faixas lançadas recentemente, se desenhava como uma das maravilhas do mundo moderno ao lado de artistas como M.I.A. e Amy Winehouse, que ainda estava por aqui e em seu auge. The Killers, Arcade Fire, Kaiser Chiefs eram apenas algumas das bandas que faziam o indie rock girar o mundo, Justice um dos nomes que agitava a cena eletrônica, enquanto MGMT trazia uma nova leitura à psicodelia. O new rave e seus adeptos, como os Klaxons, embalavam as pistas. Enfim, um ano de clássicos indiscutíveis como Make It Wit Chu de Queens of the Stone Age.

Banda The Killers
Banda The Killers

Agora, dez anos depois, resolvemos mapear, em uma playlist, as músicas que não podem ser esquecidas, e que fizeram daquele um dos principais anos na primeira década dos anos 2000. Faça essa viagem, sinta-se velho, nostálgico ou apenas tome conhecimento de diversos hits que já podem ser considerados clássicos de uma geração.

ArtistasLançamentoMúsica

Five Directions

by Sarah Kasper

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O ano é 2010, o lugar é Londres e são 5 garotos: Harry Styles, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik e Liam Payne. Parece que foi ontem que o quinteto acabou em terceiro lugar na sétima edição britânica do The X Factor e se tornou uma das boybands mais famosas da história, assinando com a gravadora de Simon Cowell, Syco Records. Após 5 discos, 4 turnês, diversos prêmios e a saída de Malik em 2015, a banda decidiu dar uma pausa para cada um dos seus membros restantes trilharem novos caminhos sozinhos. Mas, para onde cada um deles foi?

Harry Styles

Harry Styles

Após fechar contrato com a Columbia Records, mesma gravadora do One Direction, Styles lançou seu primeiro disco solo, levando seu próprio nome como título. O CD conta com 10 músicas co-escritas pelo cantor e criadas por um grupo de talentosos produtores e escritores, como o vencedor de múltiplos Grammys Jeff Bhasker (que já trabalhou com Kanye West, Bruno Mars, Lana Del Rey e Pink), Tyler Johnson (Ed Sheeran e Taylor Swift) e Alex Saliban (Elle King, Mikki Ekko, Young The Giant e The Band Perry).

Depois de gravar na Califórnia, Inglaterra e Jamaica, o álbum foi lançado dia 12 de maio deste ano e veio como uma total surpresa até mesmo para os já fãs do cantor. Harry desliga-se da música que costumava fazer com a banda e mostra uma pegada mais rock e folk. Em matéria da Rolling Stone sobre o álbum, a revista aponta a influência de artistas como Queen, Prince e The Beatles em suas músicas, que também são artistas que Harry admira. Você pode conferir seu trabalho abaixo:

Zayn Malik

Zayn Malik

Sim: nós precisamos falar sobre Zayn Malik. Mesmo que o integrante tenha deixado o grupo antes do hiatus, não podemos ignorar que a maior parte de seus fãs vieram por conta da banda. Também não podemos ignorar o fato de que ele foi o primeiro a lançar um álbum solo, Mind Of Mine, em Março de 2016, alcançando o primeiro lugar nas paradas de diversos países. O maior colaborador do seu álbum foi o premiado produtor Malay (Frank Ocean, John Legend) e Malik descreveu seu álbum como R&B alternativo, mesmo afirmando não gostar de rotular sua música. Desde o lançamento de seu primeiro disco, Zayn colaborou com Taylor Swift na música “I Don’t Wanna Live Forever” para o filme Fifty Shades Darker, que alcançou o segundo lugar da Hot 100 da Billboard. Em março deste ano, em parceria com o rapper canadense PARTYNEXTDOOR, lançou “Still Got Time”, o primeiro single de seu próximo álbum.

Louis Tomlinson

Louis Tomlinson

No início de 2016, Louis Tomlinson se tornou pai e ao final do mesmo ano lançou seu primeiro single, “Just Hold On”, em colaboração com o famoso Dj Steve Aoki. A música emplacou o 52* lugar na US Billboard Hot 100 e até agora foi a única lançada pelo cantor. Em 2015, Tomlinson criou sua própria gravadora, Triple Strings Ltd, e foi reportado que estaria trabalhando com Simon Cowell para criar uma girl band. Não há previsão de novas músicas ou um álbum confirmado por enquanto.

Niall Horan

Niall Horan

Já Niall, que ajudou a compor grandes músicas da One Direction, lançou dois hits desde que a banda entrou em hiatus, “Slow Hands” e “This Town”, através da gravadora Capitol Music Group. Ambas não fogem do padrão de música que costumava criar com o grupo, mas, ao comparar as duas, “This Town” é mais romântica e “Slow Hands” tem uma pegada mais sexy, meio cheeky e mais animada. O que diferencia o Niall de agora do que tocava em uma banda? Fácil: a chance de escutarmos seu próprio storytelling nas músicas. Porém, só saberemos mais sobre o tipo de música que ele irá produzir quando seu álbum, ainda sem previsão, sair.

Liam Payne

Liam Payne

O último a lançar material novo na carreira solo foi Liam Payne, fazendo parceria com Quavo, do grupo de rappers Migos, na música “Strip That Down”. A música, que foi co-escrita por Ed Sheeran e Steve Mac, recebeu diversas críticas, tanto boas quanto ruins. Na letra, o cantor fala sobre como está livre do One Direction (“you know, I used to be in 1D – now I’m out, free”) e como pretende se divertir. Sua música foi descrita como hip-hop e, sem perder a oportunidade, já foi comparada com o material de Zayn. Se este será o caminho que Liam irá tomar para seu próximo álbum, isso não podemos afirmar, mas sabemos que ele estará longe de fazer qualquer coisa parecida com o estilo de Harry Styles. Payne afirmou que vem trabalhando no estúdio há mais de um ano e em março de 2017 teve seu primeiro filho com a ex-jurada do X Factor, Cheryl Cole.

Mesmo com todas as diversidades, uma coisa é clara: todos os integrantes (ou ex) buscavam liberdade para criar seu próprio material, algo que uma boy band não permitia. Agora, temos mais músicas de estilos completamente diferentes, esperamos novos álbums, e, quem sabe um dia, uma possível volta do grupo.

Mas, enquanto isso não acontece, você pode checar a nossa playlist Five Directions.

ArtistasLançamentoMúsica

“Switch”, a nova música de Iggy Azalea com Anitta!

by Superplayer

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Na última sexta-feira foi lançado oficialmente “Switch”, o novo single de Iggy Azalea, e de imediato virou um dos assuntos mais comentados no universo pop, no Brasil e no mundo. Aqui na nossa terra, em especial, pela participação já aguardada da pop funkeira Anitta.

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Com promessa de forte divulgação no mercado americano, onde é radicada a rapper, e a chegada do verão no hemisfério norte, a carreira de Anitta pode agora tomar novas proporções. Vale lembrar também que, nos últimos três anos, foi premiada pelo EMA, premiação da MTV europeia, como melhor artista brasileira e uma vez da América Latina.

Para aumentar o furor, vazou o que seria uma versão não finalizada do clipe que bota a artista brasileira nos radares do cenário da música internacional. Parece que ela está cada vez mais próxima de vôos mais altos.

Capa do single Switch da cantora Iggy Azalea
Capa do single Switch de Iggy Azalea

“Switch” sucede os singles “Mo Bounce” e “Team”, com produção de Eric Weaver e The Family, que têm em seus históricos, trabalhos com Ariana Grande, Nick Jonas, Pharell Williams e Fifth Harmony. A faixa faz parte do novo disco, Digital Distortion, de Azalea, com lançamento previsto para meados desse ano.

E você já pode ouvir aqui no Superplayer em uma playlist recheada de lançamentos:

LançamentoMúsica

“Você Não Presta” é o novo single de Mallu Magalhães

by Pedro Bertoletti

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Após o anúncio de um novo álbum, Mallu Magalhães, divulga agora o single “Você Não Presta”.  O álbum, intitulado “Vem”, sucede seu disco de 2011 “Pitanga” e trabalhos paralelos como a Banda do Mar. E já conta com uma série de datas para início de turnê. Por enquanto, no Brasil, passará por Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, além de shows marcados em Portugal.

Capa do single "Você Não Presta" de Mallu Magalhães
Capa do single “Você Não Presta”

Em “Você Não Presta”, Mallu passeia por um samba de levada suave, versos carregados de ironia e sua característica voz quase confidencial. A festa parece que vai ser boa, um clipe deve ser lançado em breve. Só nos resta aguardar as próximas semanas para saber o que mais vem por aí.

E você pode conferir agora aqui no Superplayer pra começar bem essa Sexta-feira.

ComportamentoMúsicaTecnologia

A morte do mp3 – O vinil e o consumo de música

by Pedro Bertoletti

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O encerramento do programa de licenciamento de patentes de mp3 foi anunciado pelo instituto alemão recentemente.

No final dos anos 80, Fraunhofer Circuitos Integrados, instituição de pesquisa alemã, desenvolveu o formato que viríamos a carregar dentro de nossos, desculpa a redundância, mp3 players por muitos anos. Abandonamos Walkmans e Discmans, volumosos, e entramos em um universo prático de pequenos dispositivos que possuíam e, ainda estão por aí, possuem a capacidade de armazenar centenas de milhares de faixas dos seus artistas favoritos.

Mp3 Player

O fim da linha para o mp3 se dá, devido ao surgimento de outros formatos que desempenham uma melhor compactação de arquivo, como o ACC (Advanced Audio Coding), mais eficiente e com maiores funcionalidades, criado, também, com o auxílio da mesma organização.

Deixando a deriva cds, vinis, cassetes, o mp3 surgiu e tornou fácil o compartilhamento e armazenamento de arquivos, mudando o mercado da música, porém, nos últimos anos, com o crescimento do streaming e a busca por uma melhor qualidade da compactação de áudio, além das constantes mudanças de comportamento na maneira como se consome música e o olhar atento nos movimentos dos parceiros de mercado, foi decidido encerrar um ciclo. Movimento benéfico que ajuda no desenvolvimento de novos padrões ampliando a qualidade de como ouvimos música.

Em outra instância, sobe cada vez mais o consumo nostálgico de vinil e, mais recentemente, de fitas cassetes. No final do ano passado, pela primeira vez, no Reino Unido, a venda de álbuns em vinil superou os downloads digitais. Além disso, as receitas de vinil renderam mais lucro para artistas do Reino Unido do que o arrecadado com o YouTube.

Incentivados por datas que impulsionam o mercado fonográfico como o Record Store Day, no mês passado, segundo a Nielsen Music, foram comercializados 574.000 vinis em uma semana.

Loja Rough Trade no Brick Lane em Londres
Rough Trade (Brick Lane – Londres)

Nos últimos meses e semanas, discos de artistas como Rag’n’Bone Man, Kasabian, Harry Styles estão em ascensão, além de clássicos em venda como os londrinos David Bowie e Amy Winehouse que vêm sempre figurando no topo.

Embora ainda exista a busca pelo produto físico, praticamente todo disco adquirido, na terra da rainha, está sendo feito via internet, ou seja, mesmo que se tenha certa relação afetiva com o conteúdo material, os consumidores deixam as lojas de rua com míseros 7% do faturamento.

Capa do álbum Human do artista Rag'n'Bone Man
Rag’n’Bone Man – Human (fenômeno de vendas em vinil no Reino Unido)

Enquanto no Brasil, os altos valores cobrados pelos vinis parecem ainda segurar essa fatia do mercado e desencorajar o consumidor, reduzindo a poucos a possibilidade de adquirir aquele álbum do momento, ou, reedições fantásticas de artistas brasileiros, caso de Clube da Esquina 1 e 2. Ainda assim muito tem se investido, além da Polysom, nosso país conta com a Vinil Brasil, que tem uma história muito bacana, trazendo de volta a vida, de um ferro velho, prensas que pertenciam a antiga Continental.

Famosa capa do vinil Clube da Esquina
Vinil Clube da Esquina (1972)

Serviços de streaming estão numa crescente em escala global e parecem servir, em partes, como um campo de experimentações. No que diz respeito a Europa, muitos entendem como um movimento compartilhado, onde o streaming serve como um incentivo para o consumo dos formatos físicos.

Usamos nossos celulares para ouvir música, ambientar nossos momentos com trilhas sonoras ou mesmo descobrir novos artistas através de aplicativos. Em casos como o Superplayer, você pode ter acesso ao conteúdo online e offline, confira aqui para saber mais, e sair por aí com nossas playlists e seus artistas favoritos.

Seja qual for a forma, o importante é que a gente siga apoiando artistas e fazendo da nossa vida mais musical.

ComportamentoEntretenimentoMúsica

Summer of Love – Os 50 anos do verão hippie de 67

by Pedro Bertoletti

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Há 50 anos São Francisco se tornava o epicentro do movimento hippie. No verão de 1967, o distrito de Haight-Ashbury era a meca de aproximadamente 100 mil jovens.

Summer of Love em São Francisco 1967
Summer of Love 1967

Haight-Ashbury não estava preparada para aquele verão quando viu suas ruas serem tomadas por jovens de flores nos cabelos e ideias que contestavam o status quo. Embebidos pelos ideais de liberdade da geração beat, criaram um movimento principalmente cultural e político.

Os Beats, ainda na década de 50, habitavam a região de North Beach, onde os baixos custos de aluguel prestaram serviço a efervescência cultural que ali se instaurava. Quebrando as regras de comportamento, a partir de um estilo de vida marginal, liderados por Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Borroughs, escreviam, sob o ponto de vista subcultural, com fluidez, sobre drogas, contestação e um mundo novo de experimentação. Quando nos anos 60, muitos dos novos beatniks, transferiram-se para a região que viria a ser o centro dos novos acontecimentos, Michael Fallon, jornalista americano, surge com o termo hippie. O movimento que botaria em alerta o até então estabelecido american way of life.

If you’re going to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair – John Phillips

Movidos pelas intenções de mudança e como combustível a oposição à guerra, permeavam formas alternativas de estilos de vida e, embora um movimento comportamental, seus reflexos se deram na música, na expressão criativa e política, liberdade sexual e o consumo de drogas psicodélicas. Seguiam preceitos do paganismo, filosofias orientais e buscavam a expansão da consciência em prol do coletivo e de um universo harmônico de paz e amor.

Os acontecimentos tiveram início, na verdade, no inverno do mesmo ano, onde muitos protestaram em oposição a Guerra do Vietnã. Uma reunião entre várias tribos junto ao Golden Gate Park parecia criar o ponto de confluência que levava ao estopim o desconforto e descontentamento com a posição política atual. Estudantes se aglomeravam ao som de bandas como Jefferson Airplane, ao lado de poetas gurus como Lawrence Ferlinghetti e Ginsberg.

Contornos do movimento se davam em diversas regiões dos Estados Unidos. Em abril, Nova York viu a passeata pela paz, até então, uma das maiores manifestações populares, com centenas de milhares de pessoas, dando indícios do que viria a ser o verão na costa oeste.

Com a chegada do verão, São Francisco então ganha o status de marco zero hippie. Reduto de artistas como Grateful Dead, Janis Joplin e Jimi Hendrix que habitaram o famoso distrito, além de outros que por lá circulavam como George Harrison. Pelo The Fillmore, famoso por concertos históricos, além de Hendrix, naquele verão circularam banda como The Byrds, The Doors, Pink Floyd.

Residência da banda Grateful Dead em São Francisco 1967
Residência da banda Grateful Dead(1967) – 710 Ashbury St, São Francisco

A música culminou com o Festival de Monterey, onde, mais uma vez, Hendrix fez história, quando dando início a turnê Americana coloca fogo em sua guitarra. Além de shows de The Who, Otis Redding, Big Brother and the Holding Company com nada menos que Janis Joplin. Por lá também circulavam figuras como Brian Jones, famoso por seus excessos e genialidade nos The Rolling Stones.

Jimi Hendrix queimando a guitarra no festival de Monterey
Jimi Hendrix – Festival de Monterey(1967)

Fazendo uso de suas doutrinas, os jovens aplicavam seu trabalho criando serviços a comunidade como clínicas de saúde gratuita, lidando além de tantas doenças, com a dependência química. Programas de limpeza das ruas do distrito e centros de distribuição de alimentos livres. Alguns desses trabalhos, décadas depois, ainda servem a região.

O ano de 67 veio a se tornar um importante momento da década de 60, onde o movimento de contracultura hippie dava forma a diferentes campos. Na música o mais representativo dos discos talvez venha a ser Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band dos Beatles, abrindo caminho para um universo de experimentações sonoras que vieram a seguir, com Pink Floyd e o genial Syd Barrett, Cream e Eric Clapton. Desenhavam em seus riffs de guitarras, uso de harmonias orquestradas e extensas faixas carregadas de trechos instrumentais, uma viagem transcendental para além dos limites do que já havia sido feito. O rock passava a se introduzir de vez no campo da arte.

Capa do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles
Icônica capa do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – The Beatles

O mundo apenas começava a conhecer artistas como Creedence Clearwater Revival, David Bowie e The Velvet Underground e a famosa revista de música e comportamento, Rolling Stone, trazia sua primeira publicação. O Brasil conhecia o Tropicalismo.

A juventude estava mudando e, com ela, o mundo ia se alterando e ganhando diferentes cores. Na moda os tons pastéis eram substituídos pelas experimentações em estampas com designers como Birgitta Bjerke. E nas artes gráficas Rick Griffin, Alton Kelley, Stanley Mouse entre tantos nomes traduziam a psicodelia em imagem.

Quando aquele verão finalmente teve fim, foi encenado o evento conhecido como ‘A morte do Hippie’. O mundo havia mudado. As fortes influências do fenômeno social que tomaram conta de Haight-Ashbury, na verdade, faziam parte agora de um turbilhão de novas ideias. A guerra ainda se estendeu, o mundo ainda veria Woodstock, mas a chama que lá foi acesa, ainda pode ser vista de diferentes formas na nossa sociedade. Assuntos como identidade de gênero, sexualidade, individualismo, racismo, pobreza, meio ambiente, o consumo de orgânicos, oposição ao consumo excessivo, incentivo ao consumo de designers e artesões locais, tudo nos cheira tão fresco.

A urgência pelas mudanças ainda continua sendo um desafio que nos permeia corriqueiramente e, assim continuamos, 50 anos depois, em busca da criação, talvez não tão utópica, de um novo paradigma político-social.

Para comemorar, uma série de eventos acontece esse ano na cidade e você pode conferir um pouco mais aqui. E se você quer ouvir mais da música daquela década é só dar play na nossa playlist:

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Foster the People – Vem aí o terceiro álbum

by Pedro Bertoletti

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Banda Foster The People
Banda Foster The People

Formada em Los Angeles, Foster The People dispensa apresentações. Com um histórico de hits grudentos nos últimos anos como, Houdini, Helena Beat, Pumped Up Kicks, Call It You What Want, Don’t Stop, Best Friend, a banda surpreendeu, quando, na semana passada divulgou, não uma, mas três novas músicas que devem estar no que será o próximo álbum. Com dois álbuns de estúdio, Torches de 2011 e Supermodel lançado em 2014, agora fica o aguardo para mais detalhes do que vem por aí.

Por enquanto, você pode ouvir por aqui Pay The Man, Doing It For The Money e SHC, as faixas que os caras botaram no ar. Sem muitas surpresas, como uma sequência de tudo que já fizeram, nos levam para dentro da atmosfera característica que já deu certo. Um prato cheio para os ávidos fãs que dispensam mudanças.

O que parece discutível é, no entanto, a capa que apresenta III – Single. Correram pelas redes sociais comparações entre a arte do novo trabalho e o disco Low Teens da banda Every Time I Die, mas aí eu deixo essa análise por conta de vocês.

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I Hate Flash, #365nus e o universo de Fernando Schlaepfer

by Pedro Bertoletti

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Fernando Schlaepfer é um carioca ligado em uma potência invejável, uma daquelas figuras a ser estudadas. Se você acompanha ou já acompanhou o cara nas redes, sabe do que estou falando. Fundador do I Hate Flash, precisa lidar com os cliques para marcas, produções de festas, projetos autorais de fotografia, palestras, workshops, caçar festivais pelo mundo e ainda por cima atacar de DJ por aí. Com o I Hate Flash já cobriu festivais como Burning Man, Coachella e eles vêm fazendo a cobertura oficial do Lollapalooza Brasil e Rock in Rio.

Fernando Schlaepfer no Burning Man em 2016
Fernando Schlaepfer – Burning Man 2016

Nos conhecemos de longa data, dividimos as cabines de algumas festas e já fui clicado pelo cara em bons e maus momentos. Na semana passada tivemos um bate papo sobre música, moda, fotografia, projetos autorais e algumas histórias inusitadas com Diplo e Skrillex.

Para começar, como curador musical, precisei perguntar se ele estava ouvindo algo enquanto nos respondia e a resposta veio de imediato, “Como deve suspeitar pela data da entrevista, a resposta não pode ser diferente: Damn!, vulgo “o novo do Kendrick“.

O I Hate Flash tem produzido tanta coisa bacana que fica difícil alguém ainda não ter ouvido falar. Com um início despretensioso, como o próprio diz “uma válvula de escape, desculpa para criar mais na fotografia”, ele conseguiu construir uma marca de valor dentro de um seguimento que até então era de fotógrafos que não “conversavam” com a mesma linguagem dos meios em que se inseriam. Na época não existia, como chamou, a “cena” de fotografia, ninguém vinha fazendo um registro real, uma cobertura curada por alguém que pertencesse ao meio, que tivesse uma relação estreita com o que estava sendo fotografado.

No máximo tinha um tiozinho falando “oi, boa noite, posso fazer uma foto de vocês? Toma aqui meu cartão, assina aqui esse termo, pega sua foto lá no site-alguma-coisa-universitaria…”

A partir disso, enxergando essa lacuna, viu as coisas acontecerem muito rápido, passou a ser procurado para fazer registros de baladas, shows, exposições, festivais, e assim continua. “No primeiro ano eu já chamei mais 3 amigos fotógrafos pra me ajudarem naqueles registros, depois mais 5, depois mais 10, depois (…). Hoje somos 33 entre fotógrafos e videomakers, além dos setores de atendimento, financeiro, produção e coordenação de mídias sociais.”

Não tem fórmula mágica, a gente só consegue se dedicar tanto, estar em tantos lugares ao mesmo tempo, virar noite trabalhando e ainda sair com um sorriso no rosto por estar fazendo aquilo com tesão.

Quando estava na faculdade de comunicação visual e estagiava com fotografia e manipulação na SeagullsFly, se via frustrado por estar fotografando “apenas burocraticamente”, apesar do aprendizado, tinha um envolvimento muito ligado a parte técnica como fotografar produtos pensando apenas nas necessidades do mercado de consumo “faz uma foto dessa garrafa de Coca-Cola com uma tele pra não deformar, e iluminação neutra pra ficar mais fácil de transformar em 3D”.  Assim, viu a necessidade de inventar algo que fosse seu território para criar com maior liberdade. Sobrecarregado durante a semana, devido a faculdade e a vida de estagiário, via no curto tempo dos finais de semana a dificuldade de fazer tudo que tinha em mente, ele conta, “passei a levar minha máquina pra tudo que fazia nesse tempo livre, e registrava cada role de skate, cada show que minha banda tocava, cada festa/ festival que eu ia, etc.”

Definitivamente, Fernando não achava que poderia tomar essa proporção.

Equipe I Hate Flash no Lollapalooza Brasil 2017
Equipe I Hate Flash, Lollapalooza Brasil 2017

Como diferencial, vê o que muitos colocavam como um erro primário, seu trunfo com o I Hate Flash: parcialidade. A gente se assumir parcial é algo muito negativo em um primeiro momento, já que as pessoas tendem a rotular tudo e muitas vezes nos colocam na caixinha do fotojornalismo – onde imparcialidade é regra. Mas acaba que a gente falando abertamente que só fotografamos aquilo que curtimos, temos um benefício duplo: o IHF se tornar um formador de opinião em termos de movimentação cultural, e de fato valer ter um “selo I Hate Flash de qualidade” em seja lá qual conteúdo estejamos fotografando, além de manter sempre os criadores de conteúdo empolgados. Não tem fórmula mágica, a gente só consegue se dedicar tanto, estar em tantos lugares ao mesmo tempo, virar noite trabalhando e ainda sair com um sorriso no rosto por estar fazendo aquilo com tesão.”

Apesar de ter conseguido com o IHF o meio para suas criações, hoje faz muitos trabalhos ligados a marcas, porém, quando procurados, elas estão interessadas em se aproximar da identidade dos caras. Ok, já aconteceram situações absurdas onde queriam nos usar para vender coisas completamente sem sentido. Mas negamos sem cerimônia haha”.

Foto de Fernando Schlaepfer para Vogue Brasil
Foto publicitária para Vogue Brasil (Fernando Schlaepfer)

Apaixonado pelo que faz, gosta de lidar com exercícios criativos, ao invés de clicar somente seu meio, sua zona de conforto, como marcas de tênis que se identifica, roupas ou bebidas onde, teoricamente, cria com menos esforço, vê, em fotografar algo onde não é necessariamente o público alvo, a possibilidade de vivenciar diferentes nichos:

“(Eu curto) fotografar algo onde eu não necessariamente seja o público-alvo – tipo uma marca de moda feminina – me faz criar um personagem e ter que entrar nele, entender as motivações, os desejos, de que forma comunicar uma ideia que seja atraente pra esse universo que não necessariamente é o meu…”

Embora, quando se fale de I Hate Flash, provavelmente remeta a você eventos de música, comenta que nunca buscou associar fotografia e música, as coisas sempre se deram muito naturalmente. Brinca que precisaria formar uma barreira para desassociá-las, pois sempre esteve presente, de formas óbvias como fotografando shows, ou, de maneiras indiretas, em lookbooks em estúdio, onde é indispensável, salientou, que se tenha uma trilha sonora.


OS FESTIVAIS E O SEU LADO COMO DJ

Lollapalooza Brasil 2016
Lollapalooza Brasil 2016 (Fernando Schlaepfer)

Com o I Hate Flash, já teve a oportunidade de girar por muitos festivais no Brasil e no mundo. A lista vai do Summer Sonic em Tóquio ao Reading na Inglaterra, passa por suas presenças em Coachellas(EUA), que quando não cobre, pode ter certeza que algum de seus parceiros está lá, Burning Man, na famosa e efêmera Black Rock City no deserto de Nevada, também nos Estados Unidos, Primavera Sound e Sónar em Barcelona, além de todas as edições de Rock in Rio e Lollapalooza Brasil desde que começou com o projeto. Embora esteja presente em tantos festivais, raramente tem a oportunidade de assistir muitos shows. A maratona de cobertura é bastante sacrificante:

É bem raro a gente poder ver um show inteiro nos festivais, com exceção dos headliners – pelo menos nos que estamos como cobertura oficial. Durante o dia inteiro é uma correria sem fim, porque temos que fazer as fotos logo depois das 3 primeiras músicas (dependendo do artista, na primeira!), volta pra sala de imprensa, edita, entrega, corre pro próximo show, fotografa, volta (…) Os headliners são exceção porque como são os últimos shows de cada dia, rola de concluir a entrega e assistir o restante do show. Claro que uma vez ou outra a gente se organiza, quando tem alguma banda menor que é a banda que sempre sonhamos em ver, então dá pra pular o almoço pra ficar assistindo, por exemplo hahaha”

Arcade Fire no Lollapalooza Brasil 2014 fotografado por Fernando Schlaepfer
Arcade Fire – Lollapalooza Brasil 2014 (Fernando Schlaepfer)

No que se trata de balada, o repertório de histórias que tem pra contar valeria um post, mas com certeza entre as que não podemos deixar de fora são seus reincidentes encontros com Diplo e Skrillex. A primeira vez, ele nos conta, foi no Avrão, no morro do Vidigal. Já havia discotecado com Diplo, também no Rio, em outra oportunidade, mas não com a dupla.

“Só cumprimentei o Skrillex de longe e achei que ele ia ficar lá isoladão inacessível no camarim. Só que porra nenhuma, ele veio, puxou assunto, perguntou o que eu tocaria, e quando contei que meu set seria 100% de tracks e/ou produtores brasileiros, ele ficou curioso e disse que ficaria lá pra ver. Achei que era papo, mas quando terminei de tocar (umas 6 da manhã) ele realmente ainda tava lá e veio falar que curtiu, perguntou sobre algumas músicas mas eu não consegui entender quais eram exatamente (gringo tentando reproduzir o que ouviu em português é uma desgraça né), enfim, achei bem maneiro.”

Skrillex e o fotógrafo Fernando Schlaepfer
Skrillex e Fernando Schlaepfer

Seus sets são baseados em músicas dançantes, com foco nas produções eletrônicas, sempre carregadas de grave. Gosta de se aprofundar em pesquisa nas músicas feitas nas periferias, “aquilo que ainda não entenderam que é punk pra caralho, o genuíno DIY da música atual”, resume suas escolhas em “músicas para mexer o corpo”. Foi com o tempo, que ele passou a entender que as cabines haviam se tornado um outro posto de trabalho.

Fernando Schlaepfer discotecando no after party Lollapalooza Brasil 2017
Fernando Schlaepfer (Love2Hate – After Party Lollapalooza Brasil 2017)

“Definitivamente meu foco profissional é a fotografia, então talvez por isso eu tenha negligenciado esse aspecto dessa outra parte do meu trabalho – não que eu não tenha me dedicado, que não faça questão de ser bom tecnicamente, de pesquisar e ter muitas referências nos meus sets e que ganhe pra isso, mas não paro e penso “ok, agora eu TENHO QUE fazer uma pesquisa, tocar isso e isso antes dos outros, juntar essa track com essa (…)”, faço só o que dá vontade e vai dando certo.”

A segunda vez com a dupla foi no after do Lollapalooza do ano passado, depois de toda a maratona, o I Hate Flash sempre prepara uma festa pós-festival. Como atração-surpresa teriam nada menos que A-Trak“Ele pediu pra botar alguns nomes na lista de convidados, e dentre eles estavam a dupla… Já com a festa rolando, veio o pedido: Skrillex e Diplo perguntaram se também poderiam tocar. Rola? Corta a cena, tá rolando um B2B do Jack Ü com a Halsey dançando no meio deles e um pacote de Sucrilhos voando. Sucesso. Fui tocar novamente depois deles – até então, não tinha falado com nenhum dos dois por confusões esperadas de um pós-festival pré-after –, e no fim do meu set tá lá o Skrillex na cabine de novo. Veio falar comigo, algo tipo “fala cara! Você é aquele maluco que tocou depois da gente no morro no Rio, não é? Não tinha reconhecido com o cabelo de outra cor, mas ouvindo o set, reconheci!”. Algum tempo lá de papo e no dia seguinte veio o convite: ele continuaria por São Paulo pra gravar o programa dele pra Apple Music Beats e queria que eu fosse o DJ brasileiro convidado pra falar sobre a cena nacional e tocar algumas tracks. Lá tava eu de novo com ele, a Halsey e as excelentes participações do MC Bin Laden e do Flosstradamus. Engraçado que depois desse dia muitos produtores vieram falar que amavam meus sets e me convidaram pra tocar nas festas deles, mas coincidentemente, antes do “aval do Skrillex”, era a mesma galera que falava que meu som tinha baile funk demais pro gosto deles. Engraçado. Hahah”

Diplo, Halsey e A-trak LOVE2HATE :: AFTER-PARTY LOLLAPALOOZA
Da esquerda para a direita: Diplo, Halsey e A-trak (Love2Hate – After Party Lollapalooza)

Seu auge, como DJ, atingiu no último Burning Man, o pessoal da OWSLA escreveu para ele quando viu a foto que havia postado falando que estava chegando por lá, e assim veio o convite para tocar com eles e quem mais? Skrillex.

“Toquei duas vezes nessa edição: uma no camping, pra no máximo umas 100 pessoas, e outra em um dos palcos gigantes, pra umas 10.000 pessoas. Aquele famoso “esse dia foi foda.”

PROJETO #365nus

Vivendo o mercado publicitário como fotógrafo e com a necessidade de seguir padrões estéticos comerciais, Fernando resolveu, dentro de um projeto autoral, desnudar-se escapando ao imposto como convencional. A partir daí deu vida ao projeto #365nus, fotografando um nu para cada dia durante um ano.

Projeto #365nus Fernando Schlaepfer
Projeto #365nus

O fotógrafo tem em seu histórico trabalhos para sites como o Paparazzo, no entanto os trabalhamos comerciais não dialogavam tanto com o autoral, e assim que deu início ao projeto:

“Querer me expressar imageticamente sem as amarras comerciais que a indústria impunha. Como o que eu mais gosto de fotografar são pessoas, usei isso como base, e fui tirando os lugares-comuns dos trabalhos. Então ia riscando da lista: não queria me preocupar com caimento de roupas – tirei as roupas. Não queria fotografar apenas com modelos – convidei meus amigos para serem fotografados. Não queria ter que atender a um briefing vindo de terceiros – partia de uma premissa básica para cada foto (…) e por aí vai. Em pouco tempo notei que eu tinha muitos outros motivos além-criativos para ter chegado na fórmula do projeto, que talvez fossem subconscientes quando resolvi começar o #365nus – literalmente, de um dia pra outro –, mas que fazia total sentido com nosso momento“.

Seu avô é parte importante no início disso tudo, inclusive foi um dos primeiros a ser fotografado pelo projeto, vice-presidente da Associação Carioca de Naturismo, durante boa parte da infância e adolescência, Fernando, o acompanhava em clubes e praias nudistas. Não apenas por isso, seu avô influenciou diretamente em todos os aspectos que envolvem a aceitação de si e do seu corpo, ou seja lá de quem for. “Hoje em dia ele tá bem coroa, e não tem mais a disposição pra se meter em um ônibus por horas até chegar em algum desses lugares – mas quando convidei ele pra ficar peladão ilegalmente na praia aqui do lado em prol do projeto, ele não pensou duas vezes haha.”

hugo para o projeto #365nus de Fernando Schlaepfer na praia
Hugo, avô de Fernando, para o projeto #365nus

Começou fotografando amigos e pessoas que estavam próximas em alguma circunstância. “Como rapidamente eu esgotei todos meus amigos que topavam ficar nus para o todo mundo mágico da internet ver – e é aí que a gente vê quem realmente liga o foda-se de fato haha –, eu passei a chamar todo mundo que via pela frente. Tipo, se no meio de um trabalho alguém tocava no assunto do projeto, eu não perdia a chance e mandava “ah, então por que não participa também?”.  Além de um punhado de vezes que eu precisava colocar uma foto naquele dia e não tinha tido tempo de combinar nada e escrevia em alguma rede social “ou, quem é que tá no estado tal e topa participar de uma foto pro projeto na próxima hora?”. Sei lá como, mas até agora, funcionou sempre haha.”

As locações são uma escolha conjunta, como o projeto não tem o foco em modelos profissionais, existe a necessidade que as pessoas se sintam confortáveis em ser fotografadas, “…o lugar da foto faz toda diferença nesse aspecto. É também um meio de fazer a foto ser ainda mais um trabalho em conjunto, então eu sempre tento deixar a pessoa o mais livre possível tanto nessa escolha, quanto como ela quer se mostrar – obviamente, adequando as escolhas ao que eu considero cabível na foto e no meu olhar sobre aquela pessoa e ambiente”.

Gabriela para o projeto #365nus
Foto #229, projeto #365nus

Mesmo pensando justamente que mulheres teriam muito mais motivos para relutar em mostrarem-se nuas, já que infelizmente isso continua sendo um tabu, e “até hoje ainda tem gente querendo falar sobre o que uma mulher “de bem” pode ou não fazer com o próprio corpo”, um dos grandes obstáculos que encontrou foi em convencer homens a participar em boa parte do projeto. Desde “vão achar que eu sou gay (!?!?) até a “vergonha”.

Artur e Uyl para o projeto #365nus
Foto #305, projeto #365nus

“E eu sempre achei muito importante não ser um projeto exclusivamente com mulheres, já que a intenção era justamente desmitificar o nu, chamando todo mundo que eu via pela frente, e não restringindo a um tipo de corpo, uma cor de pele, um gênero (…)”

Foto masculina para projeto #365nus
Foto #318, projeto #365nus

Fernando está autorretratado no projeto, contudo, para ele, se expor não foi uma maneira de tornar o projeto ainda mais verdadeiro, e sim, apenas uma honestidade com ele próprio.

Botar a cara ali valeu não só para ter a experiência em estar do outro lado e receber todo o feedback dessa exposição, quanto pra ver que mesmo eu me achando “o bem-resolvido”, ainda estava/estou cercado de questões e inseguranças com meu próprio corpo, assim como todos nós – afinal, mesmo que a gente pegue uma pessoa mais dentro do padrão possível, nem ela se sentirá perfeita, já que esse tal padrão é algo irreal. Não é só ser uma mulher / branca / magra / loira / gostosa / sei lá o que. É tudo isso, no melhor ângulo, da melhor foto, com retoque no Photoshop. Não existe.”

autorretrato Fernando Schlaepfer para projeto #365nus
Autorretrato, projeto #365nus

O projeto já teve seus 365 e em breve deve virar livro, mas ele continua vivo, e você pode conferir por aqui como tem sido a sequência desse trabalho.

Para os próximos meses, além de seguir com o #365nus, o I Hate Flash está com projetos novos, infelizmente, não pôde nos contar muita coisa, mas deixou pistas. Estão preparando duas novas collabs com marcas, uma série de novas festas “e mais uma outra parada que nem o produto posso falar qual é pra não entregar o ouro haha.”, certamente vem coisa bacana por aí.

Como um cara que começou a empreender cedo, deixa uma dica para quem busca trabalhar com o que ama: “Acho que uma boa dica é: não acredite no chavão de “Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida”. Tudo caô. A não ser que você já seja rico. Mas ainda assim: escolha um trabalho que você ame, porque só assim você vai conseguir se dedicar de verdade e poder se destacar no seu mercado, seja ele qual for. Mas não é só amar, tem que trabalhar pra caralho sim! :)”

Então precisei voltar a música e saber o que mais anda tocando no QG do I Hate Flash, não foi surpresa a primeira coisa que li, mas tem mais: “Já falei lá no começo do Damn!, né? Escutando no repeat nos últimos dias. Que eu lembre nessa semana, o “Heresia” do Djonga e o “Elevador” do Febem rolaram soltos aqui também. Ah!, e o novo Vol 4 da BRUK :)”

E a fatídica pergunta: Para terminar o nosso papo: Qual playlist do Superplayer tem a sua cara? Ah, depende do dia haha. A última que ouvi foi a da Tropicalia <3”

Se você também quer ouvir, “Damn.”, o novo do Kendrick Lamar aqui vai o álbum na íntegra:

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Joe Fox, o protegido de A$AP Rocky, e sua Aftershow

by Pedro Bertoletti

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Se você já ouviu A$AP Rocky, especificamente o álbum AT.LONG.LAST.A$AP, você conhece Joe Fox. Entre tantas parcerias de peso no disco lá de 2015, como M.I.A., Mark Ronson, Kanye West, cinco das faixas contavam com um então desconhecido.

Jovem músico londrino Joe Fox
Joe Fox, jovem músico de Londres

A$AP tinha descoberto o cara pelas ruas aqui de Londres. Contou, em diversas entrevistas, que após vagar em uma madrugada, encontrou o músico com seu violão. Na época tocava na rua, praticamente sem teto, sobrevivia vendendo seus cds em busca de algum lugar para morar. Ele não comprou um de seus discos, porém acabaram no estúdio e o resto podemos ouvir em A.L.L.A.

Embora fã de Bob Dylan, Jimi Hendrix, John Lennon, foi com o rapper que viu sua vida se transformar, a parceria inusitada lhe rendeu algumas importantes gravações, contatos e viagens pelo mundo. Passou a o acompanhar onde quer que fosse, parecia a espera do seu momento. Com pouco gosto pela cena musical atual, rendeu-se ao classificar o trabalho em conjunto como uma obra prima, estando entre os melhores álbuns daquele ano.

Joe Fox e A$AP Rocky juntos
Joe Fox (à esqueda) e A$AP Rocky (ao centro).

No ano passado, o londrino, lançou o Acoustic Alley Sessions, com pouca produção, basicamente voz e violão, sua música soa como algo de outros tempos, com sua voz bluesy carregada de referências. Destaque para Autopilot, escrita na sua época em Los Angeles, embora com qualidade, ainda assim bastante bruta, faltava algo mais elaborado, como uma banda como pano de fundo.

E é aí que entra o seu single lançado nesse ano, onde o artista parece começar a mostrar que pode seguir em frente com suas próprias pernas. A excelente Aftershow, conta com o apoio de nada menos que membros do The Dap-Kings, banda com um histórico recente ligado a outra figura bastante famosa surgida em Londres, Amy Winehouse. Além de ter produção de Leon Michels, um dos membros do The Arcs, banda formada junto a Dan Auerbach, mais conhecido pelo The Black Keys.

capa do single after show de Joe Fox
Capa do single Aftershow

Embora a busca por uma evolução sonora, Joe não vai tão longe com o lado b Sweet Song, mantendo a ligação com a estética simplista e crua. No entanto, no mês passado, anunciou estar fazendo seus últimos shows em voz e violão, em breve contará com o apoio de uma banda. Por enquanto nos resta esperar pra descobrir onde o garoto poderá chegar.

E se você ficou curioso para ouvir Joe Fox, confere a nossa playlist dessa estação de outono: