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Agenda cultural da semana: São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre

by Superplayer

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Os argentinos da Onda Vaga tocam no Rio de Janeiro dia 05, em São Paulo no dia 06 e em Porto Alegre no dia 07.
Na agenda: os argentinos da Onda Vaga tocam no Rio de Janeiro dia 05, em São Paulo no dia 06 e em Porto Alegre no dia 07.

Se você ama ir em shows ou eventos com música, esse é seu guia para três capitais do pais: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Tem mais algo na nossa agenda? Compartilha com a gente nos comentários.

AGENDA SÃO PAULO

Música no vão em SP
Música no vão em SP

MÚSICA NO VÃO – 05/10/2017

A terceira edição do Música no Vão estreia no dia 5.10 com show gratuito de Marcos Valle & Azymuth e discotecagem de DJ Paulão.
Endereço: MASP, Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista – SP
Horário: Das 18hs às 22hs
Ingresso: Gratuito
Mais informações: https://www.facebook.com/events/511845662503079/

EXPOMUSIC – 04 a 08/10/2017

Um dos maiores eventos profissionais da música no mundo, a #Expomusic2017 – Feira Internacional da Música, Áudio, Iluminação e Acessórios. Com shows, palestras e talks, incluindo a do CEO do Superplayer, Gustavo Goldschmidt.
Endereço: Anhembi, Avenida Olavo Fontoura 1209 – SP
Horário: 13hs
Ingresso: R$25
Mais informações: http://www.expomusic.com.br/2017/

FESTIVAL MAIS SÃO PAULO – 07/10/2017

O evento é totalmente aberto ao público e as atividades vão das 9h30 às 19h, num dos lugares mais efervescentes da cidade, Centro Cultural São Paulo – CCSP da Vergueiro. Entre os nossos convidados estão: Mariana Aydar; Mestrinho; Mario Sergio Cortella; Ana Cañas; Dan Stulbach; Trovadores Urbanos, Antonio Prata, Thobias da Vai-Vai e ainda o time do Mais São Paulo com Renata Falzoni, Alê Youssef, Tábata Amaral e Americo Sampaio.
Endereço: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua vergueiro, 1000 – Paraíso – SP
Horário: Sábado das 9h – 19h
Ingresso: Gratuito
Mais informações: https://www.facebook.com/events/813456595493221/

SHOW LANÇAMENTO “TIM BERNARDES – RECOMEÇAR” – 04/10/2017

Vocalista e multiinstrumentista da banda o Terno apresenta seu primeiro disco solo.
Endereço: Auditório Ibirapuera Oscar Niemeyer – Av. Pedro Álvares Cabral, Portão, 2 – Vila Mariana – SP
Horário: Sexta às 21h00
Ingresso: Antecipado, aqui.
Mais informações: https://www.facebook.com/events/1885404511474584

AGENDA RIO DE JANEIRO

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Fifth Harmony toca no Rio de Janeiro.

SHOW FIFTH HARMONY – 06/10/2017

Como parte PSA Tour Lauren Jauregui, Normani Kordei, Ally Brooke e Dinah Jane vêem ao Brasil para divulgar o terceiro álbum do grupo americano.
Endereço: MASP, Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista – SP
Horário: 22hs
Ingressos: De R$100 a R$550. Antecipados aqui.

SHOW JAY VAQUER – 06/10/2017

O compositor e cantor Jay Vaquer retorna ao palco com o repertório que deve fazer parte de seu próximo DVD, “Still Alive in Brazil (Can u Believe this Shit?!)”. Na apresentação, o artista interpreta também suas composições mais conhecidas, selecionadas entre os nove álbuns lançados ao longo de seus 17 anos de carreira.
Endereço: Imperator Centro Cultural João Nogueira –  Rua Dias da Cruz, 170 – Meier/ Rio de Janeiro – RJ
Horário: 22hs
Ingresso: De R$25 a R$ 50. Antecipados aqui.
Mais informações: https://www.facebook.com/events/1787825624841032

AGENDA PORTO ALEGRE

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MECA/ Ibêre – 06 e 07/11/2017
O #MECAIberê é um evento multicultural que combina apresentações musicais, talks e performances, além da experiência entre a arquitetura e o acervo da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre.
Endereço: Fundação Iberê Camargo – Av. Padre Cacique, 2000 – Cristal – POA
Horário: 19hs às 04hs
Ingresso: 01 dia = R$ 40; passaporte 02 dias = R$ 80. Quem doar um livro paga meia entrada. Antecipados aqui.
Mais informações: http://meca.love/mecaibere/

NANI MEDEIROS – SHOW DE LANÇAMENTO ÁLBUM VALENTIA – 07/11/2017

O Show Valentia é o show de lançamento do disco de estréia da cantora gaúcha de 31 anos, Nani Medeiros. Um disco em sua íntegra de canções inéditas de novos compositores brasileiros como Alexandre Susin (RS), Iara Ferreira (RJ), os violonistas Mathias Pinto (RS), João Camarero (SP) e o bandolinista Luis Barcelos(RS) e com canção do histórico compositor Paulo César Pinheiro.
Endereço: Agulha, Conselheiro Camargo, 300 – Porto Alegre, RS
Horário: 19hs
Ingresso: R$20. Antecipado aqui.
Mais informações: https://www.facebook.com/events/1472817186131102/

BOLO FOFO – FESTIVALZINHO – 07/10/2017

Bandas independentes de Porto Alegre e até do Belém do Pará
Endereço: OCulto Bar, José do Patrocínio, 632 – Cidade Baixa – Porto Alegre, RS
Horário: 20hs
Ingresso: R$10 – R$25. Antecipado aqui.
Mais informações: https://www.facebook.com/events/1935133973441142/

ONDE VAGA – 07/10/2017

O grupo argentino Onda Vaga vai voltar ao palco do Opinião, no dia 7 de outubro, para fazer o show de lançamento do disco “OV IV” e para comemorar os seus dez primeiros anos de estrada. A banda de indie folk é uma das mais consagradas da América do Sul na atualidade e reconhecida até mesmo na Europa pelos seus shows cheio de energia.

Endereço: Opinião, Rua José do Patrocínio, 834 – Cidade Baixa – Porto Alegre, RS
Horário: 20h30
Ingresso: R$40 – R$120. Antecipado aqui.
Mais informações: http://www.opiniao.com.br/eventos/onda-vaga-2/ 
https://www.facebook.com/events/114187935908693/

IRA!FOLK – 08/10/2017

Treze anos após o estrondoso sucesso do “Acústico MTV”, Nasi e Edgard Scandurra voltam aos palcos munidos de violão e voz para o show que denominaram de IRA!FOLK.

Endereço: Araújo Vianna, Parque Farroupilha – Porto Alegre
Horário:  21hs
Ingresso:  R$30 – R$140. Antecipado aqui.
Mais informações:  www.auditorioaraujovianna.com.br/programacao

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Os melhores momentos do Rock in Rio 2017

by Sarah Kasper

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Após 7 dias cheios de emoção e muita música no Rock in Rio, o Superplayer separou os melhores momentos de cada dia pra você conferir!

15 DE SETEMBRO

Pabllo Vittar fez da Arena Itaú um Palco Mundo

Pabllo Vittar

A confirmação em cima da hora de que Pabllo Vittar se apresentaria no Rock in Rio não foi problema para seus fãs, que lotaram o show e cantaram os hits com a Drag Queen mais famosa do Brasil.

Maroon 5 encanta o Brasil com “Garota de Ipanema”

Maroon 5

Que nós sabemos que Lady Gaga é insubstituível sabemos, mas os meninos do Maroon 5 fizeram bonito fazendo a galera cantar “She Will Be Loved” e “This Love”! E pra fazer a gente se apaixonar ainda arriscaram o português e cantaram “Garota de Ipanema”.

16 DE SETEMBRO

Palco Sunset: Miguel convida Emicida

O cantor americano fechou o Palco Sunset do segundo dia trazendo Emicida para cantarem seu novo single “Oasis”. De quebra, o brasileiro fez um freestyle na música “Skywalker”, novo single de Miguel com Travis Scott.

Shawn Mendes e seus leais fãs

Shawn Mendes

Primeira vez do canadense no Brasil, Shawn esbanjou simpatia antes, durante e depois de seu show. No palco, entrou com “There’s Nothing Holding Me Back” fazendo todo mundo dançar, fez seus fãs chorarem com “Ruin” e fechou a performance com um cover de “Use Somebody” do Kings of Leon e “Treat You Better”.

Fergie agita a galera e convida Pabllo Vittar e Sérgio Mendes ao Palco Mundo

Fergie

Show de Fergie teve direito a hits da cantora, hits do Black Eyed Peas, músicas do seu novo CD, Sérgio Mendes de convidado e muita, mas muita dança! Mas o que realmente animou o público foi quando Pabllo Vittar pisou no palco pra cantar “Glamorous” e “Sua Cara”. Noite histórica: pela primeira vez uma Drag Queen canta no palco mundo do Rock in Rio!

Maroon 5 canta novo hit “What Lovers Do”

Maroon 5

Com a responsabilidade de animar o público pela segunda noite seguida, Maroon 5 trouxe na manga seu novo single “What Lovers Do” e agitou geral! A banda também cantou “Lost Stars” do filme Begin Again e, é claro, seus clássicos. Tarefa cumprida!

17 DE SETEMBRO

Walk The Moon agita e canta novo single em sua primeira vez no festival

A banda americana de rock trouxe um setlist agitado e aproveitaram o Rock in Rio para cantar seu novo single “One Foot”! Também não teve quem ficou parado quando cantaram seu single mais famoso “Shut Up and Dance”.

Alicia Keys emociona e traz Dream Team do Passinho ao Palco Mundo

Alicia Keys é o tipo de cantora que pode ficar 2 horas sentada em um piano e não iríamos reclamar. Mas, Alicia preferiu dividir o palco com Dream Team do Passinho em “In Common” e trouxe Charles Bonfin, Pretinho da Serrinha e Sonia Guajajara (representante da comunidade indígena) para falar sobre os problemas na Amazônia. Emocionante!

Justin Timberlake faz a galera dançar (e se apaixonar!)

O mais esperado da noite! Com direito a selfie com fã e muita dança, o príncipe do pop fez todos se apaixonarem (de novo!) por ele. Quebrou o coração da plateia em “What Goes Around…Comes Around”, fez geral dançar com “Can’t Stop The Feeling!” e se emocionou quando fechou com “Mirrors”. O primeiro final de semana do Rock in Rio foi concluído com sucesso!

21 DE SETEMBRO

Fall Out Boy makes Brazil Emo Again

Fall Out Boy

Primeira vez da banda no festival, trouxeram seus hits “Sugar We’re Going Down”, “Thnks fr Th Mmrs” e “Dance, Dance” pra deixar a galera nostálgica, e músicas do seu próximo disco (previsto para janeiro) pra deixar a galera ansiosa.

Def Leppard trouxe os anos 80 para 2017

Def Leppard

A banda, que foi substituída pelo Whitesnake no primeiro Rock in Rio lá em 85, veio acertar as contas com o festival e fez bonito: animaram os fãs com clássicos como “Pour Some Sugar On Me”, “Let’s Get Rocked” e “Rock Of Ages”, trazendo muita nostalgia ao festival!

Aerosmith emociona a plateia e detona na primeira noite de Rock

Aerosmith

Não é só de clássicos que se vive uma banda e Aerosmith sabe muito bem disso. Com um setlist de respeito, teve direito a dois covers de Fleetwood Mac (e Joe Perry nos vocais!) e homenagem aos Beatles com “Come Together”.  Não teve quem ficou calado em “I Don’t Wanna Miss a Thing” ou não se arrepiou com Steven Tyler no piano em “Dream On”, e a banda escolheu o hit “Walk This Way” pra fechar a quinta-feira!

22 DE SETEMBRO

Mais nostálgico que Tears for Fears?

Tears For Fears

Tears for Fears não era um nome esperado no Rock in Rio, mas com certeza foi um que agradou o público. Abriram o show com seu hit mais famoso “Everybody Wants to Rule The World” (na versão da cantora Lorde!), continuaram emocionando com “Mad World”, fizeram um honroso cover de “Creep” do Radiohead e fecharam com nada mais nada menos que “Shout”! Showzaço!

Jon Bon Jovi cantou até a voz acabar (literalmente!)

Bon Jovi

Mesmo com duas músicas a menos que o setlist previa, o show do Bon Jovi foi repleto de hits e músicas novas que fizeram os fãs irem à loucura! Após mais de duas horas de show, a voz de Jon acabou falhando em “Livin’ on a Prayer” e o cantor deixou pra galera, o que não foi problema já que todo mundo estava cantando mais alto que as caixas de som!

23 DE SETEMBRO

A esperada estreia de The Who no Brasil

The Who

Há quem tenha esperado mais de 40 anos para ver The Who ao vivo no Brasil, mas esse momento chegou, e como chegou! A voz única de Roger Daltrey e o clássico jeito de Pete Townshend tocar guitarra deixaram o público emocionado, levando todo mundo em uma viagem aos anos 60.

Guns N’ Roses faz o show mais longo da história do Rock in Rio

Axl Rose

A reunião de Axl, Slash e Duff McKagan nos palcos do Rock in Rio fez uma multidão de fãs gritar e se emocionar em um setlist de 29 músicas: 3 horas e meia de covers e clássicos, com homenagem à Chris Cornell e AC/DC. Axl compensou a falta de voz com um show muito entusiasmado e profissional.

24 DE SETEMBRO

Thirty Seconds to Mars leva a galera pro palco e Jared Leto revive história

Jared Leto

Tamanho nem sempre é documento: com um setlist de apenas 10 músicas, o show da banda teve direito ao vocalista Jared Leto comendo açaí no palco, descendo da tirolesa no meio do público (igual fez em 2013!), fãs no palco e a participação de Projota durante a música “Walk on Water”! Haja coração!

Red Hot Chili Peppers fecha o Palco Mundo do Rock in Rio

Red Hot Chili Peppers

A banda abriu o show com seu hit “Can’t Stop”, passando por “Californication”, a inesperada “Under The Bridge” e fechou com “Give It Away”. Flea detonou no baixo (como sempre), tomou o microfone de Anthony Kiedis para falar com o público e até dizer que ama o Sepultura disse!

 

Confira uma playlist com músicas dos artistas que tocaram no maior festival do mundo!

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Tudo o que você precisa saber sobre o clipe da nova música de Taylor Swift “Look What You Made Me Do”.

by Sarah Kasper

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Taylor Swift está de volta fazendo o que sabe fazer de melhor: arte a partir de experiência. Quase três anos após o lançamento de “1989”, Taylor anunciou o seu primeiro single “Look What You Made Me Do” do seu novo álbum “Reputation”, que será lançado dia 10 de Novembro deste ano. A música, lançada quinta-feira, está em primeiro lugar nas paradas de diversos países, e o vídeo já possui mais de 50 milhões de visualizações no Youtube, batendo record da Vevo e do Youtube de vídeo mais visto nas primeiras 24 horas.

Taylor Swift Reputation
A música foi produzida por Jack Antonoff e composta por Taylor, Jack e Fred Fairbass, Richard Fairbrass e Rob Manzoli (do grupo Right Said Fred), que foram considerados como compositores já que a música intercala com “I’m Too Sexy” (1991) do grupo. Há quem diga que a batida da música foi inspirada na música “Operate” da cantora Peaches, conhecida por tocar no filme Mean Girls, porém isso ainda não foi confirmado oficialmente. A letra possui diversas referências para situações que envolveram a artista no passado, mas a principal ideia do single é mostrar que Taylor é uma nova pessoa e que a antiga Taylor está morta.

O vídeo, lançado neste domingo durante o Video Music Awards, foi dirigido por Joseph Kahn (que já dirigiu Blank Space, Out of The Woods, Bad Blood e Wildest Dreams) e explica melhor tudo o que Taylor quis dizer na música. Para entender melhor a letra e as referências, cada cena foi analisada:

O Cemitério

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A primeira referência da cena é a cantora como zumbi usando um vestido parecido com o que usou no clipe “Out Of The Woods” (último clipe da Era 1989). O segundo é o túmulo que está escrito o nome “Nils Sjoberg”, pseudônimo que Taylor usou na música “This Is What You Came For” que co-escreveu com Calvin Harris. E, ao final da cena, a Taylor Zumbi enterra a Taylor com o vestido que usou no MET Gala de 2014, no início da Era 1989. Isso só prova quanto Taylor quer mostrar que essa fase passou.

A Banheira

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A principal referência da cena é o único dólar na banheira, representando a vitória de Taylor no caso de assédio contra o DJ David Mueller, que a abusou sexualmente durante um Meet and Greet. Taylor pediu uma indenização de apenas 1 dólar, enquanto Mueller entrou com uma ação exigindo $3 milhões da cantora.

A Sala de Cobras

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Taylor anunciou seu novo single com um vídeo de uma cobra dividido em três partes, fazendo referência à época que Kim Kardashian vazou uma ligação de Kanye com Taylor. No vídeo eles mostram que a cantora não teria problemas com Kanye e sua música “Famous”, porém Taylor disse que nunca esteve ciente da frase completa que Kanye cantaria (“I feel like me and Taylor might still have sex, why? I made that bitch famous”) e que Kanye iria mostrar a música para ela, porém nunca mostrou. As pessoas começaram a comentar emojis de cobras em seu Instagram, então Taylor fez disso uma referência em seu vídeo e letra (“I don’t like your perfect crime”).
Na sala, Taylor está como a “rainha das cobras”, sentada em um trono que está escrito “Et Tu Brute” (Até Tu, Brutus?) da peça de Shakespeare “Júlio César” (que é morto por seu suposto amigo com facadas nas costas). Aqui, pode-se interpretar como uma traição que Taylor sofreu das pessoas que deveriam estar ao seu lado (a mesma já disse que realmente esperava ter uma boa relação com Kanye pois eles já teriam se entendido desde sua “briga” no VMA de 2008) e que a mesma foi servida com chá quente por cobras.

O Carro

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Nesta cena é impossível não pensar na briga entre Taylor e Katy Perry, até mesmo porque Taylor usa uma peruca parecida com o cabelo da cantora e se veste com estampa de animal (possível referência à “Roar”). Ela também está em um carro parecido com o que aparece no clipe de “Waking Up in Vegas” (Taylor já disse amar essa música antes de brigarem e Joseph Kahn foi quem dirigiu este clipe). Após bater o carro contra um poste, vários Paparazzis a fotografam, porém nenhum a ajuda (podendo ser uma referência ao fato de que todos eles só querem fazer dinheiro com sua fama, e nenhum pensa em ajudá-la). Ao final da cena, Taylor mostra um de seus 10 Grammys, enquanto Katy Perry é conhecida por não ter nenhum.
A cena aparece novamente ao fim do vídeo, porém mostra Taylor saindo do carro com seu leopardo e o carro explodindo perto dos paparazzis, podendo ser uma referência ao fato de ela não ter comentado nada sobre as entrevistas de Katy Perry falando sobre ela na música “Swish Swish”.

A Gaiola

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Com uma cobra tatuada nas pernas e um macacão laranja (referência aos presídios americanos), Taylor se balança dentro de uma gaiola enquanto é rodeada por seguranças. Aqui, podemos imaginar como ela se sentiu nesses últimos anos: saindo escondida, sempre com seguranças, presa, porém tentando se divertir.

Roubando uma Empresa de Streaming

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É difícil esquecer que Taylor mandou uma carta aberta à Apple pedindo por pagamento justo aos artistas ou quando ela tirou suas músicas do Spotify. As pessoas à chamaram de “sedenta por dinheiro” e “cobradora de boletos”. Taylor, então, criou aqui uma personagem que assalta um banco e queima dinheiro enquanto usa uma blusa escrita “Blind For Love” (Cega Por Amor), como sempre foi chamada pela mídia.

“The Squad”

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As famosas amizades de Taylor sempre chamaram a atenção das pessoas e ficaram conhecidas por “Taylor’s Squad”. Porém, diversas vezes a mídia criou notícias chamando Taylor de manipuladora e que suas amigas eram “sem personalidade”. Então, nesta cena a cantora mostra ironicamente diversas barbies sendo governadas por ela e no final todas estão “quebradas”. Seria essa a chance de Taylor dizer que sua squad não existe mais?

A Sala e seus “Servos”

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Desde o início de sua carreira Taylor sempre foi muito dominante: ela é quem escreve suas músicas, clipes, ajuda a dirigir e sempre teve as rédeas. Antes de Taylor entrar na sala, seus dançarinos estão tranquilos, porém quando ela entra todos eles se botam no lugar e a seguem. A crítica vai novamente para a mídia, que muitas vezes retratou Taylor como manipuladora e maldosa por querer controlar sua própria carreira.
Seus dançarinos estão todos usando uma blusa escrita “I Love T.S” (Eu amo T.S), fazendo referência à vez que Tom Hiddleston (ex de Taylor) usou uma blusa com a mesma frase em 2016 e alguns jornais falaram que Taylor o obrigou a usar.

Reputation

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Cada vez que você olhar esta cena você vai encontrar uma nova Taylor: VMA Taylor, You Belong With Me Taylor, Red Tour Taylor, Speak Now Tour Taylor… Aqui, todas as Taylors estão tentando alcançar a Taylor de agora, na Era Reputation. Porém, Taylor derruba todas elas, dando a entender que elas realmente estão no passado.

Todas as Taylors

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Se você não entendeu o que Taylor quis dizer durante o clipe, ela explica pra você nos últimos 35 segundos: não importa o que ela fez ou irá fazer, ela será criticada. Enquanto você pode escutar gritos e aplausos ao fundo, cada Taylor fala algo que a mídia já falou ou a acusou: sobre Taylor sempre parecer surpresa nas premiações e as pessoas chamarem ela de falsa, às vezes que chamaram ela de vítima, faz referência à música de Kanye West a chamando de vadia e à Kim por ter supostamente editado provas. Você pode conferir às falas traduzidas abaixo:

You Belong With Me (surpresa): “Gente!”

Out Of The Woods/zumbi: “Pare de fazer essa cara de surpresa. É tão irritante.”

Shake It Off: “É, você não pode estar tão surpresa o tempo todo.”

Taylor vestida de Preto: “Qual é a dessa vadia?”

Out Of The Woods/zumbi: “Não me chame disso!”

Fearless (sotaque caipira): “Gente…”

We Are Never Ever Getting Back Together: “Pare de fingir que você é boazinha, você é tão falsa.”

Taylor de Motoqueira: “Lá vai ela, se fazendo de vítima. De novo.”

Taylor usando o vestido do MET Gala: “O que você tá fazendo?”

Taylor do acidente de carro: “Pegando provas (“receipts”). Vou editar tudo isso depois.”

VMA Taylor: “Eu queria muito ser excluída dessa narrativa.”

Gostando ou não de Taylor, não podemos negar que a produção é grandiosa e a música veio para ficar. Agora, basta esperar os próximos singles e seu novo álbum, já que todos sabemos que com Taylor o melhor fica sempre para o final.

Clique aqui para escutar a música no Superplayer!

ArtistasEntretenimento

30 under 30

by Sarah Kasper

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Cada vez mais, novos e jovens artistas trazem estilos diferentes para o cenário musical. Por isso, separamos 30 cantores com menos de 30 anos que se destacam compondo, produzindo e interpretando um sucesso atrás do outro. Confira nossa lista:

Russ (24 anos)

RussApós emplacar duas músicas na Billboard Hot 100, “What They Want” e “Losin Control”, Russ está ficando cada vez mais conhecido, principalmente entre os fãs de hip hop. O rapper americano lançou seu primeiro disco em estúdio dia 5 de maio deste ano e desde então vem lotando shows e participando de diversos festivais.

Khalid (19 anos)

KhalidEm março deste ano, após sucesso de seu hit “Location”, Khalid lançou seu primeiro álbum com apenas 19 anos. O cantor R&B já trabalhou com Calvin Harris e Future no hit “Rollin”, Alina Baraz em “Electric” e com Kendrick Lamar em “The Heart Part 4”.

Lorde (20 anos)

LordeA cantora, que este ano completará 21 anos, acaba de lançar seu segundo álbum, Melodrama. Com apenas 14 anos a artista começou a trabalhar em seu primeiro trabalho, Pure Heroine, e ficou mundialmente conhecida por seu single “Royals”, com o qual ganhou dois Grammys com 17 anos.

Halsey (22 anos)

HalseyCom apenas 19 anos, Halsey lançou seu primeiro disco, Badlands, e em junho deste ano acaba de lançar o segundo, Hopeless Fountain Kingdom. Junto ao duo The Chainsmokers emplacou o hit “Closer” em primeiro lugar das paradas de diversos países e já abriu os shows das turnês do The Weeknd e Imagine Dragons em 2015.

Shawn Mendes (18 anos)

Shawn MendesEm 2013, Mendes começou a postar vídeos no aplicativo Vine e em 2014 conseguiu um contrato com a Island Records. Em 2015 lançou seu primeiro EP, Handwritten, e abriu diversos shows da turnê de Taylor Swift. Em setembro de 2016 lançou seu segundo disco, Illuminate, e em março de 2017 começou sua turnê. O cantor participará da sexta edição do Rock in Rio no Brasil.

Alessia Cara (20 anos)

Alessia CaraCom 13 anos a cantora canadense começou um canal no Youtube onde postava seus covers e em 2015 lançou seu primeiro single “Here”. Seu primeiro álbum, Know-It-All, foi lançado no mesmo ano. Em 2016 foi convidada a cantar “How Far I’ll Go” para o filme da Disney “Moana” e em 2017 colaborou com Zedd na música “Stay”.

Hailee Steinfeld (20 anos)

Hailee SteinfeldA cantora, que também é atriz e modelo, lançou uma versão cover da música “Flashlight” que cantou no filme Pitch Perfect 2. Logo em seguida lançou seu primeiro single “Love Myself” e em 2016 lançou “Starving” junto à Grey e Zedd. Em abril deste ano lançou o hit “Most Girls” e se espera vê-la em Pitch Perfect 3.

Astrid S (20 anos)

Astrid SAstrid Smeplass, nascida na Noruega, começou sua carreira com 16 anos quando participou da versão norueguesa de Pop Idol, onde acabou em quinto lugar. Em 2016 a cantora acompanhou Troye Sivan em sua turnê européia e em maio do mesmo ano lançou seu primeiro EP, Astrid S.

Julia Michaels (23 anos)

Julia MichaelsMichaels começou a cantar com apenas 12 anos e ao final da sua adolescência escreveu músicas para Demi Lovato e Fifth Harmony. Em 2016 veio ao Brasil para se apresentar junto a Kygo na cerimônia de encerramento das Olimpíadas e em 2017 lançou dois singles, “Issues” e “Uh Huh”.

James Arthur (29 anos)

James ArthurCantor e compositor britânico, venceu a nona temporada de The X Factor e em 2013 lançou seu primeiro disco, James Arthur, seguido de uma turnê. Em outubro de 2016 lançou seu segundo álbum, Back From The Edge, onde seu single “Say You Won’t Let Go” entrou para as paradas americanas e vendeu mais de um milhão de cópias no Reino Unido.  

James Bay (26 anos)

James BayApós lançar seu single “Hold Back The River”, o cantor britânico lançou seu primeiro álbum Chaos and The Calm, que ficou em primeiro lugar nas paradas britânicas e 15º nas paradas americanas. Em 2014 acompanhou Hozier em sua turnê, já se apresentou em um desfile da Burberry e também no festival Glastonburry.

Louisa Johnson (19 anos)

Louisa JohnsonVencedora da décima segunda temporada do The X Factor UK em 2015, a cantora pop está para lançar um álbum ainda este ano. Em outubro de 2016, Louisa lançou seu primeiro single “So Good” e, em março de 2017, lançou “Best Behaviour”, emplacando 13º e 48º lugar nas paradas britânicas respectivamente.

Ella Mai (22 anos)

Ella MaiEm 2014, Ella participou junto ao seu antigo trio Arize, da décima primeira edição do X Factor UK, onde não avançaram além da primeira fase. Após o ocorrido o trio se separou e Ella seguiu carreira solo, seguindo o gênero R&B. Desde fevereiro de 2016 lançou 3 EPs e seu próximo lançamento será seu álbum em estúdio.

Sigrid (20 anos)

SigridCantora norueguesa, lançou seu primeiro single “Don’t Kill My Vibe” após ter assinado com a Island Records em 2016. Em maio deste ano lançou seu primeiro EP com o mesmo nome de seu single.

Stefflon Don (25 anos)

Stefflon DonRapper britânica, já colaborou com Jeremih em sua música “Tight Nooki” e em junho de 2017, junto à Jax Jones e Demi Lovato, lançou o hit “Instruction”.

NAO (29 anos)

NAOCantora, produtora e compositora britânica, Neo Jessica Joshua já trabalhou com Disclosure e Stormzy e seu álbum For All We Know à levou a uma nomeação de Melhor Artista Britânica no Brit Awards. Seu som é descrito como soul, funk, eletrônico e R&B.

Ady Suleiman (24 anos)

Ady SuleimanBritânico, diz que sua música é inspirada pelo hip hop, blues, jazz, reggae, R&B e soul. Já lançou 3 EPs, Ady Suleiman, What’s the Score e This Is My EP.

Lucy Rose (27 anos)

Lucy RoseA cantora de folk inglesa deu início a sua paixão pela música tocando bateria e piano, e também postava vídeos no Youtube antes de assinar com a Columbia Records. Lançou seu primeiro álbum, Like I Used To, em 2012, e em 2015 lançou o seu segundo, Work It Out. Em julho deste ano espera-se pelo seu terceiro disco, Something’s Changing. Suas músicas já apareceram em diversas séries de TV como The Vampire Diaries, Skins e Girls.

First Aid Kit (24 e 26 anos)

First Aid KitA dupla sueca de folk composta por duas irmãs, Klara e Johanna, ficou famosa depois de postar um vídeo no Youtube fazendo um cover da banda Fleet Foxes. Desde então, já lançaram 3 álbuns, 2 EPs e diversos singles.

Broods (22 e 24 anos)

BroodsOs irmãos Georgia e Caleb da Nova Zelândia estouraram após o single “Bridges”, que emplacou o oitavo lugar nas paradas do país. Já lançaram dois álbuns e um EP e acompanharam Ellie Goulding, Sam Smith e HAIM em suas turnês.

Glass Animals (25 à 28 anos)

Glass AnimalsA banda inglesa, composta por Dave Bayley, Drew MacFarlane, Edmund Irwin-Singer e Joe Seaward vem fazendo sucesso entre diversos festivais ao redor do mundo e lotando seus shows. Seu primeiro álbum, ZABA, foi lançado em 2014, e o segundo, How To Be a Human Being, em 2016.

London Grammar (27, 26 e 27 anos)

London GrammarO trio britânico se uniu em 2009 durante a faculdade e já lançou dois álbuns, um deles sendo em junho deste ano. Já trabalharam com Disclosure e tiveram sua música “Hey Now” usada para uma das campanhas da Dior.

Bea Miller (18 anos)

Bea MillerA cantora americana acabou em 9º lugar na segunda temporada do The X Factor US e assinou com a SyCo Music e Hollywood Records em seguida. Em 2014 lançou seu primeiro EP Young Blood e em 2017 deu início a um projeto de 3 EPs, lançando chapter one: blue, chapter two: red e espera-se, para agosto, o lançamento do terceiro, chamado chapter three: yellow.

Noah Cyrus (17 anos)

Noah CyrusCantora e atriz, Noah vem de uma família de músicos e já lançou dois hits em 2017, “Stay Together” e “I’m Stuck”. Já trabalhou com Labrinth e o Dj Marshmello e já apareceu diversas vezes em seriados da Disney.

Tori Kelly (24 anos)

Tori KellyTori começou sua carreira postando vídeos no Youtube aos 14 anos e com 16 participou do American Idol, porém foi eliminada. Em 2012 lançou seu primeiro EP e em seguida assinou com a Capitol Records. Seu segundo EP veio em 2013 e seu primeiro álbum, Unbreakable Smile, em 2015. Tory foi nomeada ao Grammy em 2016 na categoria Best New Artist.

James Blake (28 anos)

James BlakeCantor, compositor e produtor britânico, Blake já trabalhou com diversos artistas como Beyoncé, Justin Vernon (Bon Iver) e Kanye West. Possui 6 EPs e 3 álbuns e já foi indicado ao Grammy duas vezes.

Iggy Azalea (27 anos)

Iggy AzaleaRapper australiana, mudou-se para os Estados Unidos com 16 anos para tentar uma carreira na música e ganhou atenção após postar vídeos no Youtube, fechando contrato com a gravadora do rapper T.I. Em 2014 lançou seu primeiro álbum, The New Classic, e em 2017 irá lançar o segundo, Digital Distortion. Azalea já abriu a turnê de artistas como Beyoncé, Rita Ora e Tyga.

Alina Baraz (23 anos)

Alina BarazA cantora americana ganhou espaço na indústria após produzir, junto ao produtor Galimatias, seu EP Urban Flora, contendo hits como “Fantasy” e “Make You Feel”. Começou sua carreira postando suas músicas no Soundclound, trabalhou com Khalid e recentemente entrou em turnê do seu EP. Espera-se que logo a cantora irá lançar um álbum completo.

G-Eazy (28 anos)

G-EazyRapper e produtor, começou a produzir músicas ainda na faculdade e teve oportunidades de abrir os shows de Lil Wayne e Snoop Dog logo no início de sua carreira. Em 2014 lançou seu primeiro álbum, These Things Happen, e se apresentou em diversos festivais de música. Seu próximo álbum será lançado ainda este ano.

Zara Larsson (19 anos)

Zara LarssonCantora e compositora sueca, venceu o show de talentos Talang com apenas 10 anos. Em 2013 lançou seu primeiro EP Introducing e em março de 2017 lançou seu álbum internacional So Good. Sua música “Never Forget You” emplacou a 13º posição no Billboard Hot 100.

Confira esses artistas em nossa playlist:

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Você pode até não acreditar no amor, mas vai se emocionar com esses clipes

by Karla Wunsch

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Ok, junho pode ser um pouco chato. Faz frio em parte do país e a primeira quinzena inteira tenta de convencer de que é preciso estar em um relacionamento. Mas, não é bem assim, você não precisa de nada. Ainda que amor é muito bom, né? (e junho tem quentão e paçoca)

De qualquer forma, separei alguns videoclipes pra encher seu coração solteiro, casado ou enrolado de emoção, muita emoção.

Gimme all your love – Alabama Shakes

Acho que só a voz da vocalista Brittany Howard já dá vontade de chorar. Ô vozeirão, né? Diz ela que muito se inspirou na mãe esquecida do rock Sister Rosetta Tharpe. Voltando ao clipe, ele conta a história de um amor na terceira ideia. Me lembrou esse relato da Isabel Allende, que se apaixonou as 75 anos.

 

Our Deal – Best Coast

Esse vídeo foi dirigido pela Drew Barrymore e conta com a atuação da Chloë Moretz e Miranda Cosgrove. Por isso já dá pra sacar que se trata de um romance adolescente, spoiler alert: quando termina bate uma tristezinha.

Curiosidade: Além desse curta de 2011, Drew, dirigiu um filme: Garota Fantástica e um documentário para TV sobre eleições presidenciais.

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Oh Wonder – Livewire

Várias fases de um relacionamento amoroso são retratados aqui, inclusive quando não existe mais. Mostrar viúvos e viúvas com saudade é um golpe que parece sempre dar certo, né? Inclusive váaarias propagandas de final de ano fazem isso para nos fazer correr pegar o papel higiênico.

 

Edward Sharpe & the Magnetic Zeros – That’s What’s Up

Por último, e talvez mais importante, esse vídeo fofo com duas crianças. Elas fazem o papel de um casal que anda meio distante, em crise conjugal. É ótimo como ele conta uma história, com legenda e tudo e dá um alfinetada em pessoas alternativas-blasé.

 

Lembra de mais algum? É só comentar aqui. Enquanto isso, vem curtir uma playlist que é puro amor.

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10 anos depois | 2007 – Uma odisseia Indie

by Pedro Bertoletti

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Em meio a efervescência da música indie, o ano de 2007 se apresentava carregado de artistas da cena alternativa que alcançavam o mainstream.

Integrantes da banda The Strokes
Banda The Strokes

O desenvolvimento do movimento musical se dá, principalmente, a partir de bandas surgidas ainda no final dos anos 90, como The Libertines, aqui em Londres, e The Strokes, em Nova York, trazendo, assim, sustentação para o que seriam os primeiros anos do novo milênio.

Nos clubs, nas rádios e mp3 players as novidades não demoravam mais a chegar. A internet já atuava como interlocutora e facilmente ouvia-se novas bandas, fossem elas escandinavas. O Brasil passava a ser rota de shows, e frequentes festivais faziam com que 2007 viesse a ser marcado como um ano memorável musicalmente.

LCD Soundsystem, com novas faixas lançadas recentemente, se desenhava como uma das maravilhas do mundo moderno ao lado de artistas como M.I.A. e Amy Winehouse, que ainda estava por aqui e em seu auge. The Killers, Arcade Fire, Kaiser Chiefs eram apenas algumas das bandas que faziam o indie rock girar o mundo, Justice um dos nomes que agitava a cena eletrônica, enquanto MGMT trazia uma nova leitura à psicodelia. O new rave e seus adeptos, como os Klaxons, embalavam as pistas. Enfim, um ano de clássicos indiscutíveis como Make It Wit Chu de Queens of the Stone Age.

Banda The Killers
Banda The Killers

Agora, dez anos depois, resolvemos mapear, em uma playlist, as músicas que não podem ser esquecidas, e que fizeram daquele um dos principais anos na primeira década dos anos 2000. Faça essa viagem, sinta-se velho, nostálgico ou apenas tome conhecimento de diversos hits que já podem ser considerados clássicos de uma geração.

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Summer of Love – Os 50 anos do verão hippie de 67

by Pedro Bertoletti

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Há 50 anos São Francisco se tornava o epicentro do movimento hippie. No verão de 1967, o distrito de Haight-Ashbury era a meca de aproximadamente 100 mil jovens.

Summer of Love em São Francisco 1967
Summer of Love 1967

Haight-Ashbury não estava preparada para aquele verão quando viu suas ruas serem tomadas por jovens de flores nos cabelos e ideias que contestavam o status quo. Embebidos pelos ideais de liberdade da geração beat, criaram um movimento principalmente cultural e político.

Os Beats, ainda na década de 50, habitavam a região de North Beach, onde os baixos custos de aluguel prestaram serviço a efervescência cultural que ali se instaurava. Quebrando as regras de comportamento, a partir de um estilo de vida marginal, liderados por Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Borroughs, escreviam, sob o ponto de vista subcultural, com fluidez, sobre drogas, contestação e um mundo novo de experimentação. Quando nos anos 60, muitos dos novos beatniks, transferiram-se para a região que viria a ser o centro dos novos acontecimentos, Michael Fallon, jornalista americano, surge com o termo hippie. O movimento que botaria em alerta o até então estabelecido american way of life.

If you’re going to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair – John Phillips

Movidos pelas intenções de mudança e como combustível a oposição à guerra, permeavam formas alternativas de estilos de vida e, embora um movimento comportamental, seus reflexos se deram na música, na expressão criativa e política, liberdade sexual e o consumo de drogas psicodélicas. Seguiam preceitos do paganismo, filosofias orientais e buscavam a expansão da consciência em prol do coletivo e de um universo harmônico de paz e amor.

Os acontecimentos tiveram início, na verdade, no inverno do mesmo ano, onde muitos protestaram em oposição a Guerra do Vietnã. Uma reunião entre várias tribos junto ao Golden Gate Park parecia criar o ponto de confluência que levava ao estopim o desconforto e descontentamento com a posição política atual. Estudantes se aglomeravam ao som de bandas como Jefferson Airplane, ao lado de poetas gurus como Lawrence Ferlinghetti e Ginsberg.

Contornos do movimento se davam em diversas regiões dos Estados Unidos. Em abril, Nova York viu a passeata pela paz, até então, uma das maiores manifestações populares, com centenas de milhares de pessoas, dando indícios do que viria a ser o verão na costa oeste.

Com a chegada do verão, São Francisco então ganha o status de marco zero hippie. Reduto de artistas como Grateful Dead, Janis Joplin e Jimi Hendrix que habitaram o famoso distrito, além de outros que por lá circulavam como George Harrison. Pelo The Fillmore, famoso por concertos históricos, além de Hendrix, naquele verão circularam banda como The Byrds, The Doors, Pink Floyd.

Residência da banda Grateful Dead em São Francisco 1967
Residência da banda Grateful Dead(1967) – 710 Ashbury St, São Francisco

A música culminou com o Festival de Monterey, onde, mais uma vez, Hendrix fez história, quando dando início a turnê Americana coloca fogo em sua guitarra. Além de shows de The Who, Otis Redding, Big Brother and the Holding Company com nada menos que Janis Joplin. Por lá também circulavam figuras como Brian Jones, famoso por seus excessos e genialidade nos The Rolling Stones.

Jimi Hendrix queimando a guitarra no festival de Monterey
Jimi Hendrix – Festival de Monterey(1967)

Fazendo uso de suas doutrinas, os jovens aplicavam seu trabalho criando serviços a comunidade como clínicas de saúde gratuita, lidando além de tantas doenças, com a dependência química. Programas de limpeza das ruas do distrito e centros de distribuição de alimentos livres. Alguns desses trabalhos, décadas depois, ainda servem a região.

O ano de 67 veio a se tornar um importante momento da década de 60, onde o movimento de contracultura hippie dava forma a diferentes campos. Na música o mais representativo dos discos talvez venha a ser Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band dos Beatles, abrindo caminho para um universo de experimentações sonoras que vieram a seguir, com Pink Floyd e o genial Syd Barrett, Cream e Eric Clapton. Desenhavam em seus riffs de guitarras, uso de harmonias orquestradas e extensas faixas carregadas de trechos instrumentais, uma viagem transcendental para além dos limites do que já havia sido feito. O rock passava a se introduzir de vez no campo da arte.

Capa do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles
Icônica capa do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – The Beatles

O mundo apenas começava a conhecer artistas como Creedence Clearwater Revival, David Bowie e The Velvet Underground e a famosa revista de música e comportamento, Rolling Stone, trazia sua primeira publicação. O Brasil conhecia o Tropicalismo.

A juventude estava mudando e, com ela, o mundo ia se alterando e ganhando diferentes cores. Na moda os tons pastéis eram substituídos pelas experimentações em estampas com designers como Birgitta Bjerke. E nas artes gráficas Rick Griffin, Alton Kelley, Stanley Mouse entre tantos nomes traduziam a psicodelia em imagem.

Quando aquele verão finalmente teve fim, foi encenado o evento conhecido como ‘A morte do Hippie’. O mundo havia mudado. As fortes influências do fenômeno social que tomaram conta de Haight-Ashbury, na verdade, faziam parte agora de um turbilhão de novas ideias. A guerra ainda se estendeu, o mundo ainda veria Woodstock, mas a chama que lá foi acesa, ainda pode ser vista de diferentes formas na nossa sociedade. Assuntos como identidade de gênero, sexualidade, individualismo, racismo, pobreza, meio ambiente, o consumo de orgânicos, oposição ao consumo excessivo, incentivo ao consumo de designers e artesões locais, tudo nos cheira tão fresco.

A urgência pelas mudanças ainda continua sendo um desafio que nos permeia corriqueiramente e, assim continuamos, 50 anos depois, em busca da criação, talvez não tão utópica, de um novo paradigma político-social.

Para comemorar, uma série de eventos acontece esse ano na cidade e você pode conferir um pouco mais aqui. E se você quer ouvir mais da música daquela década é só dar play na nossa playlist: