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EntretenimentoMúsica

Você pode até não acreditar no amor, mas quem sabe vai se emocionar com esses clipes

by Karla Wunsch0

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Ok, junho pode ser um pouco chato. Faz frio em parte do país e a primeira quinzena inteira tenta de convencer de que é preciso estar em um relacionamento. Mas, não é bem assim, você não precisa de nada. Ainda que amor é muito bom, né? (e junho tem quentão e paçoca)

De qualquer forma, separei alguns videoclipes pra encher seu coração solteiro, casado ou enrolado de emoção, muita emoção.

Gimme all your love – Alabama Shakes

Acho que só a voz da vocalista Brittany Howard já dá vontade de chorar. Ô vozeirão, né? Diz ela que muito se inspirou na mãe esquecida do rock Sister Rosetta Tharpe. Voltando ao clipe, ele conta a história de um amor na terceira ideia. Me lembrou esse relato da Isabel Allende, que se apaixonou as 75 anos.

 

Our Deal – Best Coast

Esse vídeo foi dirigido pela Drew Barrymore e conta com a atuação da Chloë Moretz e Miranda Cosgrove. Por isso já dá pra sacar que se trata de um romance adolescente, spoiler alert: quando termina bate uma tristezinha.

Curiosidade: Além desse curta de 2011, Drew, dirigiu um filme: Garota Fantástica e um documentário para TV sobre eleições presidenciais.

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Oh Wonder – Livewire

Várias fases de um relacionamento amoroso são retratados aqui, inclusive quando não existe mais. Mostrar viúvos e viúvas com saudade é um golpe que parece sempre dar certo, né? Inclusive váaarias propagandas de final de ano fazem isso para nos fazer correr pegar o papel higiênico.

 

Edward Sharpe & the Magnetic Zeros – That’s What’s Up

Por último, e talvez mais importante, esse vídeo fofo com duas crianças. Elas fazem o papel de um casal que anda meio distante, em crise conjugal. É ótimo como ele conta uma história, com legenda e tudo e dá um alfinetada em pessoas alternativas-blasé.

 

Lembra de mais algum? É só comentar aqui. Enquanto isso, vem curtir uma playlist que é puro amor.

ArtistasMúsica

Ariana Grande e o ‘One Love Manchester’

by Pedro Bertoletti0

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One Love Manchester, no último domingo, dia 4, reuniu e uniu a cidade após o trágico acontecimento no show de Ariana Grande no último mês de maio.

Um dia para ficar marcado como uma grande demonstração de solidariedade e que, de fato, trouxe muita emoção para os que lá estiveram ou assistiram de casa.

Ariana Grande durante apresentação no evento One Love Manchester
Ariana Grande durante apresentação no evento One Love Manchester

Organizado pela artista e seu empresário, em menos de duas semanas, o evento, que teve seus ingressos esgotados em seis minutos, contou com a presença de 50 mil pessoas e tornou-se o programa de TV mais assistido no ano até agora no Reino Unido, com uma audiência de 14,5 milhões de espectadores. Arrecadando, em apenas três horas, um total de 2 milhões de Libras que irão para fundos da Cruz Vermelha e auxílio às vítimas.

Evento One Love Manchester
One Love Manchester

Com um time de peso para dar inveja a qualquer festival, Ariana conseguiu a façanha de levar ao palco Katy Perry, Pharrell Williams, Justin Bieber, Miley Cyrus, Coldplay, Black Eyed Peas, Robbie Williams, Little Mix, Niall Horan e muito mais.

Contou também com a presença de um dos polêmicos irmãos Gallagher, famosos pelo Oasis. Liam, que havia se apresentado em um festival no mesmo dia, voou para Manchester onde se apresentou ao lado de Chris Martin, ao qual já havia, algumas vezes, disparado seus comentários maldosos. O que virou um dos pontos auges da noite interpretando Live Forever.

Entre muitas das imagens que fazem dessa uma data histórica para a cidade e a luta contra o terrorismo, fica marcado o policial que brinca junto às crianças e nos dá a esperança de dias melhores, em especial, à elas que são o futuro de qualquer nação.

Atualmente, os valores arrecadados com as vendas do single One Last Time, nas plataformas digitais, estão sendo revertidos ao Fundo de Emergência We Love Manchester, em coordenação com a Cruz Vermelha Britânica.

Menina com um cartaz no evento One Love Manchester
One Love Manchester, dia 4 de junho.

Que os artistas sigam entendendo o seu poder transformador junto às pessoas e espalhem a música como um sinal de energia positiva, porque o mundo está precisando. Essa semana vou deixar aqui o link para a estação da Ariana Grande no Superplayer. Boa semana, e amor pra todo mundo!

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10 anos depois | 2007 – Uma odisseia Indie

by Pedro Bertoletti0

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Em meio a efervescência da música indie, o ano de 2007 se apresentava carregado de artistas da cena alternativa que alcançavam o mainstream.

Integrantes da banda The Strokes
Banda The Strokes

O desenvolvimento do movimento musical se dá, principalmente, a partir de bandas surgidas ainda no final dos anos 90, como The Libertines, aqui em Londres, e The Strokes, em Nova York, trazendo, assim, sustentação para o que seriam os primeiros anos do novo milênio.

Nos clubs, nas rádios e mp3 players as novidades não demoravam mais a chegar. A internet já atuava como interlocutora e facilmente ouvia-se novas bandas, fossem elas escandinavas. O Brasil passava a ser rota de shows, e frequentes festivais faziam com que 2007 viesse a ser marcado como um ano memorável musicalmente.

LCD Soundsystem, com novas faixas lançadas recentemente, se desenhava como uma das maravilhas do mundo moderno ao lado de artistas como M.I.A. e Amy Winehouse, que ainda estava por aqui e em seu auge. The Killers, Arcade Fire, Kaiser Chiefs eram apenas algumas das bandas que faziam o indie rock girar o mundo, Justice um dos nomes que agitava a cena eletrônica, enquanto MGMT trazia uma nova leitura à psicodelia. O new rave e seus adeptos, como os Klaxons, embalavam as pistas. Enfim, um ano de clássicos indiscutíveis como Make It Wit Chu de Queens of the Stone Age.

Banda The Killers
Banda The Killers

Agora, dez anos depois, resolvemos mapear, em uma playlist, as músicas que não podem ser esquecidas, e que fizeram daquele um dos principais anos na primeira década dos anos 2000. Faça essa viagem, sinta-se velho, nostálgico ou apenas tome conhecimento de diversos hits que já podem ser considerados clássicos de uma geração.

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Five Directions

by Sarah Kasper0

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O ano é 2010, o lugar é Londres e são 5 garotos: Harry Styles, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik e Liam Payne. Parece que foi ontem que o quinteto acabou em terceiro lugar na sétima edição britânica do The X Factor e se tornou uma das boybands mais famosas da história, assinando com a gravadora de Simon Cowell, Syco Records. Após 5 discos, 4 turnês, diversos prêmios e a saída de Malik em 2015, a banda decidiu dar uma pausa para cada um dos seus membros restantes trilharem novos caminhos sozinhos. Mas, para onde cada um deles foi?

Harry Styles

Harry Styles

Após fechar contrato com a Columbia Records, mesma gravadora do One Direction, Styles lançou seu primeiro disco solo, levando seu próprio nome como título. O CD conta com 10 músicas co-escritas pelo cantor e criadas por um grupo de talentosos produtores e escritores, como o vencedor de múltiplos Grammys Jeff Bhasker (que já trabalhou com Kanye West, Bruno Mars, Lana Del Rey e Pink), Tyler Johnson (Ed Sheeran e Taylor Swift) e Alex Saliban (Elle King, Mikki Ekko, Young The Giant e The Band Perry).

Depois de gravar na Califórnia, Inglaterra e Jamaica, o álbum foi lançado dia 12 de maio deste ano e veio como uma total surpresa até mesmo para os já fãs do cantor. Harry desliga-se da música que costumava fazer com a banda e mostra uma pegada mais rock e folk. Em matéria da Rolling Stone sobre o álbum, a revista aponta a influência de artistas como Queen, Prince e The Beatles em suas músicas, que também são artistas que Harry admira. Você pode conferir seu trabalho abaixo:

Zayn Malik

Zayn Malik

Sim: nós precisamos falar sobre Zayn Malik. Mesmo que o integrante tenha deixado o grupo antes do hiatus, não podemos ignorar que a maior parte de seus fãs vieram por conta da banda. Também não podemos ignorar o fato de que ele foi o primeiro a lançar um álbum solo, Mind Of Mine, em Março de 2016, alcançando o primeiro lugar nas paradas de diversos países. O maior colaborador do seu álbum foi o premiado produtor Malay (Frank Ocean, John Legend) e Malik descreveu seu álbum como R&B alternativo, mesmo afirmando não gostar de rotular sua música. Desde o lançamento de seu primeiro disco, Zayn colaborou com Taylor Swift na música “I Don’t Wanna Live Forever” para o filme Fifty Shades Darker, que alcançou o segundo lugar da Hot 100 da Billboard. Em março deste ano, em parceria com o rapper canadense PARTYNEXTDOOR, lançou “Still Got Time”, o primeiro single de seu próximo álbum.

Louis Tomlinson

Louis Tomlinson

No início de 2016, Louis Tomlinson se tornou pai e ao final do mesmo ano lançou seu primeiro single, “Just Hold On”, em colaboração com o famoso Dj Steve Aoki. A música emplacou o 52* lugar na US Billboard Hot 100 e até agora foi a única lançada pelo cantor. Em 2015, Tomlinson criou sua própria gravadora, Triple Strings Ltd, e foi reportado que estaria trabalhando com Simon Cowell para criar uma girl band. Não há previsão de novas músicas ou um álbum confirmado por enquanto.

Niall Horan

Niall Horan

Já Niall, que ajudou a compor grandes músicas da One Direction, lançou dois hits desde que a banda entrou em hiatus, “Slow Hands” e “This Town”, através da gravadora Capitol Music Group. Ambas não fogem do padrão de música que costumava criar com o grupo, mas, ao comparar as duas, “This Town” é mais romântica e “Slow Hands” tem uma pegada mais sexy, meio cheeky e mais animada. O que diferencia o Niall de agora do que tocava em uma banda? Fácil: a chance de escutarmos seu próprio storytelling nas músicas. Porém, só saberemos mais sobre o tipo de música que ele irá produzir quando seu álbum, ainda sem previsão, sair.

Liam Payne

Liam Payne

O último a lançar material novo na carreira solo foi Liam Payne, fazendo parceria com Quavo, do grupo de rappers Migos, na música “Strip That Down”. A música, que foi co-escrita por Ed Sheeran e Steve Mac, recebeu diversas críticas, tanto boas quanto ruins. Na letra, o cantor fala sobre como está livre do One Direction (“you know, I used to be in 1D – now I’m out, free”) e como pretende se divertir. Sua música foi descrita como hip-hop e, sem perder a oportunidade, já foi comparada com o material de Zayn. Se este será o caminho que Liam irá tomar para seu próximo álbum, isso não podemos afirmar, mas sabemos que ele estará longe de fazer qualquer coisa parecida com o estilo de Harry Styles. Payne afirmou que vem trabalhando no estúdio há mais de um ano e em março de 2017 teve seu primeiro filho com a ex-jurada do X Factor, Cheryl Cole.

Mesmo com todas as diversidades, uma coisa é clara: todos os integrantes (ou ex) buscavam liberdade para criar seu próprio material, algo que uma boy band não permitia. Agora, temos mais músicas de estilos completamente diferentes, esperamos novos álbums, e, quem sabe um dia, uma possível volta do grupo.

Mas, enquanto isso não acontece, você pode checar a nossa playlist Five Directions.

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“Switch”, a nova música de Iggy Azalea com Anitta!

by Superplayer0

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Na última sexta-feira foi lançado oficialmente “Switch”, o novo single de Iggy Azalea, e de imediato virou um dos assuntos mais comentados no universo pop, no Brasil e no mundo. Aqui na nossa terra, em especial, pela participação já aguardada da pop funkeira Anitta.

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Com promessa de forte divulgação no mercado americano, onde é radicada a rapper, e a chegada do verão no hemisfério norte, a carreira de Anitta pode agora tomar novas proporções. Vale lembrar também que, nos últimos três anos, foi premiada pelo EMA, premiação da MTV europeia, como melhor artista brasileira e uma vez da América Latina.

Para aumentar o furor, vazou o que seria uma versão não finalizada do clipe que bota a artista brasileira nos radares do cenário da música internacional. Parece que ela está cada vez mais próxima de vôos mais altos.

Capa do single Switch da cantora Iggy Azalea
Capa do single Switch de Iggy Azalea

“Switch” sucede os singles “Mo Bounce” e “Team”, com produção de Eric Weaver e The Family, que têm em seus históricos, trabalhos com Ariana Grande, Nick Jonas, Pharell Williams e Fifth Harmony. A faixa faz parte do novo disco, Digital Distortion, de Azalea, com lançamento previsto para meados desse ano.

E você já pode ouvir aqui no Superplayer em uma playlist recheada de lançamentos:

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“Você Não Presta” é o novo single de Mallu Magalhães

by Pedro Bertoletti0

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Após o anúncio de um novo álbum, Mallu Magalhães, divulga agora o single “Você Não Presta”.  O álbum, intitulado “Vem”, sucede seu disco de 2011 “Pitanga” e trabalhos paralelos como a Banda do Mar. E já conta com uma série de datas para início de turnê. Por enquanto, no Brasil, passará por Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, além de shows marcados em Portugal.

Capa do single "Você Não Presta" de Mallu Magalhães
Capa do single “Você Não Presta”

Em “Você Não Presta”, Mallu passeia por um samba de levada suave, versos carregados de ironia e sua característica voz quase confidencial. A festa parece que vai ser boa, um clipe deve ser lançado em breve. Só nos resta aguardar as próximas semanas para saber o que mais vem por aí.

E você pode conferir agora aqui no Superplayer pra começar bem essa Sexta-feira.

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A morte do mp3 – O vinil e o consumo de música

by Pedro Bertoletti0

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O encerramento do programa de licenciamento de patentes de mp3 foi anunciado pelo instituto alemão recentemente.

No final dos anos 80, Fraunhofer Circuitos Integrados, instituição de pesquisa alemã, desenvolveu o formato que viríamos a carregar dentro de nossos, desculpa a redundância, mp3 players por muitos anos. Abandonamos Walkmans e Discmans, volumosos, e entramos em um universo prático de pequenos dispositivos que possuíam e, ainda estão por aí, possuem a capacidade de armazenar centenas de milhares de faixas dos seus artistas favoritos.

Mp3 Player

O fim da linha para o mp3 se dá, devido ao surgimento de outros formatos que desempenham uma melhor compactação de arquivo, como o ACC (Advanced Audio Coding), mais eficiente e com maiores funcionalidades, criado, também, com o auxílio da mesma organização.

Deixando a deriva cds, vinis, cassetes, o mp3 surgiu e tornou fácil o compartilhamento e armazenamento de arquivos, mudando o mercado da música, porém, nos últimos anos, com o crescimento do streaming e a busca por uma melhor qualidade da compactação de áudio, além das constantes mudanças de comportamento na maneira como se consome música e o olhar atento nos movimentos dos parceiros de mercado, foi decidido encerrar um ciclo. Movimento benéfico que ajuda no desenvolvimento de novos padrões ampliando a qualidade de como ouvimos música.

Em outra instância, sobe cada vez mais o consumo nostálgico de vinil e, mais recentemente, de fitas cassetes. No final do ano passado, pela primeira vez, no Reino Unido, a venda de álbuns em vinil superou os downloads digitais. Além disso, as receitas de vinil renderam mais lucro para artistas do Reino Unido do que o arrecadado com o YouTube.

Incentivados por datas que impulsionam o mercado fonográfico como o Record Store Day, no mês passado, segundo a Nielsen Music, foram comercializados 574.000 vinis em uma semana.

Loja Rough Trade no Brick Lane em Londres
Rough Trade (Brick Lane – Londres)

Nos últimos meses e semanas, discos de artistas como Rag’n’Bone Man, Kasabian, Harry Styles estão em ascensão, além de clássicos em venda como os londrinos David Bowie e Amy Winehouse que vêm sempre figurando no topo.

Embora ainda exista a busca pelo produto físico, praticamente todo disco adquirido, na terra da rainha, está sendo feito via internet, ou seja, mesmo que se tenha certa relação afetiva com o conteúdo material, os consumidores deixam as lojas de rua com míseros 7% do faturamento.

Capa do álbum Human do artista Rag'n'Bone Man
Rag’n’Bone Man – Human (fenômeno de vendas em vinil no Reino Unido)

Enquanto no Brasil, os altos valores cobrados pelos vinis parecem ainda segurar essa fatia do mercado e desencorajar o consumidor, reduzindo a poucos a possibilidade de adquirir aquele álbum do momento, ou, reedições fantásticas de artistas brasileiros, caso de Clube da Esquina 1 e 2. Ainda assim muito tem se investido, além da Polysom, nosso país conta com a Vinil Brasil, que tem uma história muito bacana, trazendo de volta a vida, de um ferro velho, prensas que pertenciam a antiga Continental.

Famosa capa do vinil Clube da Esquina
Vinil Clube da Esquina (1972)

Serviços de streaming estão numa crescente em escala global e parecem servir, em partes, como um campo de experimentações. No que diz respeito a Europa, muitos entendem como um movimento compartilhado, onde o streaming serve como um incentivo para o consumo dos formatos físicos.

Usamos nossos celulares para ouvir música, ambientar nossos momentos com trilhas sonoras ou mesmo descobrir novos artistas através de aplicativos. Em casos como o Superplayer, você pode ter acesso ao conteúdo online e offline, confira aqui para saber mais, e sair por aí com nossas playlists e seus artistas favoritos.

Seja qual for a forma, o importante é que a gente siga apoiando artistas e fazendo da nossa vida mais musical.

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Summer of Love – Os 50 anos do verão hippie de 67

by Pedro Bertoletti0

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Há 50 anos São Francisco se tornava o epicentro do movimento hippie. No verão de 1967, o distrito de Haight-Ashbury era a meca de aproximadamente 100 mil jovens.

Summer of Love em São Francisco 1967
Summer of Love 1967

Haight-Ashbury não estava preparada para aquele verão quando viu suas ruas serem tomadas por jovens de flores nos cabelos e ideias que contestavam o status quo. Embebidos pelos ideais de liberdade da geração beat, criaram um movimento principalmente cultural e político.

Os Beats, ainda na década de 50, habitavam a região de North Beach, onde os baixos custos de aluguel prestaram serviço a efervescência cultural que ali se instaurava. Quebrando as regras de comportamento, a partir de um estilo de vida marginal, liderados por Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Borroughs, escreviam, sob o ponto de vista subcultural, com fluidez, sobre drogas, contestação e um mundo novo de experimentação. Quando nos anos 60, muitos dos novos beatniks, transferiram-se para a região que viria a ser o centro dos novos acontecimentos, Michael Fallon, jornalista americano, surge com o termo hippie. O movimento que botaria em alerta o até então estabelecido american way of life.

If you’re going to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair – John Phillips

Movidos pelas intenções de mudança e como combustível a oposição à guerra, permeavam formas alternativas de estilos de vida e, embora um movimento comportamental, seus reflexos se deram na música, na expressão criativa e política, liberdade sexual e o consumo de drogas psicodélicas. Seguiam preceitos do paganismo, filosofias orientais e buscavam a expansão da consciência em prol do coletivo e de um universo harmônico de paz e amor.

Os acontecimentos tiveram início, na verdade, no inverno do mesmo ano, onde muitos protestaram em oposição a Guerra do Vietnã. Uma reunião entre várias tribos junto ao Golden Gate Park parecia criar o ponto de confluência que levava ao estopim o desconforto e descontentamento com a posição política atual. Estudantes se aglomeravam ao som de bandas como Jefferson Airplane, ao lado de poetas gurus como Lawrence Ferlinghetti e Ginsberg.

Contornos do movimento se davam em diversas regiões dos Estados Unidos. Em abril, Nova York viu a passeata pela paz, até então, uma das maiores manifestações populares, com centenas de milhares de pessoas, dando indícios do que viria a ser o verão na costa oeste.

Com a chegada do verão, São Francisco então ganha o status de marco zero hippie. Reduto de artistas como Grateful Dead, Janis Joplin e Jimi Hendrix que habitaram o famoso distrito, além de outros que por lá circulavam como George Harrison. Pelo The Fillmore, famoso por concertos históricos, além de Hendrix, naquele verão circularam banda como The Byrds, The Doors, Pink Floyd.

Residência da banda Grateful Dead em São Francisco 1967
Residência da banda Grateful Dead(1967) – 710 Ashbury St, São Francisco

A música culminou com o Festival de Monterey, onde, mais uma vez, Hendrix fez história, quando dando início a turnê Americana coloca fogo em sua guitarra. Além de shows de The Who, Otis Redding, Big Brother and the Holding Company com nada menos que Janis Joplin. Por lá também circulavam figuras como Brian Jones, famoso por seus excessos e genialidade nos The Rolling Stones.

Jimi Hendrix queimando a guitarra no festival de Monterey
Jimi Hendrix – Festival de Monterey(1967)

Fazendo uso de suas doutrinas, os jovens aplicavam seu trabalho criando serviços a comunidade como clínicas de saúde gratuita, lidando além de tantas doenças, com a dependência química. Programas de limpeza das ruas do distrito e centros de distribuição de alimentos livres. Alguns desses trabalhos, décadas depois, ainda servem a região.

O ano de 67 veio a se tornar um importante momento da década de 60, onde o movimento de contracultura hippie dava forma a diferentes campos. Na música o mais representativo dos discos talvez venha a ser Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band dos Beatles, abrindo caminho para um universo de experimentações sonoras que vieram a seguir, com Pink Floyd e o genial Syd Barrett, Cream e Eric Clapton. Desenhavam em seus riffs de guitarras, uso de harmonias orquestradas e extensas faixas carregadas de trechos instrumentais, uma viagem transcendental para além dos limites do que já havia sido feito. O rock passava a se introduzir de vez no campo da arte.

Capa do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles
Icônica capa do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – The Beatles

O mundo apenas começava a conhecer artistas como Creedence Clearwater Revival, David Bowie e The Velvet Underground e a famosa revista de música e comportamento, Rolling Stone, trazia sua primeira publicação. O Brasil conhecia o Tropicalismo.

A juventude estava mudando e, com ela, o mundo ia se alterando e ganhando diferentes cores. Na moda os tons pastéis eram substituídos pelas experimentações em estampas com designers como Birgitta Bjerke. E nas artes gráficas Rick Griffin, Alton Kelley, Stanley Mouse entre tantos nomes traduziam a psicodelia em imagem.

Quando aquele verão finalmente teve fim, foi encenado o evento conhecido como ‘A morte do Hippie’. O mundo havia mudado. As fortes influências do fenômeno social que tomaram conta de Haight-Ashbury, na verdade, faziam parte agora de um turbilhão de novas ideias. A guerra ainda se estendeu, o mundo ainda veria Woodstock, mas a chama que lá foi acesa, ainda pode ser vista de diferentes formas na nossa sociedade. Assuntos como identidade de gênero, sexualidade, individualismo, racismo, pobreza, meio ambiente, o consumo de orgânicos, oposição ao consumo excessivo, incentivo ao consumo de designers e artesões locais, tudo nos cheira tão fresco.

A urgência pelas mudanças ainda continua sendo um desafio que nos permeia corriqueiramente e, assim continuamos, 50 anos depois, em busca da criação, talvez não tão utópica, de um novo paradigma político-social.

Para comemorar, uma série de eventos acontece esse ano na cidade e você pode conferir um pouco mais aqui. E se você quer ouvir mais da música daquela década é só dar play na nossa playlist:

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Foster the People – Vem aí o terceiro álbum

by Pedro Bertoletti0

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Banda Foster The People
Banda Foster The People

Formada em Los Angeles, Foster The People dispensa apresentações. Com um histórico de hits grudentos nos últimos anos como, Houdini, Helena Beat, Pumped Up Kicks, Call It You What Want, Don’t Stop, Best Friend, a banda surpreendeu, quando, na semana passada divulgou, não uma, mas três novas músicas que devem estar no que será o próximo álbum. Com dois álbuns de estúdio, Torches de 2011 e Supermodel lançado em 2014, agora fica o aguardo para mais detalhes do que vem por aí.

Por enquanto, você pode ouvir por aqui Pay The Man, Doing It For The Money e SHC, as faixas que os caras botaram no ar. Sem muitas surpresas, como uma sequência de tudo que já fizeram, nos levam para dentro da atmosfera característica que já deu certo. Um prato cheio para os ávidos fãs que dispensam mudanças.

O que parece discutível é, no entanto, a capa que apresenta III – Single. Correram pelas redes sociais comparações entre a arte do novo trabalho e o disco Low Teens da banda Every Time I Die, mas aí eu deixo essa análise por conta de vocês.

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I Hate Flash, #365nus e o universo de Fernando Schlaepfer

by Pedro Bertoletti0

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Fernando Schlaepfer é um carioca ligado em uma potência invejável, uma daquelas figuras a ser estudadas. Se você acompanha ou já acompanhou o cara nas redes, sabe do que estou falando. Fundador do I Hate Flash, precisa lidar com os cliques para marcas, produções de festas, projetos autorais de fotografia, palestras, workshops, caçar festivais pelo mundo e ainda por cima atacar de DJ por aí. Com o I Hate Flash já cobriu festivais como Burning Man, Coachella e eles vêm fazendo a cobertura oficial do Lollapalooza Brasil e Rock in Rio.

Fernando Schlaepfer no Burning Man em 2016
Fernando Schlaepfer – Burning Man 2016

Nos conhecemos de longa data, dividimos as cabines de algumas festas e já fui clicado pelo cara em bons e maus momentos. Na semana passada tivemos um bate papo sobre música, moda, fotografia, projetos autorais e algumas histórias inusitadas com Diplo e Skrillex.

Para começar, como curador musical, precisei perguntar se ele estava ouvindo algo enquanto nos respondia e a resposta veio de imediato, “Como deve suspeitar pela data da entrevista, a resposta não pode ser diferente: Damn!, vulgo “o novo do Kendrick“.

O I Hate Flash tem produzido tanta coisa bacana que fica difícil alguém ainda não ter ouvido falar. Com um início despretensioso, como o próprio diz “uma válvula de escape, desculpa para criar mais na fotografia”, ele conseguiu construir uma marca de valor dentro de um seguimento que até então era de fotógrafos que não “conversavam” com a mesma linguagem dos meios em que se inseriam. Na época não existia, como chamou, a “cena” de fotografia, ninguém vinha fazendo um registro real, uma cobertura curada por alguém que pertencesse ao meio, que tivesse uma relação estreita com o que estava sendo fotografado.

No máximo tinha um tiozinho falando “oi, boa noite, posso fazer uma foto de vocês? Toma aqui meu cartão, assina aqui esse termo, pega sua foto lá no site-alguma-coisa-universitaria…”

A partir disso, enxergando essa lacuna, viu as coisas acontecerem muito rápido, passou a ser procurado para fazer registros de baladas, shows, exposições, festivais, e assim continua. “No primeiro ano eu já chamei mais 3 amigos fotógrafos pra me ajudarem naqueles registros, depois mais 5, depois mais 10, depois (…). Hoje somos 33 entre fotógrafos e videomakers, além dos setores de atendimento, financeiro, produção e coordenação de mídias sociais.”

Não tem fórmula mágica, a gente só consegue se dedicar tanto, estar em tantos lugares ao mesmo tempo, virar noite trabalhando e ainda sair com um sorriso no rosto por estar fazendo aquilo com tesão.

Quando estava na faculdade de comunicação visual e estagiava com fotografia e manipulação na SeagullsFly, se via frustrado por estar fotografando “apenas burocraticamente”, apesar do aprendizado, tinha um envolvimento muito ligado a parte técnica como fotografar produtos pensando apenas nas necessidades do mercado de consumo “faz uma foto dessa garrafa de Coca-Cola com uma tele pra não deformar, e iluminação neutra pra ficar mais fácil de transformar em 3D”.  Assim, viu a necessidade de inventar algo que fosse seu território para criar com maior liberdade. Sobrecarregado durante a semana, devido a faculdade e a vida de estagiário, via no curto tempo dos finais de semana a dificuldade de fazer tudo que tinha em mente, ele conta, “passei a levar minha máquina pra tudo que fazia nesse tempo livre, e registrava cada role de skate, cada show que minha banda tocava, cada festa/ festival que eu ia, etc.”

Definitivamente, Fernando não achava que poderia tomar essa proporção.

Equipe I Hate Flash no Lollapalooza Brasil 2017
Equipe I Hate Flash, Lollapalooza Brasil 2017

Como diferencial, vê o que muitos colocavam como um erro primário, seu trunfo com o I Hate Flash: parcialidade. A gente se assumir parcial é algo muito negativo em um primeiro momento, já que as pessoas tendem a rotular tudo e muitas vezes nos colocam na caixinha do fotojornalismo – onde imparcialidade é regra. Mas acaba que a gente falando abertamente que só fotografamos aquilo que curtimos, temos um benefício duplo: o IHF se tornar um formador de opinião em termos de movimentação cultural, e de fato valer ter um “selo I Hate Flash de qualidade” em seja lá qual conteúdo estejamos fotografando, além de manter sempre os criadores de conteúdo empolgados. Não tem fórmula mágica, a gente só consegue se dedicar tanto, estar em tantos lugares ao mesmo tempo, virar noite trabalhando e ainda sair com um sorriso no rosto por estar fazendo aquilo com tesão.”

Apesar de ter conseguido com o IHF o meio para suas criações, hoje faz muitos trabalhos ligados a marcas, porém, quando procurados, elas estão interessadas em se aproximar da identidade dos caras. Ok, já aconteceram situações absurdas onde queriam nos usar para vender coisas completamente sem sentido. Mas negamos sem cerimônia haha”.

Foto de Fernando Schlaepfer para Vogue Brasil
Foto publicitária para Vogue Brasil (Fernando Schlaepfer)

Apaixonado pelo que faz, gosta de lidar com exercícios criativos, ao invés de clicar somente seu meio, sua zona de conforto, como marcas de tênis que se identifica, roupas ou bebidas onde, teoricamente, cria com menos esforço, vê, em fotografar algo onde não é necessariamente o público alvo, a possibilidade de vivenciar diferentes nichos:

“(Eu curto) fotografar algo onde eu não necessariamente seja o público-alvo – tipo uma marca de moda feminina – me faz criar um personagem e ter que entrar nele, entender as motivações, os desejos, de que forma comunicar uma ideia que seja atraente pra esse universo que não necessariamente é o meu…”

Embora, quando se fale de I Hate Flash, provavelmente remeta a você eventos de música, comenta que nunca buscou associar fotografia e música, as coisas sempre se deram muito naturalmente. Brinca que precisaria formar uma barreira para desassociá-las, pois sempre esteve presente, de formas óbvias como fotografando shows, ou, de maneiras indiretas, em lookbooks em estúdio, onde é indispensável, salientou, que se tenha uma trilha sonora.


OS FESTIVAIS E O SEU LADO COMO DJ

Lollapalooza Brasil 2016
Lollapalooza Brasil 2016 (Fernando Schlaepfer)

Com o I Hate Flash, já teve a oportunidade de girar por muitos festivais no Brasil e no mundo. A lista vai do Summer Sonic em Tóquio ao Reading na Inglaterra, passa por suas presenças em Coachellas(EUA), que quando não cobre, pode ter certeza que algum de seus parceiros está lá, Burning Man, na famosa e efêmera Black Rock City no deserto de Nevada, também nos Estados Unidos, Primavera Sound e Sónar em Barcelona, além de todas as edições de Rock in Rio e Lollapalooza Brasil desde que começou com o projeto. Embora esteja presente em tantos festivais, raramente tem a oportunidade de assistir muitos shows. A maratona de cobertura é bastante sacrificante:

É bem raro a gente poder ver um show inteiro nos festivais, com exceção dos headliners – pelo menos nos que estamos como cobertura oficial. Durante o dia inteiro é uma correria sem fim, porque temos que fazer as fotos logo depois das 3 primeiras músicas (dependendo do artista, na primeira!), volta pra sala de imprensa, edita, entrega, corre pro próximo show, fotografa, volta (…) Os headliners são exceção porque como são os últimos shows de cada dia, rola de concluir a entrega e assistir o restante do show. Claro que uma vez ou outra a gente se organiza, quando tem alguma banda menor que é a banda que sempre sonhamos em ver, então dá pra pular o almoço pra ficar assistindo, por exemplo hahaha”

Arcade Fire no Lollapalooza Brasil 2014 fotografado por Fernando Schlaepfer
Arcade Fire – Lollapalooza Brasil 2014 (Fernando Schlaepfer)

No que se trata de balada, o repertório de histórias que tem pra contar valeria um post, mas com certeza entre as que não podemos deixar de fora são seus reincidentes encontros com Diplo e Skrillex. A primeira vez, ele nos conta, foi no Avrão, no morro do Vidigal. Já havia discotecado com Diplo, também no Rio, em outra oportunidade, mas não com a dupla.

“Só cumprimentei o Skrillex de longe e achei que ele ia ficar lá isoladão inacessível no camarim. Só que porra nenhuma, ele veio, puxou assunto, perguntou o que eu tocaria, e quando contei que meu set seria 100% de tracks e/ou produtores brasileiros, ele ficou curioso e disse que ficaria lá pra ver. Achei que era papo, mas quando terminei de tocar (umas 6 da manhã) ele realmente ainda tava lá e veio falar que curtiu, perguntou sobre algumas músicas mas eu não consegui entender quais eram exatamente (gringo tentando reproduzir o que ouviu em português é uma desgraça né), enfim, achei bem maneiro.”

Skrillex e o fotógrafo Fernando Schlaepfer
Skrillex e Fernando Schlaepfer

Seus sets são baseados em músicas dançantes, com foco nas produções eletrônicas, sempre carregadas de grave. Gosta de se aprofundar em pesquisa nas músicas feitas nas periferias, “aquilo que ainda não entenderam que é punk pra caralho, o genuíno DIY da música atual”, resume suas escolhas em “músicas para mexer o corpo”. Foi com o tempo, que ele passou a entender que as cabines haviam se tornado um outro posto de trabalho.

Fernando Schlaepfer discotecando no after party Lollapalooza Brasil 2017
Fernando Schlaepfer (Love2Hate – After Party Lollapalooza Brasil 2017)

“Definitivamente meu foco profissional é a fotografia, então talvez por isso eu tenha negligenciado esse aspecto dessa outra parte do meu trabalho – não que eu não tenha me dedicado, que não faça questão de ser bom tecnicamente, de pesquisar e ter muitas referências nos meus sets e que ganhe pra isso, mas não paro e penso “ok, agora eu TENHO QUE fazer uma pesquisa, tocar isso e isso antes dos outros, juntar essa track com essa (…)”, faço só o que dá vontade e vai dando certo.”

A segunda vez com a dupla foi no after do Lollapalooza do ano passado, depois de toda a maratona, o I Hate Flash sempre prepara uma festa pós-festival. Como atração-surpresa teriam nada menos que A-Trak“Ele pediu pra botar alguns nomes na lista de convidados, e dentre eles estavam a dupla… Já com a festa rolando, veio o pedido: Skrillex e Diplo perguntaram se também poderiam tocar. Rola? Corta a cena, tá rolando um B2B do Jack Ü com a Halsey dançando no meio deles e um pacote de Sucrilhos voando. Sucesso. Fui tocar novamente depois deles – até então, não tinha falado com nenhum dos dois por confusões esperadas de um pós-festival pré-after –, e no fim do meu set tá lá o Skrillex na cabine de novo. Veio falar comigo, algo tipo “fala cara! Você é aquele maluco que tocou depois da gente no morro no Rio, não é? Não tinha reconhecido com o cabelo de outra cor, mas ouvindo o set, reconheci!”. Algum tempo lá de papo e no dia seguinte veio o convite: ele continuaria por São Paulo pra gravar o programa dele pra Apple Music Beats e queria que eu fosse o DJ brasileiro convidado pra falar sobre a cena nacional e tocar algumas tracks. Lá tava eu de novo com ele, a Halsey e as excelentes participações do MC Bin Laden e do Flosstradamus. Engraçado que depois desse dia muitos produtores vieram falar que amavam meus sets e me convidaram pra tocar nas festas deles, mas coincidentemente, antes do “aval do Skrillex”, era a mesma galera que falava que meu som tinha baile funk demais pro gosto deles. Engraçado. Hahah”

Diplo, Halsey e A-trak LOVE2HATE :: AFTER-PARTY LOLLAPALOOZA
Da esquerda para a direita: Diplo, Halsey e A-trak (Love2Hate – After Party Lollapalooza)

Seu auge, como DJ, atingiu no último Burning Man, o pessoal da OWSLA escreveu para ele quando viu a foto que havia postado falando que estava chegando por lá, e assim veio o convite para tocar com eles e quem mais? Skrillex.

“Toquei duas vezes nessa edição: uma no camping, pra no máximo umas 100 pessoas, e outra em um dos palcos gigantes, pra umas 10.000 pessoas. Aquele famoso “esse dia foi foda.”

PROJETO #365nus

Vivendo o mercado publicitário como fotógrafo e com a necessidade de seguir padrões estéticos comerciais, Fernando resolveu, dentro de um projeto autoral, desnudar-se escapando ao imposto como convencional. A partir daí deu vida ao projeto #365nus, fotografando um nu para cada dia durante um ano.

Projeto #365nus Fernando Schlaepfer
Projeto #365nus

O fotógrafo tem em seu histórico trabalhos para sites como o Paparazzo, no entanto os trabalhamos comerciais não dialogavam tanto com o autoral, e assim que deu início ao projeto:

“Querer me expressar imageticamente sem as amarras comerciais que a indústria impunha. Como o que eu mais gosto de fotografar são pessoas, usei isso como base, e fui tirando os lugares-comuns dos trabalhos. Então ia riscando da lista: não queria me preocupar com caimento de roupas – tirei as roupas. Não queria fotografar apenas com modelos – convidei meus amigos para serem fotografados. Não queria ter que atender a um briefing vindo de terceiros – partia de uma premissa básica para cada foto (…) e por aí vai. Em pouco tempo notei que eu tinha muitos outros motivos além-criativos para ter chegado na fórmula do projeto, que talvez fossem subconscientes quando resolvi começar o #365nus – literalmente, de um dia pra outro –, mas que fazia total sentido com nosso momento“.

Seu avô é parte importante no início disso tudo, inclusive foi um dos primeiros a ser fotografado pelo projeto, vice-presidente da Associação Carioca de Naturismo, durante boa parte da infância e adolescência, Fernando, o acompanhava em clubes e praias nudistas. Não apenas por isso, seu avô influenciou diretamente em todos os aspectos que envolvem a aceitação de si e do seu corpo, ou seja lá de quem for. “Hoje em dia ele tá bem coroa, e não tem mais a disposição pra se meter em um ônibus por horas até chegar em algum desses lugares – mas quando convidei ele pra ficar peladão ilegalmente na praia aqui do lado em prol do projeto, ele não pensou duas vezes haha.”

hugo para o projeto #365nus de Fernando Schlaepfer na praia
Hugo, avô de Fernando, para o projeto #365nus

Começou fotografando amigos e pessoas que estavam próximas em alguma circunstância. “Como rapidamente eu esgotei todos meus amigos que topavam ficar nus para o todo mundo mágico da internet ver – e é aí que a gente vê quem realmente liga o foda-se de fato haha –, eu passei a chamar todo mundo que via pela frente. Tipo, se no meio de um trabalho alguém tocava no assunto do projeto, eu não perdia a chance e mandava “ah, então por que não participa também?”.  Além de um punhado de vezes que eu precisava colocar uma foto naquele dia e não tinha tido tempo de combinar nada e escrevia em alguma rede social “ou, quem é que tá no estado tal e topa participar de uma foto pro projeto na próxima hora?”. Sei lá como, mas até agora, funcionou sempre haha.”

As locações são uma escolha conjunta, como o projeto não tem o foco em modelos profissionais, existe a necessidade que as pessoas se sintam confortáveis em ser fotografadas, “…o lugar da foto faz toda diferença nesse aspecto. É também um meio de fazer a foto ser ainda mais um trabalho em conjunto, então eu sempre tento deixar a pessoa o mais livre possível tanto nessa escolha, quanto como ela quer se mostrar – obviamente, adequando as escolhas ao que eu considero cabível na foto e no meu olhar sobre aquela pessoa e ambiente”.

Gabriela para o projeto #365nus
Foto #229, projeto #365nus

Mesmo pensando justamente que mulheres teriam muito mais motivos para relutar em mostrarem-se nuas, já que infelizmente isso continua sendo um tabu, e “até hoje ainda tem gente querendo falar sobre o que uma mulher “de bem” pode ou não fazer com o próprio corpo”, um dos grandes obstáculos que encontrou foi em convencer homens a participar em boa parte do projeto. Desde “vão achar que eu sou gay (!?!?) até a “vergonha”.

Artur e Uyl para o projeto #365nus
Foto #305, projeto #365nus

“E eu sempre achei muito importante não ser um projeto exclusivamente com mulheres, já que a intenção era justamente desmitificar o nu, chamando todo mundo que eu via pela frente, e não restringindo a um tipo de corpo, uma cor de pele, um gênero (…)”

Foto masculina para projeto #365nus
Foto #318, projeto #365nus

Fernando está autorretratado no projeto, contudo, para ele, se expor não foi uma maneira de tornar o projeto ainda mais verdadeiro, e sim, apenas uma honestidade com ele próprio.

Botar a cara ali valeu não só para ter a experiência em estar do outro lado e receber todo o feedback dessa exposição, quanto pra ver que mesmo eu me achando “o bem-resolvido”, ainda estava/estou cercado de questões e inseguranças com meu próprio corpo, assim como todos nós – afinal, mesmo que a gente pegue uma pessoa mais dentro do padrão possível, nem ela se sentirá perfeita, já que esse tal padrão é algo irreal. Não é só ser uma mulher / branca / magra / loira / gostosa / sei lá o que. É tudo isso, no melhor ângulo, da melhor foto, com retoque no Photoshop. Não existe.”

autorretrato Fernando Schlaepfer para projeto #365nus
Autorretrato, projeto #365nus

O projeto já teve seus 365 e em breve deve virar livro, mas ele continua vivo, e você pode conferir por aqui como tem sido a sequência desse trabalho.

Para os próximos meses, além de seguir com o #365nus, o I Hate Flash está com projetos novos, infelizmente, não pôde nos contar muita coisa, mas deixou pistas. Estão preparando duas novas collabs com marcas, uma série de novas festas “e mais uma outra parada que nem o produto posso falar qual é pra não entregar o ouro haha.”, certamente vem coisa bacana por aí.

Como um cara que começou a empreender cedo, deixa uma dica para quem busca trabalhar com o que ama: “Acho que uma boa dica é: não acredite no chavão de “Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida”. Tudo caô. A não ser que você já seja rico. Mas ainda assim: escolha um trabalho que você ame, porque só assim você vai conseguir se dedicar de verdade e poder se destacar no seu mercado, seja ele qual for. Mas não é só amar, tem que trabalhar pra caralho sim! :)”

Então precisei voltar a música e saber o que mais anda tocando no QG do I Hate Flash, não foi surpresa a primeira coisa que li, mas tem mais: “Já falei lá no começo do Damn!, né? Escutando no repeat nos últimos dias. Que eu lembre nessa semana, o “Heresia” do Djonga e o “Elevador” do Febem rolaram soltos aqui também. Ah!, e o novo Vol 4 da BRUK :)”

E a fatídica pergunta: Para terminar o nosso papo: Qual playlist do Superplayer tem a sua cara? Ah, depende do dia haha. A última que ouvi foi a da Tropicalia <3”

Se você também quer ouvir, “Damn.”, o novo do Kendrick Lamar aqui vai o álbum na íntegra:

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Joe Fox, o protegido de A$AP Rocky, e sua Aftershow

by Pedro Bertoletti0

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Se você já ouviu A$AP Rocky, especificamente o álbum AT.LONG.LAST.A$AP, você conhece Joe Fox. Entre tantas parcerias de peso no disco lá de 2015, como M.I.A., Mark Ronson, Kanye West, cinco das faixas contavam com um então desconhecido.

Jovem músico londrino Joe Fox
Joe Fox, jovem músico de Londres

A$AP tinha descoberto o cara pelas ruas aqui de Londres. Contou, em diversas entrevistas, que após vagar em uma madrugada, encontrou o músico com seu violão. Na época tocava na rua, praticamente sem teto, sobrevivia vendendo seus cds em busca de algum lugar para morar. Ele não comprou um de seus discos, porém acabaram no estúdio e o resto podemos ouvir em A.L.L.A.

Embora fã de Bob Dylan, Jimi Hendrix, John Lennon, foi com o rapper que viu sua vida se transformar, a parceria inusitada lhe rendeu algumas importantes gravações, contatos e viagens pelo mundo. Passou a o acompanhar onde quer que fosse, parecia a espera do seu momento. Com pouco gosto pela cena musical atual, rendeu-se ao classificar o trabalho em conjunto como uma obra prima, estando entre os melhores álbuns daquele ano.

Joe Fox e A$AP Rocky juntos
Joe Fox (à esqueda) e A$AP Rocky (ao centro).

No ano passado, o londrino, lançou o Acoustic Alley Sessions, com pouca produção, basicamente voz e violão, sua música soa como algo de outros tempos, com sua voz bluesy carregada de referências. Destaque para Autopilot, escrita na sua época em Los Angeles, embora com qualidade, ainda assim bastante bruta, faltava algo mais elaborado, como uma banda como pano de fundo.

E é aí que entra o seu single lançado nesse ano, onde o artista parece começar a mostrar que pode seguir em frente com suas próprias pernas. A excelente Aftershow, conta com o apoio de nada menos que membros do The Dap-Kings, banda com um histórico recente ligado a outra figura bastante famosa surgida em Londres, Amy Winehouse. Além de ter produção de Leon Michels, um dos membros do The Arcs, banda formada junto a Dan Auerbach, mais conhecido pelo The Black Keys.

capa do single after show de Joe Fox
Capa do single Aftershow

Embora a busca por uma evolução sonora, Joe não vai tão longe com o lado b Sweet Song, mantendo a ligação com a estética simplista e crua. No entanto, no mês passado, anunciou estar fazendo seus últimos shows em voz e violão, em breve contará com o apoio de uma banda. Por enquanto nos resta esperar pra descobrir onde o garoto poderá chegar.

E se você ficou curioso para ouvir Joe Fox, confere a nossa playlist dessa estação de outono:

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Beth Ditto anuncia seu primeiro álbum solo: Fake Sugar

by Pedro Bertoletti0

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Beth Ditto é a voz por trás do Gossip, grupo que disparou hits como “Heavy Cross”, “Standing In the Way of Control”, “Listen Up!”, “Love Longe Distance” e que se estendem até o último trabalho de 2012. Surgida em 1999, as músicas do trio não podiam faltar em qualquer balada alternativa, principalmente em meados dos anos 2000.

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Hoje, com a fluidez das tendências da cena para um eletrônico pós-apocalíptico, em alguns inferninhos pode se ouvir quase que em tom de revival. No ano passado, depois de cinco anos sem sinal de novidades, a banda resolveu parar.


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Agora a cantora, que tem um EP solo lançado em 2011, acaba de anunciar seu primeiro álbum solo. Fake Sugar tem data de lançamento lá para o dia 16 de junho, mas não vai ser preciso esperar para saber o que vem por aí, Beth Ditto soltou essa semana a faixa “Fire” e você já pode ouvir aqui no Superplayer.



Além disso, o mais novo trabalho já está em pré-venda e você pode conferir a lista com as faixas do álbum solo da Beth Ditto aqui:

Beth Ditto - Fake Sugar (album)

Fake Sugar

1. “Fire”
2. “In And Out”
3. “Fake Sugar”
4. “Savoire Faire”
5. “We Could Run”
6. “Oo La La”
7. “Go Baby Go”
8. “Oh My God”
9. “Love In Real Life”
10. “Do You Want Me To”
11. “Lover”
12. “Clouds”

Com datas anunciadas na próxima semana Paris e Londres, agora é esperar para saber o que Beth Ditto vai aprontar ao vivo.

E se você quer ouvir Gossip e outros clássicos indie é só dar play:

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Que mulheres eu vou ouvir em Abril

by Karla Wunsch1

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Parece que passou rápido: já abril. Mas ainda são 271 dias para acabar o ano. Agora quase não tenho mais purpurina do carnaval no corpo (só um pouco do final de semana passado). Já estou entrando no modo outono, quer dizer que ando procurando músicas mais tranquilas e também uns casaquinhos pra sair de noite.

Resolvi mostrar um pouco do que estou ouvindo no novo mês. Ah, e por que mulheres? Porque há uns meses me lancei o desafio de consumir mais conteúdo delas: livros, músicas, arte, cinema. E tem sido uma revolução – mas isso é assunto que dá bem mais pano (se quiser saber mais, é só deixar um comentário). O legal é que o Superplayer tá cheio de minas incríveis. Tô com super orgulho!

Madeleine Peyroux – ouça aqui a estação dela.

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Descobri essa voz em Novos cantores do Jazz. Ela é uma americana que cedo foi para Paris, onde adquiriu esse sotaque gostoso. Seu trabalho vai bem com trabalho, vinho branco ou os dois.

Alexandra Savior – ouça aqui a estação dela.

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Bem moderna e, ao mesmo tempo, nostálgica Alexandra tem meu coração por ter uma batida bem marcada em suas músicas, algo entre rock e eletrônico. Sem contar que tem álbum chegando dia 7 de abril.

Macy Gray – ouça aqui a estação dela.

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Essa é uma das mulheres da música para ouvir. A obra dela é tão maravilhosa que combina com vários momentos. Eu tenho curtido pra ouvir fim do dia, na boa, de bicicleta talvez.

Você encontra ela qui nessa playlist:

Ela também está em Neo Soul, ao lado da India Arie. Ouça aqui a estação dela.

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A americana tem um som cativante e empoderador, as letras são incríveis, sério. Neo Soul é uma playlist premium, que vale muito, ultimamente tem sido a que mais ouço.

Maiara & Maraísa – ouça aqui o novo álbum delas.

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Às vezes ouço, danço e canto sim e tô achando que não tem mais volta, por isso entraram na lista.

Ouça as duas aqui:

Mariana Aydar – Ouça a estação dela aqui.

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A primeira vez que ouvi ela foi ao vivo e fiquei impressionada. Depois de devorar o álbum da Céu por meses, estava precisando de uma substituta ao nível. Aí está!

Tá com a impressão de que essa lista não termina nunca? Ainda tem mais. Essa playlist aqui foi feita pro Outono e tá cheia de música delícia.

Agora sim! Se você tem mais mulheres da música para indicar é só deixar nos comentário. Ou ainda algum outro assunto que você queira saber mais. :)

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Feist, Kasabian, Mura Masa e o que mais você deveria ouvir essa semana

by Pedro Bertoletti0

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Os últimos dias trouxeram lançamentos aguardados e outras ótimas surpresas. Dá um confere nos destaques da semana:

Feist está de volta. O novo disco da canadense, com seu último álbum Metals lançado lá no ano de 2011, desponta como um dos mais aguardados da cena alternativa. Com estreia para o dia 28 de abril, a faixa Pleasure, que também dá título ao novo trabalho, segue a fuga ao pop que lhe rendeu bons hits, trazendo uma sonoridade crua, entre guitarras pesadas e o timbre inigualável da cantora, a qualidade em seu trabalho parece seguir viva. Fica o nosso aguardo para ouvir o que mais vêm por aí.

Pleasure - Feist

Com lançamento de álbum previsto também para 28 de abril, Kasabian lança a primeira prova. Intitulada You’re In Love With A Psycho, a faixa mostra que o quarteto segue na batida do electroindie. Os britânicos estão com datas anunciadas no Reino Unido e Irlanda, subindo ao palco também em alguns festivais do verão Europeu.

E mais…

Você Precisa Dar Play: Mura Masa, produtor britânico de música eletrônica em forte ascensão, que prepara seu primeiro álbum To Fall Out of Love To, com um histórico de parcerias como A$AP Rocky, Shura e NAO, acaba de soltar seu mais novo trabalho. 1 Night, uma espécie de hit de verão versão cool para a temporada do hemisfério norte, conta com a participação de Charli XCX. Apesar de, sem dúvida, ser seu trabalho mais pop até agora, não é menos interessante.

Mura Masa - música - lançamento

Fique Ligado: De Vancouver, Tommy Genesis, que se auto-intitula como fetish rapper, é um dos expoentes do underground do rap. Não propriamente uma artista nova, com trabalhos produzidos desde 2015, campanha para a Calvin Klein em 2016 e passagem pelo SXSW desse ano, que teve fim ontem, divulgou seu novo single Empty. Vale a pena conferir e ficar ligado.

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Louis Berry – O Novo Garoto de Liverpool

by Pedro Bertoletti0

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A cinzenta Inglaterra continua sendo uma fábrica incessante de artistas que despontam na música e chegam aos nossos ouvidos todos os dias. Desta vez, como em muitos dos casos, dos subúrbios da historicamente conhecida Liverpool através dos The Beatles e de bandas mais recentes como The Wombats e The Zutons, da famosa ‘Valerie’, que talvez já se possa dizer, imortalizada por Amy Winehouse, surge Louis Berry, um daqueles ‘garotos problema’ de infância conturbada, que a mãe precisou lutar para mantê-lo dentro da lei, levou apenas dois shows para assinar seu primeiro contrato.

Com um rock enérgico e sua voz rouca que soa da alma, já comparado em atitude e musicalidade com Johnny Cash e Alex Turner, faz parte de uma leva que traz artistas como Jake Bugg, dada as similaridades, a quem já deixou claro em entrevista ‘não duraria cinco minutos de onde eu sou’. O músico de 24 anos, criado nas vielas da cidade portuária e que teve seus primeiros acordes soados no violão do avô, parece bastante pretensioso e aposta em letras que dão voz as pessoas nas ruas que vivem histórias semelhantes à sua.

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Louis Berry surgido ainda em 2015, foi despertando curiosidade com seu primeiro single ‘Rebel’, um retrato da energia do artista e posteriormente com ‘25 Reasons’ seguido de ‘.45’. Consequentemente fazendo parte de uma série de festivais e apoiando turnês como as de Saint Raymmond e Sunset Sons, além de pequenos giros solo pelas terras da rainha. Mas foi em 2016 que seu trabalho realmente ganhou corpo com a excelente ‘Restless’, e não demorou muito para que sua, até então, pequena turnê já anunciada, tenha uma série de apresentações com ingressos esgotados. Não bastasse, Berry acabou de lançar, no mês passado, a grudenta e voraz ‘She Wants Me’.

Agora prepara seu primeiro álbum produzido por Steve Fitzmaurice, que já produziu Depeche Mode, The Kooks, Sam Smith. Louis Berry vem dando mostras de que vale a pena seguir acompanhando seu trabalho.

Parece bom? Você pode ouvir mais dele aqui nesse playlist:

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Agora você pode ouvir Superplayer sem internet

by Karla Wunsch0

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Somos inspirados pela música.

Isso quer dizer que estamos sempre em movimento. Mexemos os nossos pés no ritmo da batida e das nossas emoções. E claro, do feedback que recebemos de nossos usuários. Por conta disso, há meses estamos trabalhando em um novo produto. A evolução de uma rádio online para um serviço de streaming completo. E, aos poucos, estamos colocando diversas novidades na rua.

A maior delas até agora é que os usuários podem baixar playlists para ouvir offline, nos aplicativos Android e iOS. A partir de R$8,90/mês, o menor preço do mercado.

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Com o novo plano premium você pode baixar até três playlists para ouvir no seu celular. Além disso, você ouve todo nosso conteúdo sem propaganda, inclusive playlists exclusivas, e pode pular e voltar quantas músicas quiser. Viu só, agora é possível voltar as músicas. Também temos o plano Super Premium onde todos os recursos são ilimitados.

É só atualizar seu aplicativo pra contratar os planos.*

Para refletir a nova fase, também criamos uma nova marca. Você chegou a ver como nosso webplayer está diferente? Ah, e falando em webplayer, não custa avisar que o offline é apenas nos aplicativos móveis, ok?

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Gostamos de ser inteiros naquilo que fazemos e, por isso uma nova marca se tornou essencial. Com ela transmitimos que a música nos diverte, mas também é algo que nós levamos a sério. O Superplayer não deixou de lado o seu DNA, que é oferecer facilidade, boa curadoria e levar a trilha certa para cada momento, mas agora está fazendo isso de um jeito diferente e melhor. Mas essa é uma história que vamos explicar melhor em breve.

Espero que você goste da novidade. E curta música onde você for.

* Se você é assinante pode fazer a atualização do seu plano, nas plataformas iOS e Android. Você não perde o valor pago, apenas investe a diferença do novo valor, que foi necessária para que pudéssemos oferecer as novas funcionalidades. Na web essa opção vai estar disponível em breve. Fique ligado!

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O que a M.I.A e a gravidez da Beyoncé tem em comum?

by Karla Wunsch0

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M.I.A é uma cantora de 41 anos que nasceu na Inglaterra. Em 2002 ela postava músicas e vídeos no Myspace e assim começou a ficar conhecida. Hoje ela tem vários sucessos, o maior deles é Bad Girl, que inclusive está na trilha Bling Ring, com a Emma Watson. Beyoncé começou a carreira no R&B como vocalista da banda Desteny’s Child, dispensa apresentações.

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M.I.A, no clipe “Bad Girls

Uma é rapper e outra e diva pop, ambas são ativistas. Enquanto vimos nos últimos trabalhos da Beyonce a bandeira do feminismo e a luta contra o racismo, M.I.A já começou sua carreira com um trabalho extramamente político. Seu álbum de estréia, que tem entre as influências Hip Hop, Eletrônico e Funk Carioca se chama Arular o côdimo político do seu pai quando durante conflitos no Sri Lanka.

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Cena do novo clipe da M.I.A, P.O.W.A

Por conta da vida política do seu pai, “Maya” ou M.I.A, passou um período da sua infância na Índia com sua mãe e irmão. Um pouco de georgrafia: a Índia fica entre Sri Lanka e o Paquistão. Já Beyonce nasceu no Texas nos Estados Unidos, e suas origens são africanas.

Quando saiu o novo clipe da M.I.A, P.O.W.A, cheio de cenas marcantes, não deu para não reparar na proximidade com o ensaio de gravidez da Beyonce, divulgado no Instagram que gerou tanta polêmica, principalmente uma crítica por ser brega.

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O clipe, dirigida pela própria M.I.A, assim como as fotos da Beyoncé trazem o véu as flores e um ar de figura santificada. No caso da segunda, muito captaram as referencia de Beyoncé às pinturas renascentistas como O nascimento de Vênus de Sandro Botticelli e Vênus reclinada com o cupido de Guido Reni. E também outros artistas contemporâneos podem ser vistos, como o casal, Pierre et Gilles, que trabalham com a estética do Kitsch – justamente a valorização do brega, do exagero.

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Obras do casal de artistas Pierre et Gilles

Mas não é só isso, a diva fez questão de trazer elementos da cultura negra, como essa foto onde Beyoncé está ao lado da estatua da Rainha Egipícia Nefertiti, além da valorização do seu cabelo. Outro detalhe é que as fotos foram lançadas justamente primeiro dia do mês da História Negra, com um fotógrafo nascido na Etiópia, Awol Erizk.

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Em resposta ao o que é as duas têm em comum é não esconder suas origens, pelo contrário valorizar elas. Enquanto Beyoncé nos trouxe inúmeros questões racionais nos últimos tempos, M.I.A vem batendo há tempos na tecla dos refugiados.

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Cena do clipe “Borders“, fronteiras em inglês, da M.I.A
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Barco humano também em “Borders

Trabalhar para mostrar diferentes culturas, que fogem ao padrão americano-europeu-branco que estamos acostumados é um mérito delas e de inúmeras cantoras atuais, como a própria Solange, irmã da Beyonce e a Princess Nokia. E isso significa um grande passo em caminho da tolerância das diferenças, algo que estamos precisando ultimamente, né?

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Ch-ch-ch-changes: porque os artistas mudam tanto?

by Karla Wunsch0

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“Volta pro pop” foi um dos muitos comentários que a Lady Gaga recebeu após sua apresentação na final do Super Bowl. O novo álbum ‘Joanne’ foi recebido de um lado com quem achasse que “antes era melhor” ou com que defendesse que Diva é sempre Diva. Concorde você ou não que “Poker Face” era melhor do que “Million Reasons”, o fato é que não é a mesma coisa. E tá tudo bem.

Até por que, o mundo da música é mesmo mudança. Em todos os sentidos. Desde o formato que consumimos música, o estilo musical que está mais em alta, até a carreia dos artista. Lembra do ex-vocalista do Raimundos, Rodolfo Abrantes, que trocou o punk pela música gospel? Essa mudança foi bem drástica – e conturbada, mas pra ele foi necessária, já que, pessoalmente, se converteu a religião.

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Pérola postada pela página Grande coletânea de revistas brasileiras antigas

David Bowie, um dos maiores ídolos da música, e inclusive grande ídolo da Lady Gaga, era tão adepto às mudanças que ganhou o apelido de camaleão do rock. Com essas ilustras dá pra entender um pouquinho porque.

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As fases do David Bowie. Ilustras da Helen Green.

Como ele contou em entrevista, a mudança dava confiança pra ele além de curtir muito. “É bem mais divertido progredir do que ficar olhando para trás”, disse David Bowie.

Aqui no Superplayer, a gente pensa exatamente da mesma forma. Estamos sempre olhando pra frente, em movimento. Trazendo esse novos artistas e novos álbuns pra nossas playlists. Mas dessa vez resolvemos fazer uma geral maior na casa e mudar inclusive nossa marca. E trazendo novos recursos.

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E também o nosso webplayer. Já viu? E tem mudanças no app chegando já já!

ComportamentoMúsicaTecnologia

O Rock morreu? Não para os nerds

by Karla Wunsch0

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“Se eu disser o gênero musical que eu mais gosto você não conta pra ninguém? É sertanejo“. Esse foi a frase que ouvi no bate perna que fiz nos pavilhões da Campus Party Brasil 2017, um dos maiores eventos de tecnologia e cultura geek. O jovem anônimo (viu, mantive minha promessa Augusto?)* me disse ser a única pessoa do seu grupo de amigos que curte ouvir esse tipo de música.

Durante o evento que acontece em São Paulo entre os dias 31 de janeiro e 05 de fevereiro, comprovei que sertanejo universitário é mesmo minoria. Ao perguntar “qual o gênero de música que você mais ouve?” ouvi de tudo. Teve alguns Jazz, outros Pop Rock, Eletrônica. Mas, como já adiantei no título, quem ganhou disparado foi o Rock.
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O Guilherme Guimarães, com sua camiseta do AC/DC não me deixa mentir. Os pavilhões do Anhembi estavam cheios de roqueiros.

E o espaço do Superplayer na feira acabou atraindo também muuitos fãs do gênero. Principalmente porque rolou várias batalhas de Rock Band.

Aliás, no momento que termino esse texto está passando por mim um cara com a camiseta do Batman ao lado de um amigo com a camiseta do Motorhead. Parece que tecnologia e música tem tudo a vê, né? Como o próprio Superplayer propõem.

Sábado, dia 04, a Campus Party Brasil termina nos pavilhões do Anhembi. Se você está por São Paulo, vale conferir.

E pra não ficar só na palavra, aproveita pra curtir uma boa playlist de Rock.

*E mentira, o nome dele não é Augusto. Jura que eu ia revelar o nome do Pedro Luis. Ok, mentira de novo, agora parei.

ComportamentoMúsica

Era isso que você ouvia 10 anos atrás

by Karla Wunsch0

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Ok, se você chegou aqui, já espera sentir nostalgia, né? Acertou bem.
Se der play nessa lista vai sentir que ligou seu microsystem (sim!) em uma estação de rádio em 2007.

A playlist já é bem áudio-explicativa (acho que nem existe essa palavra) mas não estaria completa sem essas frases que certo que você ouviu, falou, cantou ou EsCreeEvEu AsSiiMmm nO OrKuT

Já ouviu falar desse novo site Youtube?

Adorei essa Amy Winehouse que estreiou clipe no fantástico ontem

[🎶 Na rara ra…] – Aumenta o volume que essa é nossa, amiga!

15-1

Eu tenho um primo que gosta de Naruto

You’re way to beatifuuuul giirrl

Agora tem até Mp5, daqui a pouco vai ter até Mp300

giphy

É isso aí, Beyonce musa (desde lá)

Sean Kingston é uma criança?!!!

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Essa música do Marron 5 é boa, mas gostava mais do primeiro álbum

You can stand under my umbrella Essa música é chiclete ella ella ê ê ê ê

Cara, vai passar o último episódio do programa Linha Direta

Meu iPod de 8 giga tá cheio

Own, essa musiquinha ‘Hey There Delilah’ é tão fofa

Tell me that you`re ooopeeen your eyes!

Lembrou de alguma música? É só comentar. 😉

aqui tem mais túnel do tempo da música. Vem!