main

ArtistasEntretenimento

30 under 30

by Sarah Kasper0

30Under30_1x1_noText1.jpg

Cada vez mais, novos e jovens artistas trazem estilos diferentes para o cenário musical. Por isso, separamos 30 cantores com menos de 30 anos que se destacam compondo, produzindo e interpretando um sucesso atrás do outro. Confira nossa lista:

Russ (24 anos)

RussApós emplacar duas músicas na Billboard Hot 100, “What They Want” e “Losin Control”, Russ está ficando cada vez mais conhecido, principalmente entre os fãs de hip hop. O rapper americano lançou seu primeiro disco em estúdio dia 5 de maio deste ano e desde então vem lotando shows e participando de diversos festivais.

Khalid (19 anos)

KhalidEm março deste ano, após sucesso de seu hit “Location”, Khalid lançou seu primeiro álbum com apenas 19 anos. O cantor R&B já trabalhou com Calvin Harris e Future no hit “Rollin”, Alina Baraz em “Electric” e com Kendrick Lamar em “The Heart Part 4”.

Lorde (20 anos)

LordeA cantora, que este ano completará 21 anos, acaba de lançar seu segundo álbum, Melodrama. Com apenas 14 anos a artista começou a trabalhar em seu primeiro trabalho, Pure Heroine, e ficou mundialmente conhecida por seu single “Royals”, com o qual ganhou dois Grammys com 17 anos.

Halsey (22 anos)

HalseyCom apenas 19 anos, Halsey lançou seu primeiro disco, Badlands, e em junho deste ano acaba de lançar o segundo, Hopeless Fountain Kingdom. Junto ao duo The Chainsmokers emplacou o hit “Closer” em primeiro lugar das paradas de diversos países e já abriu os shows das turnês do The Weeknd e Imagine Dragons em 2015.

Shawn Mendes (18 anos)

Shawn MendesEm 2013, Mendes começou a postar vídeos no aplicativo Vine e em 2014 conseguiu um contrato com a Island Records. Em 2015 lançou seu primeiro EP, Handwritten, e abriu diversos shows da turnê de Taylor Swift. Em setembro de 2016 lançou seu segundo disco, Illuminate, e em março de 2017 começou sua turnê. O cantor participará da sexta edição do Rock in Rio no Brasil.

Alessia Cara (20 anos)

Alessia CaraCom 13 anos a cantora canadense começou um canal no Youtube onde postava seus covers e em 2015 lançou seu primeiro single “Here”. Seu primeiro álbum, Know-It-All, foi lançado no mesmo ano. Em 2016 foi convidada a cantar “How Far I’ll Go” para o filme da Disney “Moana” e em 2017 colaborou com Zedd na música “Stay”.

Hailee Steinfeld (20 anos)

Hailee SteinfeldA cantora, que também é atriz e modelo, lançou uma versão cover da música “Flashlight” que cantou no filme Pitch Perfect 2. Logo em seguida lançou seu primeiro single “Love Myself” e em 2016 lançou “Starving” junto à Grey e Zedd. Em abril deste ano lançou o hit “Most Girls” e se espera vê-la em Pitch Perfect 3.

Astrid S (20 anos)

Astrid SAstrid Smeplass, nascida na Noruega, começou sua carreira com 16 anos quando participou da versão norueguesa de Pop Idol, onde acabou em quinto lugar. Em 2016 a cantora acompanhou Troye Sivan em sua turnê européia e em maio do mesmo ano lançou seu primeiro EP, Astrid S.

Julia Michaels (23 anos)

Julia MichaelsMichaels começou a cantar com apenas 12 anos e ao final da sua adolescência escreveu músicas para Demi Lovato e Fifth Harmony. Em 2016 veio ao Brasil para se apresentar junto a Kygo na cerimônia de encerramento das Olimpíadas e em 2017 lançou dois singles, “Issues” e “Uh Huh”.

James Arthur (29 anos)

James ArthurCantor e compositor britânico, venceu a nona temporada de The X Factor e em 2013 lançou seu primeiro disco, James Arthur, seguido de uma turnê. Em outubro de 2016 lançou seu segundo álbum, Back From The Edge, onde seu single “Say You Won’t Let Go” entrou para as paradas americanas e vendeu mais de um milhão de cópias no Reino Unido.  

James Bay (26 anos)

James BayApós lançar seu single “Hold Back The River”, o cantor britânico lançou seu primeiro álbum Chaos and The Calm, que ficou em primeiro lugar nas paradas britânicas e 15º nas paradas americanas. Em 2014 acompanhou Hozier em sua turnê, já se apresentou em um desfile da Burberry e também no festival Glastonburry.

Louisa Johnson (19 anos)

Louisa JohnsonVencedora da décima segunda temporada do The X Factor UK em 2015, a cantora pop está para lançar um álbum ainda este ano. Em outubro de 2016, Louisa lançou seu primeiro single “So Good” e, em março de 2017, lançou “Best Behaviour”, emplacando 13º e 48º lugar nas paradas britânicas respectivamente.

Ella Mai (22 anos)

Ella MaiEm 2014, Ella participou junto ao seu antigo trio Arize, da décima primeira edição do X Factor UK, onde não avançaram além da primeira fase. Após o ocorrido o trio se separou e Ella seguiu carreira solo, seguindo o gênero R&B. Desde fevereiro de 2016 lançou 3 EPs e seu próximo lançamento será seu álbum em estúdio.

Sigrid (20 anos)

SigridCantora norueguesa, lançou seu primeiro single “Don’t Kill My Vibe” após ter assinado com a Island Records em 2016. Em maio deste ano lançou seu primeiro EP com o mesmo nome de seu single.

Stefflon Don (25 anos)

Stefflon DonRapper britânica, já colaborou com Jeremih em sua música “Tight Nooki” e em junho de 2017, junto à Jax Jones e Demi Lovato, lançou o hit “Instruction”.

NAO (29 anos)

NAOCantora, produtora e compositora britânica, Neo Jessica Joshua já trabalhou com Disclosure e Stormzy e seu álbum For All We Know à levou a uma nomeação de Melhor Artista Britânica no Brit Awards. Seu som é descrito como soul, funk, eletrônico e R&B.

Ady Suleiman (24 anos)

Ady SuleimanBritânico, diz que sua música é inspirada pelo hip hop, blues, jazz, reggae, R&B e soul. Já lançou 3 EPs, Ady Suleiman, What’s the Score e This Is My EP.

Lucy Rose (27 anos)

Lucy RoseA cantora de folk inglesa deu início a sua paixão pela música tocando bateria e piano, e também postava vídeos no Youtube antes de assinar com a Columbia Records. Lançou seu primeiro álbum, Like I Used To, em 2012, e em 2015 lançou o seu segundo, Work It Out. Em julho deste ano espera-se pelo seu terceiro disco, Something’s Changing. Suas músicas já apareceram em diversas séries de TV como The Vampire Diaries, Skins e Girls.

First Aid Kit (24 e 26 anos)

First Aid KitA dupla sueca de folk composta por duas irmãs, Klara e Johanna, ficou famosa depois de postar um vídeo no Youtube fazendo um cover da banda Fleet Foxes. Desde então, já lançaram 3 álbuns, 2 EPs e diversos singles.

Broods (22 e 24 anos)

BroodsOs irmãos Georgia e Caleb da Nova Zelândia estouraram após o single “Bridges”, que emplacou o oitavo lugar nas paradas do país. Já lançaram dois álbuns e um EP e acompanharam Ellie Goulding, Sam Smith e HAIM em suas turnês.

Glass Animals (25 à 28 anos)

Glass AnimalsA banda inglesa, composta por Dave Bayley, Drew MacFarlane, Edmund Irwin-Singer e Joe Seaward vem fazendo sucesso entre diversos festivais ao redor do mundo e lotando seus shows. Seu primeiro álbum, ZABA, foi lançado em 2014, e o segundo, How To Be a Human Being, em 2016.

London Grammar (27, 26 e 27 anos)

London GrammarO trio britânico se uniu em 2009 durante a faculdade e já lançou dois álbuns, um deles sendo em junho deste ano. Já trabalharam com Disclosure e tiveram sua música “Hey Now” usada para uma das campanhas da Dior.

Bea Miller (18 anos)

Bea MillerA cantora americana acabou em 9º lugar na segunda temporada do The X Factor US e assinou com a SyCo Music e Hollywood Records em seguida. Em 2014 lançou seu primeiro EP Young Blood e em 2017 deu início a um projeto de 3 EPs, lançando chapter one: blue, chapter two: red e espera-se, para agosto, o lançamento do terceiro, chamado chapter three: yellow.

Noah Cyrus (17 anos)

Noah CyrusCantora e atriz, Noah vem de uma família de músicos e já lançou dois hits em 2017, “Stay Together” e “I’m Stuck”. Já trabalhou com Labrinth e o Dj Marshmello e já apareceu diversas vezes em seriados da Disney.

Tori Kelly (24 anos)

Tori KellyTori começou sua carreira postando vídeos no Youtube aos 14 anos e com 16 participou do American Idol, porém foi eliminada. Em 2012 lançou seu primeiro EP e em seguida assinou com a Capitol Records. Seu segundo EP veio em 2013 e seu primeiro álbum, Unbreakable Smile, em 2015. Tory foi nomeada ao Grammy em 2016 na categoria Best New Artist.

James Blake (28 anos)

James BlakeCantor, compositor e produtor britânico, Blake já trabalhou com diversos artistas como Beyoncé, Justin Vernon (Bon Iver) e Kanye West. Possui 6 EPs e 3 álbuns e já foi indicado ao Grammy duas vezes.

Iggy Azalea (27 anos)

Iggy AzaleaRapper australiana, mudou-se para os Estados Unidos com 16 anos para tentar uma carreira na música e ganhou atenção após postar vídeos no Youtube, fechando contrato com a gravadora do rapper T.I. Em 2014 lançou seu primeiro álbum, The New Classic, e em 2017 irá lançar o segundo, Digital Distortion. Azalea já abriu a turnê de artistas como Beyoncé, Rita Ora e Tyga.

Alina Baraz (23 anos)

Alina BarazA cantora americana ganhou espaço na indústria após produzir, junto ao produtor Galimatias, seu EP Urban Flora, contendo hits como “Fantasy” e “Make You Feel”. Começou sua carreira postando suas músicas no Soundclound, trabalhou com Khalid e recentemente entrou em turnê do seu EP. Espera-se que logo a cantora irá lançar um álbum completo.

G-Eazy (28 anos)

G-EazyRapper e produtor, começou a produzir músicas ainda na faculdade e teve oportunidades de abrir os shows de Lil Wayne e Snoop Dog logo no início de sua carreira. Em 2014 lançou seu primeiro álbum, These Things Happen, e se apresentou em diversos festivais de música. Seu próximo álbum será lançado ainda este ano.

Zara Larsson (19 anos)

Zara LarssonCantora e compositora sueca, venceu o show de talentos Talang com apenas 10 anos. Em 2013 lançou seu primeiro EP Introducing e em março de 2017 lançou seu álbum internacional So Good. Sua música “Never Forget You” emplacou a 13º posição no Billboard Hot 100.

Confira esses artistas em nossa playlist:

EntretenimentoMúsica

Você pode até não acreditar no amor, mas vai se emocionar com esses clipes

by Karla Wunsch0

Screen-Shot-2017-06-09-at-17.19.18-960x660.png

clipe-romantico-gimme-all-your-love

Ok, junho pode ser um pouco chato. Faz frio em parte do país e a primeira quinzena inteira tenta de convencer de que é preciso estar em um relacionamento. Mas, não é bem assim, você não precisa de nada. Ainda que amor é muito bom, né? (e junho tem quentão e paçoca)

De qualquer forma, separei alguns videoclipes pra encher seu coração solteiro, casado ou enrolado de emoção, muita emoção.

Gimme all your love – Alabama Shakes

Acho que só a voz da vocalista Brittany Howard já dá vontade de chorar. Ô vozeirão, né? Diz ela que muito se inspirou na mãe esquecida do rock Sister Rosetta Tharpe. Voltando ao clipe, ele conta a história de um amor na terceira ideia. Me lembrou esse relato da Isabel Allende, que se apaixonou as 75 anos.

 

Our Deal – Best Coast

Esse vídeo foi dirigido pela Drew Barrymore e conta com a atuação da Chloë Moretz e Miranda Cosgrove. Por isso já dá pra sacar que se trata de um romance adolescente, spoiler alert: quando termina bate uma tristezinha.

Curiosidade: Além desse curta de 2011, Drew, dirigiu um filme: Garota Fantástica e um documentário para TV sobre eleições presidenciais.

gif (23)

 

Oh Wonder – Livewire

Várias fases de um relacionamento amoroso são retratados aqui, inclusive quando não existe mais. Mostrar viúvos e viúvas com saudade é um golpe que parece sempre dar certo, né? Inclusive váaarias propagandas de final de ano fazem isso para nos fazer correr pegar o papel higiênico.

 

Edward Sharpe & the Magnetic Zeros – That’s What’s Up

Por último, e talvez mais importante, esse vídeo fofo com duas crianças. Elas fazem o papel de um casal que anda meio distante, em crise conjugal. É ótimo como ele conta uma história, com legenda e tudo e dá um alfinetada em pessoas alternativas-blasé.

 

Lembra de mais algum? É só comentar aqui. Enquanto isso, vem curtir uma playlist que é puro amor.

ArtistasEntretenimentoMúsica

10 anos depois | 2007 – Uma odisseia Indie

by Pedro Bertoletti0

The-Killers-960x744.jpg

Em meio a efervescência da música indie, o ano de 2007 se apresentava carregado de artistas da cena alternativa que alcançavam o mainstream.

Integrantes da banda The Strokes
Banda The Strokes

O desenvolvimento do movimento musical se dá, principalmente, a partir de bandas surgidas ainda no final dos anos 90, como The Libertines, aqui em Londres, e The Strokes, em Nova York, trazendo, assim, sustentação para o que seriam os primeiros anos do novo milênio.

Nos clubs, nas rádios e mp3 players as novidades não demoravam mais a chegar. A internet já atuava como interlocutora e facilmente ouvia-se novas bandas, fossem elas escandinavas. O Brasil passava a ser rota de shows, e frequentes festivais faziam com que 2007 viesse a ser marcado como um ano memorável musicalmente.

LCD Soundsystem, com novas faixas lançadas recentemente, se desenhava como uma das maravilhas do mundo moderno ao lado de artistas como M.I.A. e Amy Winehouse, que ainda estava por aqui e em seu auge. The Killers, Arcade Fire, Kaiser Chiefs eram apenas algumas das bandas que faziam o indie rock girar o mundo, Justice um dos nomes que agitava a cena eletrônica, enquanto MGMT trazia uma nova leitura à psicodelia. O new rave e seus adeptos, como os Klaxons, embalavam as pistas. Enfim, um ano de clássicos indiscutíveis como Make It Wit Chu de Queens of the Stone Age.

Banda The Killers
Banda The Killers

Agora, dez anos depois, resolvemos mapear, em uma playlist, as músicas que não podem ser esquecidas, e que fizeram daquele um dos principais anos na primeira década dos anos 2000. Faça essa viagem, sinta-se velho, nostálgico ou apenas tome conhecimento de diversos hits que já podem ser considerados clássicos de uma geração.

ComportamentoEntretenimentoMúsica

Summer of Love – Os 50 anos do verão hippie de 67

by Pedro Bertoletti0

Summer-of-Love-960x576.jpg

Há 50 anos São Francisco se tornava o epicentro do movimento hippie. No verão de 1967, o distrito de Haight-Ashbury era a meca de aproximadamente 100 mil jovens.

Summer of Love em São Francisco 1967
Summer of Love 1967

Haight-Ashbury não estava preparada para aquele verão quando viu suas ruas serem tomadas por jovens de flores nos cabelos e ideias que contestavam o status quo. Embebidos pelos ideais de liberdade da geração beat, criaram um movimento principalmente cultural e político.

Os Beats, ainda na década de 50, habitavam a região de North Beach, onde os baixos custos de aluguel prestaram serviço a efervescência cultural que ali se instaurava. Quebrando as regras de comportamento, a partir de um estilo de vida marginal, liderados por Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Borroughs, escreviam, sob o ponto de vista subcultural, com fluidez, sobre drogas, contestação e um mundo novo de experimentação. Quando nos anos 60, muitos dos novos beatniks, transferiram-se para a região que viria a ser o centro dos novos acontecimentos, Michael Fallon, jornalista americano, surge com o termo hippie. O movimento que botaria em alerta o até então estabelecido american way of life.

If you’re going to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair – John Phillips

Movidos pelas intenções de mudança e como combustível a oposição à guerra, permeavam formas alternativas de estilos de vida e, embora um movimento comportamental, seus reflexos se deram na música, na expressão criativa e política, liberdade sexual e o consumo de drogas psicodélicas. Seguiam preceitos do paganismo, filosofias orientais e buscavam a expansão da consciência em prol do coletivo e de um universo harmônico de paz e amor.

Os acontecimentos tiveram início, na verdade, no inverno do mesmo ano, onde muitos protestaram em oposição a Guerra do Vietnã. Uma reunião entre várias tribos junto ao Golden Gate Park parecia criar o ponto de confluência que levava ao estopim o desconforto e descontentamento com a posição política atual. Estudantes se aglomeravam ao som de bandas como Jefferson Airplane, ao lado de poetas gurus como Lawrence Ferlinghetti e Ginsberg.

Contornos do movimento se davam em diversas regiões dos Estados Unidos. Em abril, Nova York viu a passeata pela paz, até então, uma das maiores manifestações populares, com centenas de milhares de pessoas, dando indícios do que viria a ser o verão na costa oeste.

Com a chegada do verão, São Francisco então ganha o status de marco zero hippie. Reduto de artistas como Grateful Dead, Janis Joplin e Jimi Hendrix que habitaram o famoso distrito, além de outros que por lá circulavam como George Harrison. Pelo The Fillmore, famoso por concertos históricos, além de Hendrix, naquele verão circularam banda como The Byrds, The Doors, Pink Floyd.

Residência da banda Grateful Dead em São Francisco 1967
Residência da banda Grateful Dead(1967) – 710 Ashbury St, São Francisco

A música culminou com o Festival de Monterey, onde, mais uma vez, Hendrix fez história, quando dando início a turnê Americana coloca fogo em sua guitarra. Além de shows de The Who, Otis Redding, Big Brother and the Holding Company com nada menos que Janis Joplin. Por lá também circulavam figuras como Brian Jones, famoso por seus excessos e genialidade nos The Rolling Stones.

Jimi Hendrix queimando a guitarra no festival de Monterey
Jimi Hendrix – Festival de Monterey(1967)

Fazendo uso de suas doutrinas, os jovens aplicavam seu trabalho criando serviços a comunidade como clínicas de saúde gratuita, lidando além de tantas doenças, com a dependência química. Programas de limpeza das ruas do distrito e centros de distribuição de alimentos livres. Alguns desses trabalhos, décadas depois, ainda servem a região.

O ano de 67 veio a se tornar um importante momento da década de 60, onde o movimento de contracultura hippie dava forma a diferentes campos. Na música o mais representativo dos discos talvez venha a ser Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band dos Beatles, abrindo caminho para um universo de experimentações sonoras que vieram a seguir, com Pink Floyd e o genial Syd Barrett, Cream e Eric Clapton. Desenhavam em seus riffs de guitarras, uso de harmonias orquestradas e extensas faixas carregadas de trechos instrumentais, uma viagem transcendental para além dos limites do que já havia sido feito. O rock passava a se introduzir de vez no campo da arte.

Capa do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles
Icônica capa do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – The Beatles

O mundo apenas começava a conhecer artistas como Creedence Clearwater Revival, David Bowie e The Velvet Underground e a famosa revista de música e comportamento, Rolling Stone, trazia sua primeira publicação. O Brasil conhecia o Tropicalismo.

A juventude estava mudando e, com ela, o mundo ia se alterando e ganhando diferentes cores. Na moda os tons pastéis eram substituídos pelas experimentações em estampas com designers como Birgitta Bjerke. E nas artes gráficas Rick Griffin, Alton Kelley, Stanley Mouse entre tantos nomes traduziam a psicodelia em imagem.

Quando aquele verão finalmente teve fim, foi encenado o evento conhecido como ‘A morte do Hippie’. O mundo havia mudado. As fortes influências do fenômeno social que tomaram conta de Haight-Ashbury, na verdade, faziam parte agora de um turbilhão de novas ideias. A guerra ainda se estendeu, o mundo ainda veria Woodstock, mas a chama que lá foi acesa, ainda pode ser vista de diferentes formas na nossa sociedade. Assuntos como identidade de gênero, sexualidade, individualismo, racismo, pobreza, meio ambiente, o consumo de orgânicos, oposição ao consumo excessivo, incentivo ao consumo de designers e artesões locais, tudo nos cheira tão fresco.

A urgência pelas mudanças ainda continua sendo um desafio que nos permeia corriqueiramente e, assim continuamos, 50 anos depois, em busca da criação, talvez não tão utópica, de um novo paradigma político-social.

Para comemorar, uma série de eventos acontece esse ano na cidade e você pode conferir um pouco mais aqui. E se você quer ouvir mais da música daquela década é só dar play na nossa playlist: