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ComportamentoMúsica

Por que os millenials estão desistindo das baladas?

by Karla Wunsch

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O termo discoteca foi inventado no final dos anos 40, pelo cineasta Roger Vadim. Na verdade era discothèque, já que tudo se popularizou na França. Essas festas eram alternativa para quem queria dançar, mas não tinha dinheiro para ir a shows ao vivo.

Assim era uma balada nos anos 40, música ao vivo, longos e ternos.
Assim era uma balada nos anos 40, música ao vivo, longos e ternos.

Hoje, o público que sai de casa pra dançar diminuiu. Os millennials, nascidos entre 1983 e 2002, parecem não estar tão interessados nas casas noturnas e os velhos formatos de diversão

Segundo um estudo do Nightlife Association, na última década os Estados Unidos tiveram 10 mil bares e casas noturnas a menos. Na Inglaterra, quase metade desapareceu, incluindo casas famosas. Em São Paulo a diminuição foi de 15% de 2012 a 2015. Mesmo se você quiser culpar a crise econômica mundial, uma coisa é verdade necessidade de se divertir nunca some. Então porque as casas noturnas não estão mais tão em alta?

A primeira resposta pode vir do seu auge.

Antes de ser meme, John Travolta marcou o auge do Disco nos anos 1970, com suas danças na telas de cinema. Também nessa época, o famoso Clube Studio 54 bombava em Nova Iorque. Lá, figuras como Chuck Berry, Grace Jones, Diana Ross e Andy Warhol iam se divertir – o que aparentemente significava: dançar, mas também usar muita droga. Cocaína estava no topo da lista.

A volta do cavalos na pista, agora em forma de máscara. Registro de 2017. @ Kitschnet, RJ
Bianca Jagger entrou na pista cavalgando. Cavalo Branco também é um apelido conhecido para cocaína.

Pulando alguns anos de pistas cheias com novas trilhas, hoje especula-se o declínio dessa época.

Como nossos pais, jamais!

O uso de drogas mudou. Cocaína e maconha, estão presentes há alguns anos, são menos usadas hoje do que nas duas gerações anteriores (Baby Boomers e Geração X), muitos indicam uma reação dos filhos ao ver pais enfrentando problemas com drogas. Em troca, o que cresceu foi o uso de remédios analgésicos, segundo drugabuse.com. (Lembrando que o álcool não está na lista deste estudo americano, mas está presente entre mais de 40% dos jovens que vão pra balada em São Paulo e 18% no Brasil. Além disso, não se pode esquecer das drogas sintéticas.)

A volta do cavalos na pista, agora em forma de máscara. Registro de 2017. @ Kitschnet, RJ

Com tanto remédio, pode ser que estejamos mais apáticos ou menos sociáveis, inclusive existe uma possível diminuição de interesse por sexo. E, para os que se interessam não é preciso deixar o sofá pra tentar algo, o Tinder e o Happen estão aí pra ver as opções.

Nos meus ouvidos quem manda sou eu

Os avanços dos algorítimos nos ajudam cada vez mais a receber o que queremos na hora em que queremos. Os posts no Facebook, as playlists certas no Superplayer. E isso não é novo: antes a gente gravava em fitas K7 para poder ouvir o que queríamos, agora não tem mais espera. É mais fácil. Mas no universo fora do digital, a experiência ainda não é a mesma. Por isso, nem sempre se submeter a um DJ e seus gostos pode ser a ideia mais atraente, até porque existem outras opções, bem no celular ou computador.

Egotrip x Socialização

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Foto da foto na festa: Selfie Block Party

Esse costume de receber só o que se gosta acaba deixando a gente mais voltado para nós mesmos e nossos grupos. Selfies e compartilhamento do dia a dia podem criar espectadores com Medo de Perder Algo (FOMO), um sentimento que pode paralisar: é como se na dúvida do que escolher fazer, acabar não fazendo nada. Um dado deste ano mostra que 5,8% da população sofre de depressão no Brasil e estima-se que 9,3% têm transtornos ligados à ansiedade, colocando o país na quinta posição mundial.

Estou finalizando, calminha aí.

As hipóteses são muitas e vão além do que foi citado aqui. O fator medo, por exemplo, também está presente. Além do perigo na entrada ou saída tem o que pode acontecer dentro da própria festa. Por exemplo, em São Paulo, 11.5% alegam ter sofrido algum tipo de agressão sexual, de acordo com estudo. E, média, uma vez por semana pessoas procuraram ou foram encaminhadas à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) para registrar crime de homofobia. “Festinha em casa com os amigos e a playlist que escolhemos parece mais de boas.” Atire a primeira pedra quem nunca pensou isso.

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Ainda que tenha inúmeros fãs, o formato balada pode não fazer mais taaanto sentido com as mudanças comportamentais. O que não significa seu fim. Em coexistência com essa baixa, vem a força os mega festivais (a volta do ao vivo como lá no começo do texto?): Lollapalloza, Coachella e mais. O importante é saber que não é porque as coisas são diferentes é que são piores. A consciência com as drogas está mais presente, a possibilidade de ouvir o que você quiser em qualquer hora do dia são ganhos dessa geração. Já a vontade de ser feliz e se divertir com música é algo presente independente da década.

Mais informações:

 

http://www.monitoringthefuture.org/pressreleases/15drugpr_complete.pdf

ComportamentoMúsicaTecnologia

A morte do mp3 – O vinil e o consumo de música

by Pedro Bertoletti

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O encerramento do programa de licenciamento de patentes de mp3 foi anunciado pelo instituto alemão recentemente.

No final dos anos 80, Fraunhofer Circuitos Integrados, instituição de pesquisa alemã, desenvolveu o formato que viríamos a carregar dentro de nossos, desculpa a redundância, mp3 players por muitos anos. Abandonamos Walkmans e Discmans, volumosos, e entramos em um universo prático de pequenos dispositivos que possuíam e, ainda estão por aí, possuem a capacidade de armazenar centenas de milhares de faixas dos seus artistas favoritos.

Mp3 Player

O fim da linha para o mp3 se dá, devido ao surgimento de outros formatos que desempenham uma melhor compactação de arquivo, como o ACC (Advanced Audio Coding), mais eficiente e com maiores funcionalidades, criado, também, com o auxílio da mesma organização.

Deixando a deriva cds, vinis, cassetes, o mp3 surgiu e tornou fácil o compartilhamento e armazenamento de arquivos, mudando o mercado da música, porém, nos últimos anos, com o crescimento do streaming e a busca por uma melhor qualidade da compactação de áudio, além das constantes mudanças de comportamento na maneira como se consome música e o olhar atento nos movimentos dos parceiros de mercado, foi decidido encerrar um ciclo. Movimento benéfico que ajuda no desenvolvimento de novos padrões ampliando a qualidade de como ouvimos música.

Em outra instância, sobe cada vez mais o consumo nostálgico de vinil e, mais recentemente, de fitas cassetes. No final do ano passado, pela primeira vez, no Reino Unido, a venda de álbuns em vinil superou os downloads digitais. Além disso, as receitas de vinil renderam mais lucro para artistas do Reino Unido do que o arrecadado com o YouTube.

Incentivados por datas que impulsionam o mercado fonográfico como o Record Store Day, no mês passado, segundo a Nielsen Music, foram comercializados 574.000 vinis em uma semana.

Loja Rough Trade no Brick Lane em Londres
Rough Trade (Brick Lane – Londres)

Nos últimos meses e semanas, discos de artistas como Rag’n’Bone Man, Kasabian, Harry Styles estão em ascensão, além de clássicos em venda como os londrinos David Bowie e Amy Winehouse que vêm sempre figurando no topo.

Embora ainda exista a busca pelo produto físico, praticamente todo disco adquirido, na terra da rainha, está sendo feito via internet, ou seja, mesmo que se tenha certa relação afetiva com o conteúdo material, os consumidores deixam as lojas de rua com míseros 7% do faturamento.

Capa do álbum Human do artista Rag'n'Bone Man
Rag’n’Bone Man – Human (fenômeno de vendas em vinil no Reino Unido)

Enquanto no Brasil, os altos valores cobrados pelos vinis parecem ainda segurar essa fatia do mercado e desencorajar o consumidor, reduzindo a poucos a possibilidade de adquirir aquele álbum do momento, ou, reedições fantásticas de artistas brasileiros, caso de Clube da Esquina 1 e 2. Ainda assim muito tem se investido, além da Polysom, nosso país conta com a Vinil Brasil, que tem uma história muito bacana, trazendo de volta a vida, de um ferro velho, prensas que pertenciam a antiga Continental.

Famosa capa do vinil Clube da Esquina
Vinil Clube da Esquina (1972)

Serviços de streaming estão numa crescente em escala global e parecem servir, em partes, como um campo de experimentações. No que diz respeito a Europa, muitos entendem como um movimento compartilhado, onde o streaming serve como um incentivo para o consumo dos formatos físicos.

Usamos nossos celulares para ouvir música, ambientar nossos momentos com trilhas sonoras ou mesmo descobrir novos artistas através de aplicativos. Em casos como o Superplayer, você pode ter acesso ao conteúdo online e offline, confira aqui para saber mais, e sair por aí com nossas playlists e seus artistas favoritos.

Seja qual for a forma, o importante é que a gente siga apoiando artistas e fazendo da nossa vida mais musical.

ComportamentoEntretenimentoMúsica

Summer of Love – Os 50 anos do verão hippie de 67

by Pedro Bertoletti

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Há 50 anos São Francisco se tornava o epicentro do movimento hippie. No verão de 1967, o distrito de Haight-Ashbury era a meca de aproximadamente 100 mil jovens.

Summer of Love em São Francisco 1967
Summer of Love 1967

Haight-Ashbury não estava preparada para aquele verão quando viu suas ruas serem tomadas por jovens de flores nos cabelos e ideias que contestavam o status quo. Embebidos pelos ideais de liberdade da geração beat, criaram um movimento principalmente cultural e político.

Os Beats, ainda na década de 50, habitavam a região de North Beach, onde os baixos custos de aluguel prestaram serviço a efervescência cultural que ali se instaurava. Quebrando as regras de comportamento, a partir de um estilo de vida marginal, liderados por Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Borroughs, escreviam, sob o ponto de vista subcultural, com fluidez, sobre drogas, contestação e um mundo novo de experimentação. Quando nos anos 60, muitos dos novos beatniks, transferiram-se para a região que viria a ser o centro dos novos acontecimentos, Michael Fallon, jornalista americano, surge com o termo hippie. O movimento que botaria em alerta o até então estabelecido american way of life.

If you’re going to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair – John Phillips

Movidos pelas intenções de mudança e como combustível a oposição à guerra, permeavam formas alternativas de estilos de vida e, embora um movimento comportamental, seus reflexos se deram na música, na expressão criativa e política, liberdade sexual e o consumo de drogas psicodélicas. Seguiam preceitos do paganismo, filosofias orientais e buscavam a expansão da consciência em prol do coletivo e de um universo harmônico de paz e amor.

Os acontecimentos tiveram início, na verdade, no inverno do mesmo ano, onde muitos protestaram em oposição a Guerra do Vietnã. Uma reunião entre várias tribos junto ao Golden Gate Park parecia criar o ponto de confluência que levava ao estopim o desconforto e descontentamento com a posição política atual. Estudantes se aglomeravam ao som de bandas como Jefferson Airplane, ao lado de poetas gurus como Lawrence Ferlinghetti e Ginsberg.

Contornos do movimento se davam em diversas regiões dos Estados Unidos. Em abril, Nova York viu a passeata pela paz, até então, uma das maiores manifestações populares, com centenas de milhares de pessoas, dando indícios do que viria a ser o verão na costa oeste.

Com a chegada do verão, São Francisco então ganha o status de marco zero hippie. Reduto de artistas como Grateful Dead, Janis Joplin e Jimi Hendrix que habitaram o famoso distrito, além de outros que por lá circulavam como George Harrison. Pelo The Fillmore, famoso por concertos históricos, além de Hendrix, naquele verão circularam banda como The Byrds, The Doors, Pink Floyd.

Residência da banda Grateful Dead em São Francisco 1967
Residência da banda Grateful Dead(1967) – 710 Ashbury St, São Francisco

A música culminou com o Festival de Monterey, onde, mais uma vez, Hendrix fez história, quando dando início a turnê Americana coloca fogo em sua guitarra. Além de shows de The Who, Otis Redding, Big Brother and the Holding Company com nada menos que Janis Joplin. Por lá também circulavam figuras como Brian Jones, famoso por seus excessos e genialidade nos The Rolling Stones.

Jimi Hendrix queimando a guitarra no festival de Monterey
Jimi Hendrix – Festival de Monterey(1967)

Fazendo uso de suas doutrinas, os jovens aplicavam seu trabalho criando serviços a comunidade como clínicas de saúde gratuita, lidando além de tantas doenças, com a dependência química. Programas de limpeza das ruas do distrito e centros de distribuição de alimentos livres. Alguns desses trabalhos, décadas depois, ainda servem a região.

O ano de 67 veio a se tornar um importante momento da década de 60, onde o movimento de contracultura hippie dava forma a diferentes campos. Na música o mais representativo dos discos talvez venha a ser Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band dos Beatles, abrindo caminho para um universo de experimentações sonoras que vieram a seguir, com Pink Floyd e o genial Syd Barrett, Cream e Eric Clapton. Desenhavam em seus riffs de guitarras, uso de harmonias orquestradas e extensas faixas carregadas de trechos instrumentais, uma viagem transcendental para além dos limites do que já havia sido feito. O rock passava a se introduzir de vez no campo da arte.

Capa do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles
Icônica capa do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – The Beatles

O mundo apenas começava a conhecer artistas como Creedence Clearwater Revival, David Bowie e The Velvet Underground e a famosa revista de música e comportamento, Rolling Stone, trazia sua primeira publicação. O Brasil conhecia o Tropicalismo.

A juventude estava mudando e, com ela, o mundo ia se alterando e ganhando diferentes cores. Na moda os tons pastéis eram substituídos pelas experimentações em estampas com designers como Birgitta Bjerke. E nas artes gráficas Rick Griffin, Alton Kelley, Stanley Mouse entre tantos nomes traduziam a psicodelia em imagem.

Quando aquele verão finalmente teve fim, foi encenado o evento conhecido como ‘A morte do Hippie’. O mundo havia mudado. As fortes influências do fenômeno social que tomaram conta de Haight-Ashbury, na verdade, faziam parte agora de um turbilhão de novas ideias. A guerra ainda se estendeu, o mundo ainda veria Woodstock, mas a chama que lá foi acesa, ainda pode ser vista de diferentes formas na nossa sociedade. Assuntos como identidade de gênero, sexualidade, individualismo, racismo, pobreza, meio ambiente, o consumo de orgânicos, oposição ao consumo excessivo, incentivo ao consumo de designers e artesões locais, tudo nos cheira tão fresco.

A urgência pelas mudanças ainda continua sendo um desafio que nos permeia corriqueiramente e, assim continuamos, 50 anos depois, em busca da criação, talvez não tão utópica, de um novo paradigma político-social.

Para comemorar, uma série de eventos acontece esse ano na cidade e você pode conferir um pouco mais aqui. E se você quer ouvir mais da música daquela década é só dar play na nossa playlist:

ComportamentoLançamentoMúsica

I Hate Flash, #365nus e o universo de Fernando Schlaepfer

by Pedro Bertoletti

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Fernando Schlaepfer é um carioca ligado em uma potência invejável, uma daquelas figuras a ser estudadas. Se você acompanha ou já acompanhou o cara nas redes, sabe do que estou falando. Fundador do I Hate Flash, precisa lidar com os cliques para marcas, produções de festas, projetos autorais de fotografia, palestras, workshops, caçar festivais pelo mundo e ainda por cima atacar de DJ por aí. Com o I Hate Flash já cobriu festivais como Burning Man, Coachella e eles vêm fazendo a cobertura oficial do Lollapalooza Brasil e Rock in Rio.

Fernando Schlaepfer no Burning Man em 2016
Fernando Schlaepfer – Burning Man 2016

Nos conhecemos de longa data, dividimos as cabines de algumas festas e já fui clicado pelo cara em bons e maus momentos. Na semana passada tivemos um bate papo sobre música, moda, fotografia, projetos autorais e algumas histórias inusitadas com Diplo e Skrillex.

Para começar, como curador musical, precisei perguntar se ele estava ouvindo algo enquanto nos respondia e a resposta veio de imediato, “Como deve suspeitar pela data da entrevista, a resposta não pode ser diferente: Damn!, vulgo “o novo do Kendrick“.

O I Hate Flash tem produzido tanta coisa bacana que fica difícil alguém ainda não ter ouvido falar. Com um início despretensioso, como o próprio diz “uma válvula de escape, desculpa para criar mais na fotografia”, ele conseguiu construir uma marca de valor dentro de um seguimento que até então era de fotógrafos que não “conversavam” com a mesma linguagem dos meios em que se inseriam. Na época não existia, como chamou, a “cena” de fotografia, ninguém vinha fazendo um registro real, uma cobertura curada por alguém que pertencesse ao meio, que tivesse uma relação estreita com o que estava sendo fotografado.

No máximo tinha um tiozinho falando “oi, boa noite, posso fazer uma foto de vocês? Toma aqui meu cartão, assina aqui esse termo, pega sua foto lá no site-alguma-coisa-universitaria…”

A partir disso, enxergando essa lacuna, viu as coisas acontecerem muito rápido, passou a ser procurado para fazer registros de baladas, shows, exposições, festivais, e assim continua. “No primeiro ano eu já chamei mais 3 amigos fotógrafos pra me ajudarem naqueles registros, depois mais 5, depois mais 10, depois (…). Hoje somos 33 entre fotógrafos e videomakers, além dos setores de atendimento, financeiro, produção e coordenação de mídias sociais.”

Não tem fórmula mágica, a gente só consegue se dedicar tanto, estar em tantos lugares ao mesmo tempo, virar noite trabalhando e ainda sair com um sorriso no rosto por estar fazendo aquilo com tesão.

Quando estava na faculdade de comunicação visual e estagiava com fotografia e manipulação na SeagullsFly, se via frustrado por estar fotografando “apenas burocraticamente”, apesar do aprendizado, tinha um envolvimento muito ligado a parte técnica como fotografar produtos pensando apenas nas necessidades do mercado de consumo “faz uma foto dessa garrafa de Coca-Cola com uma tele pra não deformar, e iluminação neutra pra ficar mais fácil de transformar em 3D”.  Assim, viu a necessidade de inventar algo que fosse seu território para criar com maior liberdade. Sobrecarregado durante a semana, devido a faculdade e a vida de estagiário, via no curto tempo dos finais de semana a dificuldade de fazer tudo que tinha em mente, ele conta, “passei a levar minha máquina pra tudo que fazia nesse tempo livre, e registrava cada role de skate, cada show que minha banda tocava, cada festa/ festival que eu ia, etc.”

Definitivamente, Fernando não achava que poderia tomar essa proporção.

Equipe I Hate Flash no Lollapalooza Brasil 2017
Equipe I Hate Flash, Lollapalooza Brasil 2017

Como diferencial, vê o que muitos colocavam como um erro primário, seu trunfo com o I Hate Flash: parcialidade. A gente se assumir parcial é algo muito negativo em um primeiro momento, já que as pessoas tendem a rotular tudo e muitas vezes nos colocam na caixinha do fotojornalismo – onde imparcialidade é regra. Mas acaba que a gente falando abertamente que só fotografamos aquilo que curtimos, temos um benefício duplo: o IHF se tornar um formador de opinião em termos de movimentação cultural, e de fato valer ter um “selo I Hate Flash de qualidade” em seja lá qual conteúdo estejamos fotografando, além de manter sempre os criadores de conteúdo empolgados. Não tem fórmula mágica, a gente só consegue se dedicar tanto, estar em tantos lugares ao mesmo tempo, virar noite trabalhando e ainda sair com um sorriso no rosto por estar fazendo aquilo com tesão.”

Apesar de ter conseguido com o IHF o meio para suas criações, hoje faz muitos trabalhos ligados a marcas, porém, quando procurados, elas estão interessadas em se aproximar da identidade dos caras. Ok, já aconteceram situações absurdas onde queriam nos usar para vender coisas completamente sem sentido. Mas negamos sem cerimônia haha”.

Foto de Fernando Schlaepfer para Vogue Brasil
Foto publicitária para Vogue Brasil (Fernando Schlaepfer)

Apaixonado pelo que faz, gosta de lidar com exercícios criativos, ao invés de clicar somente seu meio, sua zona de conforto, como marcas de tênis que se identifica, roupas ou bebidas onde, teoricamente, cria com menos esforço, vê, em fotografar algo onde não é necessariamente o público alvo, a possibilidade de vivenciar diferentes nichos:

“(Eu curto) fotografar algo onde eu não necessariamente seja o público-alvo – tipo uma marca de moda feminina – me faz criar um personagem e ter que entrar nele, entender as motivações, os desejos, de que forma comunicar uma ideia que seja atraente pra esse universo que não necessariamente é o meu…”

Embora, quando se fale de I Hate Flash, provavelmente remeta a você eventos de música, comenta que nunca buscou associar fotografia e música, as coisas sempre se deram muito naturalmente. Brinca que precisaria formar uma barreira para desassociá-las, pois sempre esteve presente, de formas óbvias como fotografando shows, ou, de maneiras indiretas, em lookbooks em estúdio, onde é indispensável, salientou, que se tenha uma trilha sonora.


OS FESTIVAIS E O SEU LADO COMO DJ

Lollapalooza Brasil 2016
Lollapalooza Brasil 2016 (Fernando Schlaepfer)

Com o I Hate Flash, já teve a oportunidade de girar por muitos festivais no Brasil e no mundo. A lista vai do Summer Sonic em Tóquio ao Reading na Inglaterra, passa por suas presenças em Coachellas(EUA), que quando não cobre, pode ter certeza que algum de seus parceiros está lá, Burning Man, na famosa e efêmera Black Rock City no deserto de Nevada, também nos Estados Unidos, Primavera Sound e Sónar em Barcelona, além de todas as edições de Rock in Rio e Lollapalooza Brasil desde que começou com o projeto. Embora esteja presente em tantos festivais, raramente tem a oportunidade de assistir muitos shows. A maratona de cobertura é bastante sacrificante:

É bem raro a gente poder ver um show inteiro nos festivais, com exceção dos headliners – pelo menos nos que estamos como cobertura oficial. Durante o dia inteiro é uma correria sem fim, porque temos que fazer as fotos logo depois das 3 primeiras músicas (dependendo do artista, na primeira!), volta pra sala de imprensa, edita, entrega, corre pro próximo show, fotografa, volta (…) Os headliners são exceção porque como são os últimos shows de cada dia, rola de concluir a entrega e assistir o restante do show. Claro que uma vez ou outra a gente se organiza, quando tem alguma banda menor que é a banda que sempre sonhamos em ver, então dá pra pular o almoço pra ficar assistindo, por exemplo hahaha”

Arcade Fire no Lollapalooza Brasil 2014 fotografado por Fernando Schlaepfer
Arcade Fire – Lollapalooza Brasil 2014 (Fernando Schlaepfer)

No que se trata de balada, o repertório de histórias que tem pra contar valeria um post, mas com certeza entre as que não podemos deixar de fora são seus reincidentes encontros com Diplo e Skrillex. A primeira vez, ele nos conta, foi no Avrão, no morro do Vidigal. Já havia discotecado com Diplo, também no Rio, em outra oportunidade, mas não com a dupla.

“Só cumprimentei o Skrillex de longe e achei que ele ia ficar lá isoladão inacessível no camarim. Só que porra nenhuma, ele veio, puxou assunto, perguntou o que eu tocaria, e quando contei que meu set seria 100% de tracks e/ou produtores brasileiros, ele ficou curioso e disse que ficaria lá pra ver. Achei que era papo, mas quando terminei de tocar (umas 6 da manhã) ele realmente ainda tava lá e veio falar que curtiu, perguntou sobre algumas músicas mas eu não consegui entender quais eram exatamente (gringo tentando reproduzir o que ouviu em português é uma desgraça né), enfim, achei bem maneiro.”

Skrillex e o fotógrafo Fernando Schlaepfer
Skrillex e Fernando Schlaepfer

Seus sets são baseados em músicas dançantes, com foco nas produções eletrônicas, sempre carregadas de grave. Gosta de se aprofundar em pesquisa nas músicas feitas nas periferias, “aquilo que ainda não entenderam que é punk pra caralho, o genuíno DIY da música atual”, resume suas escolhas em “músicas para mexer o corpo”. Foi com o tempo, que ele passou a entender que as cabines haviam se tornado um outro posto de trabalho.

Fernando Schlaepfer discotecando no after party Lollapalooza Brasil 2017
Fernando Schlaepfer (Love2Hate – After Party Lollapalooza Brasil 2017)

“Definitivamente meu foco profissional é a fotografia, então talvez por isso eu tenha negligenciado esse aspecto dessa outra parte do meu trabalho – não que eu não tenha me dedicado, que não faça questão de ser bom tecnicamente, de pesquisar e ter muitas referências nos meus sets e que ganhe pra isso, mas não paro e penso “ok, agora eu TENHO QUE fazer uma pesquisa, tocar isso e isso antes dos outros, juntar essa track com essa (…)”, faço só o que dá vontade e vai dando certo.”

A segunda vez com a dupla foi no after do Lollapalooza do ano passado, depois de toda a maratona, o I Hate Flash sempre prepara uma festa pós-festival. Como atração-surpresa teriam nada menos que A-Trak“Ele pediu pra botar alguns nomes na lista de convidados, e dentre eles estavam a dupla… Já com a festa rolando, veio o pedido: Skrillex e Diplo perguntaram se também poderiam tocar. Rola? Corta a cena, tá rolando um B2B do Jack Ü com a Halsey dançando no meio deles e um pacote de Sucrilhos voando. Sucesso. Fui tocar novamente depois deles – até então, não tinha falado com nenhum dos dois por confusões esperadas de um pós-festival pré-after –, e no fim do meu set tá lá o Skrillex na cabine de novo. Veio falar comigo, algo tipo “fala cara! Você é aquele maluco que tocou depois da gente no morro no Rio, não é? Não tinha reconhecido com o cabelo de outra cor, mas ouvindo o set, reconheci!”. Algum tempo lá de papo e no dia seguinte veio o convite: ele continuaria por São Paulo pra gravar o programa dele pra Apple Music Beats e queria que eu fosse o DJ brasileiro convidado pra falar sobre a cena nacional e tocar algumas tracks. Lá tava eu de novo com ele, a Halsey e as excelentes participações do MC Bin Laden e do Flosstradamus. Engraçado que depois desse dia muitos produtores vieram falar que amavam meus sets e me convidaram pra tocar nas festas deles, mas coincidentemente, antes do “aval do Skrillex”, era a mesma galera que falava que meu som tinha baile funk demais pro gosto deles. Engraçado. Hahah”

Diplo, Halsey e A-trak LOVE2HATE :: AFTER-PARTY LOLLAPALOOZA
Da esquerda para a direita: Diplo, Halsey e A-trak (Love2Hate – After Party Lollapalooza)

Seu auge, como DJ, atingiu no último Burning Man, o pessoal da OWSLA escreveu para ele quando viu a foto que havia postado falando que estava chegando por lá, e assim veio o convite para tocar com eles e quem mais? Skrillex.

“Toquei duas vezes nessa edição: uma no camping, pra no máximo umas 100 pessoas, e outra em um dos palcos gigantes, pra umas 10.000 pessoas. Aquele famoso “esse dia foi foda.”

PROJETO #365nus

Vivendo o mercado publicitário como fotógrafo e com a necessidade de seguir padrões estéticos comerciais, Fernando resolveu, dentro de um projeto autoral, desnudar-se escapando ao imposto como convencional. A partir daí deu vida ao projeto #365nus, fotografando um nu para cada dia durante um ano.

Projeto #365nus Fernando Schlaepfer
Projeto #365nus

O fotógrafo tem em seu histórico trabalhos para sites como o Paparazzo, no entanto os trabalhamos comerciais não dialogavam tanto com o autoral, e assim que deu início ao projeto:

“Querer me expressar imageticamente sem as amarras comerciais que a indústria impunha. Como o que eu mais gosto de fotografar são pessoas, usei isso como base, e fui tirando os lugares-comuns dos trabalhos. Então ia riscando da lista: não queria me preocupar com caimento de roupas – tirei as roupas. Não queria fotografar apenas com modelos – convidei meus amigos para serem fotografados. Não queria ter que atender a um briefing vindo de terceiros – partia de uma premissa básica para cada foto (…) e por aí vai. Em pouco tempo notei que eu tinha muitos outros motivos além-criativos para ter chegado na fórmula do projeto, que talvez fossem subconscientes quando resolvi começar o #365nus – literalmente, de um dia pra outro –, mas que fazia total sentido com nosso momento“.

Seu avô é parte importante no início disso tudo, inclusive foi um dos primeiros a ser fotografado pelo projeto, vice-presidente da Associação Carioca de Naturismo, durante boa parte da infância e adolescência, Fernando, o acompanhava em clubes e praias nudistas. Não apenas por isso, seu avô influenciou diretamente em todos os aspectos que envolvem a aceitação de si e do seu corpo, ou seja lá de quem for. “Hoje em dia ele tá bem coroa, e não tem mais a disposição pra se meter em um ônibus por horas até chegar em algum desses lugares – mas quando convidei ele pra ficar peladão ilegalmente na praia aqui do lado em prol do projeto, ele não pensou duas vezes haha.”

hugo para o projeto #365nus de Fernando Schlaepfer na praia
Hugo, avô de Fernando, para o projeto #365nus

Começou fotografando amigos e pessoas que estavam próximas em alguma circunstância. “Como rapidamente eu esgotei todos meus amigos que topavam ficar nus para o todo mundo mágico da internet ver – e é aí que a gente vê quem realmente liga o foda-se de fato haha –, eu passei a chamar todo mundo que via pela frente. Tipo, se no meio de um trabalho alguém tocava no assunto do projeto, eu não perdia a chance e mandava “ah, então por que não participa também?”.  Além de um punhado de vezes que eu precisava colocar uma foto naquele dia e não tinha tido tempo de combinar nada e escrevia em alguma rede social “ou, quem é que tá no estado tal e topa participar de uma foto pro projeto na próxima hora?”. Sei lá como, mas até agora, funcionou sempre haha.”

As locações são uma escolha conjunta, como o projeto não tem o foco em modelos profissionais, existe a necessidade que as pessoas se sintam confortáveis em ser fotografadas, “…o lugar da foto faz toda diferença nesse aspecto. É também um meio de fazer a foto ser ainda mais um trabalho em conjunto, então eu sempre tento deixar a pessoa o mais livre possível tanto nessa escolha, quanto como ela quer se mostrar – obviamente, adequando as escolhas ao que eu considero cabível na foto e no meu olhar sobre aquela pessoa e ambiente”.

Gabriela para o projeto #365nus
Foto #229, projeto #365nus

Mesmo pensando justamente que mulheres teriam muito mais motivos para relutar em mostrarem-se nuas, já que infelizmente isso continua sendo um tabu, e “até hoje ainda tem gente querendo falar sobre o que uma mulher “de bem” pode ou não fazer com o próprio corpo”, um dos grandes obstáculos que encontrou foi em convencer homens a participar em boa parte do projeto. Desde “vão achar que eu sou gay (!?!?) até a “vergonha”.

Artur e Uyl para o projeto #365nus
Foto #305, projeto #365nus

“E eu sempre achei muito importante não ser um projeto exclusivamente com mulheres, já que a intenção era justamente desmitificar o nu, chamando todo mundo que eu via pela frente, e não restringindo a um tipo de corpo, uma cor de pele, um gênero (…)”

Foto masculina para projeto #365nus
Foto #318, projeto #365nus

Fernando está autorretratado no projeto, contudo, para ele, se expor não foi uma maneira de tornar o projeto ainda mais verdadeiro, e sim, apenas uma honestidade com ele próprio.

Botar a cara ali valeu não só para ter a experiência em estar do outro lado e receber todo o feedback dessa exposição, quanto pra ver que mesmo eu me achando “o bem-resolvido”, ainda estava/estou cercado de questões e inseguranças com meu próprio corpo, assim como todos nós – afinal, mesmo que a gente pegue uma pessoa mais dentro do padrão possível, nem ela se sentirá perfeita, já que esse tal padrão é algo irreal. Não é só ser uma mulher / branca / magra / loira / gostosa / sei lá o que. É tudo isso, no melhor ângulo, da melhor foto, com retoque no Photoshop. Não existe.”

autorretrato Fernando Schlaepfer para projeto #365nus
Autorretrato, projeto #365nus

O projeto já teve seus 365 e em breve deve virar livro, mas ele continua vivo, e você pode conferir por aqui como tem sido a sequência desse trabalho.

Para os próximos meses, além de seguir com o #365nus, o I Hate Flash está com projetos novos, infelizmente, não pôde nos contar muita coisa, mas deixou pistas. Estão preparando duas novas collabs com marcas, uma série de novas festas “e mais uma outra parada que nem o produto posso falar qual é pra não entregar o ouro haha.”, certamente vem coisa bacana por aí.

Como um cara que começou a empreender cedo, deixa uma dica para quem busca trabalhar com o que ama: “Acho que uma boa dica é: não acredite no chavão de “Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida”. Tudo caô. A não ser que você já seja rico. Mas ainda assim: escolha um trabalho que você ame, porque só assim você vai conseguir se dedicar de verdade e poder se destacar no seu mercado, seja ele qual for. Mas não é só amar, tem que trabalhar pra caralho sim! :)”

Então precisei voltar a música e saber o que mais anda tocando no QG do I Hate Flash, não foi surpresa a primeira coisa que li, mas tem mais: “Já falei lá no começo do Damn!, né? Escutando no repeat nos últimos dias. Que eu lembre nessa semana, o “Heresia” do Djonga e o “Elevador” do Febem rolaram soltos aqui também. Ah!, e o novo Vol 4 da BRUK :)”

E a fatídica pergunta: Para terminar o nosso papo: Qual playlist do Superplayer tem a sua cara? Ah, depende do dia haha. A última que ouvi foi a da Tropicalia <3”

Se você também quer ouvir, “Damn.”, o novo do Kendrick Lamar aqui vai o álbum na íntegra:

ComportamentoMúsicaTecnologia

O Rock morreu? Não para os nerds

by Karla Wunsch

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“Se eu disser o gênero musical que eu mais gosto você não conta pra ninguém? É sertanejo“. Esse foi a frase que ouvi no bate perna que fiz nos pavilhões da Campus Party Brasil 2017, um dos maiores eventos de tecnologia e cultura geek. O jovem anônimo (viu, mantive minha promessa Augusto?)* me disse ser a única pessoa do seu grupo de amigos que curte ouvir esse tipo de música.

Durante o evento que acontece em São Paulo entre os dias 31 de janeiro e 05 de fevereiro, comprovei que sertanejo universitário é mesmo minoria. Ao perguntar “qual o gênero de música que você mais ouve?” ouvi de tudo. Teve alguns Jazz, outros Pop Rock, Eletrônica. Mas, como já adiantei no título, quem ganhou disparado foi o Rock.
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O Guilherme Guimarães, com sua camiseta do AC/DC não me deixa mentir. Os pavilhões do Anhembi estavam cheios de roqueiros.

E o espaço do Superplayer na feira acabou atraindo também muuitos fãs do gênero. Principalmente porque rolou várias batalhas de Rock Band.

Aliás, no momento que termino esse texto está passando por mim um cara com a camiseta do Batman ao lado de um amigo com a camiseta do Motorhead. Parece que tecnologia e música tem tudo a vê, né? Como o próprio Superplayer propõem.

Sábado, dia 04, a Campus Party Brasil termina nos pavilhões do Anhembi. Se você está por São Paulo, vale conferir.

E pra não ficar só na palavra, aproveita pra curtir uma boa playlist de Rock.

*E mentira, o nome dele não é Augusto. Jura que eu ia revelar o nome do Pedro Luis. Ok, mentira de novo, agora parei.

ComportamentoMúsica

Era isso que você ouvia 10 anos atrás

by Superplayer

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Ok, se você chegou aqui, já espera sentir nostalgia, né? Acertou bem.
Se der play nessa lista vai sentir que ligou seu microsystem (sim!) em uma estação de rádio em 2007.

A playlist já é bem áudio-explicativa (acho que nem existe essa palavra) mas não estaria completa sem essas frases que certo que você ouviu, falou, cantou ou EsCreeEvEu AsSiiMmm nO OrKuT

Já ouviu falar desse novo site Youtube?

Adorei essa Amy Winehouse que estreiou clipe no fantástico ontem

[🎶 Na rara ra…] – Aumenta o volume que essa é nossa, amiga!

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Eu tenho um primo que gosta de Naruto

You’re way to beatifuuuul giirrl

Agora tem até Mp5, daqui a pouco vai ter até Mp300

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É isso aí, Beyonce musa (desde lá)

Sean Kingston é uma criança?!!!

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Essa música do Marron 5 é boa, mas gostava mais do primeiro álbum

You can stand under my umbrella Essa música é chiclete ella ella ê ê ê ê

Cara, vai passar o último episódio do programa Linha Direta

Meu iPod de 8 giga tá cheio

Own, essa musiquinha ‘Hey There Delilah’ é tão fofa

Tell me that you`re ooopeeen your eyes!

Lembrou de alguma música? É só comentar. 😉

aqui tem mais túnel do tempo da música. Vem!

ComportamentoMúsica

11 provas de que você passou dos limites stalkeando o crush

by Karla Wunsch

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Você começa só querendo ver as fotos daquela pessoa que está a fim, e quando percebe está lendo pela terceira vez os tweets dela de 2007. É, parece que você está virando um stalker profissional.

1 – Sua prática está tão apurada que em poucos minutos você descobre todas as ex-namoradas e/ou namorados da pessoa

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2 – Você já sabe a hora que a pessoa dorme só olhando as últimas interações dela nas redes sociais

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3 – Você reconheceria na rua todos os amigos e primos de primeiro e segundo grau do crush

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Dá play aqui:

4 – Você analisa cada comentário que ele recebe medindo se a pessoa é um possível rolo, crush do crush ou só amiga(o)…

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5 –  E essa é sua reação quando percebe que, desde janeiro, ele está curtindo todas as fotos de outra pessoa no instagram

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6 – Você já está cansada de ver as mesmas fotos mil vezes, inclusive acabou curtindo sem querer uma foto de 2011.

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7 – Você se pergunta constantemente se não está indo longe de mais

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via: Boneca Trouxas

8 – Mas quando você descobre as cinco festas que o crush marcou interesse no final de semana, sente que seu trabalho está valendo a pena.. mas nem tanto…

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10 – O único jeito de fazer você parar suas investigações é quando cai a internet, ou quando você é atacado.

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11 – Porque, mesmo sabendo que você está passando dos limites, você continua caidinha(o) pelo crush…

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E se, você passou mesmo dos limites, aposto que nesse meio tempo ficou se perguntando se o crush não postou nada novo. Já pode voltar lá. Aqui tem a trilha ideal para você continuar stalkeando.

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Músicas que não fazem mais nenhum sentido hoje em dia

by Karla Wunsch

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Era 1994 quando Lulu Santos lançou uma música que dizia que tudo muda o tempo todo no mundo. Ponto pra ele. Com a tecnologia, nosso comportamento e a forma como nos comunicamos, tem mudado muito. Há dois anos você não tinha nenhum grupo da família no celular e outro do trabalho e outro do futebol. Mensagens de bom dia e boa noite. E esse bebê engraçado. E esse vídeo que você precisa ver.

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Se por um lado a letra do Lulu em clima de praia (o nome é: “Como uma onda no mar”) continua um retrato da atualidade, tem muitas letras de músicas que hoje são totalmente sem sentido. E chegam a ser engraçadas. Ouça essas 5 músicas, por exemplo.

“Ligação urbana” – Bruno e Marrone (2003)

“Alô amor! /Tô te ligando de um orelhão/ Tá um barulho, uma confusão/ Mas eu preciso tanto te falar (…) Um beijo pra você/ Não posso demorar/ Tô numa ligação urbana/ Tem mais gente pra ligar”

Embora seja cada vez mais raro, ainda existem orelhões na rua. E, às vezes, você pode ficar sem bateria e tem no telefone público a única opção. É incomum, mas pode acontecer. O que não faz sentido mesmo nessa história é que exista “mais gente para ligar”, imagina ver, nos dias de hoje, uma fila de gente esperando para fazer uma ligação? Impossível.

“Convite de Casamento” – Gian & Giovani

“O tempo passou e eu sofri calado (…) Eu ia dizer que estava apaixonado / Recebi o convite do seu casamento (…) Chorei de emoção quando acabei de ler /Num cantinho rabiscado no verso /Ela disse meu amor eu confesso / Estou casando mas o grande amor da minha vida é você”

A letra é linda, uma história de amor e sofrimento. A única ressalva, é que muito antes de receber o convite de casamento impresso em casa, sem querer ele já teria visto no perfil dela que tinha ficado noiva, depois ia receber uma notificação do convite e uma mensagem. Sem contar que: será mesmo que ele ia sofrer calado? Ou ia ficar compartilhando selfies e músicas tristes?

 “Samba do Arnesto” – Adoniran Barbosa (1953)

“O Arnesto nos convidou pra um samba, ele mora no Brás / Nós fumos não encontremos ninguém / Nós voltermos com uma baita de uma reiva / Da outra vez nós num vai mais”

Atenção para o ano de lançamento da música. É antiga, mas não faz tanto tempo assim que desmarcar algo de última hora era impossível. Se, você desistisse não teria como avisar seus amigos. Um atraso grande também podia acabar sendo entendido como “ele não vem”. Era pior ou melhor?

“O Telefone Tocou Novamente” – Jorge Ben Jor (1970)

“O telefone tocou novamente /Fui atender e não era o meu amor/ Será que ela ainda está muito zangada comigo/ Que pena há, há, há”

Hoje, ninguém atende o celular sem ver quem está ligando. Se for um número desconhecido, inclusive há chances de você ignorar a chamada. Outra questão é que, se ela estiver mesmo zangada com o cantor, pode ser que ela já tenha publicado alguma indireta a respeito nas redes sociais, e quem sabe até trocado o status de relacionamento?

“A carta” – Renato Russo e Erasmo Carlos (1966)

“Escrevo-te estas mal traçadas linhas, meu amor / Porque veio a saudade visitar meu coração / Espero que desculpes os meus erros por favor /Nas frases desta carta que é uma prova de afeição”

Tudo bem você pode até justificar que cartas ainda existem (é só ter papel e caneta, né?). Mas quem continua enviando cartas?

“Vou Te Excluir do Meu Orkut” – Hugo Pena e Gabriel (2006)

“Eu vou te deletar / Te excluir do meu Orkut /Eu vou te bloquear no MSN /Não me mande mais Scraps, nem e-mails Power point /Me exclua também e adicione ele…”

O título da música tem Orkut, a letra repete várias vezes Orkut. Mas a rede social não existe mais. Fim.

Mas se você quer saber de uma playlist que faz muito sentido hoje em dia, dá play aqui:

ComportamentoMúsica

Conheça uma novidade que você vai amar, odiar, amar, odiar

by Karla Wunsch

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Tem coisa melhor do que ouvir só o que a gente ama? Como, “a comida está pronta”, aquela música que lembra uma viagem ou que é a sua cara? Para ajudar com isso lançamos três novidades. Mas já adiantamos que agora, amando e odiando as músicas do Superplayer, você tem uma playlist de músicas exclusiva para você e ainda recebe recomendações do que ouvir. Olhá só!

Uma playlist com a sua cara

Chegou no iOS e no Webplayer a sua estação. Toda vez que você ama uma música, clicando no ícone do coração, ela vai direito para uma lista só sua. Junto com todas as músicas que curtiu, você ainda recebe sugestões. Cada música amada rende uma dica nossa. Ah, e as recomendações são atualizadas toda segunda-feira, independente de você ter adicionado novas músicas ou não.

Onde encontrar a sua estação no iOS

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E no Webplayer

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É só criar um login e começar. Bora?

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Músicas odiadas: Exclua as músicas que você não gosta

Agora o coração partido tem uma nova função. Se você estiver ouvindo uma música e clicar nessa opção, além de passar na hora para a próxima música, ela não vai mais tocar para você. Se mudar de ideia é só tirar ela da sua lista negra. É só ir no seu Menu > Configurações > Blacklist.

Quando você estiver em uma playlist também vai poder ver as amadas e odiadas daquela lista, assim:

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Faça seu cadastro e nunca mais ouça uma música chata ou que lembrem da sua/seu ex.

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Favorite as melhores playlists

Agora ficou mais fácil de encontrar as playlists que você ama. Quando você navega no webplayer vai reparar que ao lado do nome da playlist aparece uma estrela. É só clicar ali que ela irá para a sua aba ‘Favoritas’.  Agora ficou mais fácil de encontrar aquela lista que você ouve todas as manhãs.

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Esse é só o começo de grandes transformações aqui no Superplayer. Baixe nossos apps e fique ligado. 😉

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Agora, que tal voltar ao trabalho?

ComportamentoMúsica

Descubra qual música combina com o seu signo

by Karla Wunsch

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A astrologia, pelo que diz o Google se tem conhecimento, surgiu milênios a.C., na chamada idade de bronze. E, até hoje os signos são uma linguagem quase universal para puxar assunto com um recém-conhecido, ou até guiar ações. Contamos aqui como cada signo do zodíaco se relaciona com a música e qual letra combina com sua personalidade. Vale olhar o do crush também. 😉

ÁRIES (20 de março a 20 de abril)  

Com os Arianos não tem clima ruim. Você adora um agito e por isso está sempre em festas, shows, eventos… Gosta de se divertir em grupo mas, se for preciso, sai sozinhos sem problemas, até porque você sempre acaba a noite com novos amigos ou paqueras. Ouça a playlist exclusiva para Áries.

Esse signo combina com: “We can’t stop” – Miley Cyrus

“Fazemos o que quisermos/ Esta é a nossa casa/ Estas são as nossas regras/ E não podemos parar/ E não vamos parar/ Você não vê que somos nós os donos da noite?” (tradução livre).

Conheça nossas playlists para cada signo do Zodíaco.

TOURO (21 de abril a 20 de maio)

Conhecido por ser de um signo tranquilo, o taurino prefere ficar longe de muito barulho ou confusão. Em busca de sossego e relaxamento, tende a ouvir músicas instrumentais ou que toquem suas emoções. Ouça a playlist exclusiva para Touro.

Esse signo combina com: “Casa no campo”  – Elis Regina

“Eu quero uma casa no campo/ Onde eu possa ficar no tamanho da paz/ E tenha somente a certeza dos limites do corpo e nada mais (…) Onde eu possa plantar meus amigos, meus discos, meus livros e nada mais”.

GÊMEOS (21 de maio a 20 de junho)

Pessoas de gêmeos costumam gostar de diferentes estilos musicais, dos mais suaves aos mais pesados. Tudo depende do seu humor no momento – que pode variar muito, diga-se de passagem. Você é extrovertido, gosta de fazer amizades e conversar muito, mas muito mesmo. Ouça a playlist exclusiva para Gêmeos.

Esse signo combina com: “Metamorfose ambulante”  – Raul Seixas

“Prefiro ser essa metamorfose ambulante/ Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante/ Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo/ Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”

CÂNCER (21 de junho a 21 de julho)

O mais emocional e romântico signo do Zodíaco, você gosta de músicas suaves, como blues e bossa nova. Também curte apenas o silêncio. São muito apegados a casa, família e aos relacionamentos amorosos. Ouça a playlist exclusiva para Câncer.

Esse signo combina com: “Lazy Song” ­­– Bruno Mars

“Eu vou ficar jogado no sofá, relaxando e curtindo meu cobertor/ Vou assistir MTV, já que eles podem me ensinar como dançar/ Porque quando estou no meu castelo, eu sou o cara” (tradução livre)

LEÃO (22 de julho a 22 de agosto)

Líderes naturais, leoninos adoram estar cercados de pessoas queridas, apesar de curtir sua independência. Para você, mais importante que a música é que ela combine com o momento e anime todo mundo. Ouça a playlist exclusiva para Leão.

Esse signo combina com: “Bang” ­­–  Anitta

“Bang (bang) dei meu tiro certo em você/ Deixa que eu faço acontecer/ Tem que ser assim pra me acompanhar pra chegar/ Então vem, não sou de fazer muita pressão/ Mas não vou ficar na tua mão”

VIRGEM  (22 de agosto a 22 de setembro)

Pessoas do signo de virgem são bem detalhista, discretas, responsáveis e preferem manter uma rotina organizada. Gostam de músicas que acompanhem o seu ritmo, como jazz e MPB. Ouça a playlist exclusiva para Virgem.

Esse signo combina com: “Cotidiano” – Chico Buarque

“Todo dia ela faz tudo sempre igual/ Me sacode às seis horas da manhã/ Me sorri um sorriso pontual/ E me beija com a boca de hortelã”

LIBRA (23 de setembro a 22 de outubro)

Librianos preferem melodias mais trabalhadas, que tenham delicadeza. Apesar de ser tranquilo e equilibrado, você curte um romance com intensidade. Ouça a playlist exclusiva para Libra.

Esse signo combina com: “Incondicional” – Luan Santana

“Eu vou pedir ao Sol/ Pra iluminar nosso caminho/ E todas as estrelas/ Pra enfeitar nosso destino.”

ESCORPIÃO (23 de outubro a 21 de novembro)

Intensos, os escorpianos possuem emoções profundas. Adoram vários estilos de música, que variam de acordo com o que estão sentindo. Pessoas desse signo costumam ser transformadoras e sexys. Ouça a playlist exclusiva para Escorpião.

Esse signo combina com:Tá quente” – Michel Teló

Tá quente, tá quente/ Cê tá ligada que a pegada aqui é diferente/…/ Tá com saudade, isso é problema seu”

SAGITÁRIO (22 de novembro a 21 de dezembro)

Pessoas de sagitário são agitados, independentes e sonhadores. Não gostam de mesmice e rotina e usam a criatividade para mudar a realidade ao seu redor. Quem é desse signo gosta de músicas que os deixem inspirados. Ouça a playlist exclusiva para Sagitário.

Esse signo combina com: “Born this way” –  Lady Gaga

“Não se cubra de arrependimentos/ Apenas ame a si mesma e você estará bem/ Eu estou no caminho certo, menina/ Eu nasci assim” (tradução livre)

CAPRICÓRNIO (22 de dezembro a 21 de janeiro)

Capricornianos costumam ser muito responsáveis e determinados. Você gosta das coisas tradicionais e isso, às vezes, pode significar estar constantemente revisitando coisas do seu passado, mas sem deixar de planejar o futuro com garra. Ouça a playlist exclusiva para Capricórnio.

Esse signo combina com: “Tem Que Ser Você” – Victor & Léo

“Tem que ser você/ Sem por que, sem pra que/ Tem que ser você/ Sem ser necessário entender”.

AQUÁRIO (21 de janeiro a 19 de fevereiro)

A música faz parte da vida dos aquarianos. São ecléticos e abertos para novas ideias, por isso têm uma visão de mundo bem ampla. Você é alegre, inovador e adora fazer festa. Ouça a playlist exclusiva para Aquário.

Esse signo combina com:Modern Kid” –  Júpiter Maçã

“Mudou sua mente e sacramento/…/ Afastou-se sem sentir-se o mesmo / Diferente de ontem / Procurando pelo hoje” (tradução livre)

PEIXES (20 de fevereiro a 20 de março)

Piscianos são românticos e intuitivos. Têm uma grande preocupação com o outro e tendem a pensar mais no coletivo. Gostam de expressar suas emoções e sofrimentos. Ouça a playlist exclusiva para Peixes.

Esse signo combina com: “Pode ser” –  Banda do mar

“Um dia eu vou ficar bem/ Só pra te querer mais/ Onde quer que eu ande bem/ Domingo é pra te dar paz”

Aproveite para baixar o Superplayer no seu celular e ouça as playlists dos signos!

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ComportamentoMúsica

Primavera, te amo!

by Eduardo EGS

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Temperaturas amenas, flores desabrochando e dias começando a anoitecer mais cedo: a estação mais florida do ano chegou!Primavera-blog

E pra recebê-la de braços abertos, criamos uma playlist com a cara da primavera, cheia de músicas alegres para ouvir e abrir um sorriso no rosto. Esperamos que você goste!

ComportamentoMúsicaUncategorized

E o Oscar de Melhor Performance no Papel de Trouxa vai para… você

by Eduardo EGS

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Todo mundo já passou por alguma situação em que se deu conta de que estava sendo feito de trouxa. Seja num relacionamento, no trabalho ou até em família: uma hora cai a ficha e você pensa: “Hum, posso até não ser ator, mas tô representando o papel de trouxa agora!”.

E como muitas vezes o que resta é achar graça da própria tragédia, criamos uma playlist cheia de músicas baseadas na trouxice de quem canta ou de pra quem a música foi feita. O que importa é que no fim, alguém sempre abre o envelope e vê o seu nome escrito como vencedor da categoria de trouxa.  

Papel de Trouxa

ArtistasComportamento

A playlist ideal para cada jurado do MasterChef Brasil

by Eduardo EGS

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A edição de 2015 do MasterChef está ficando cada vez mais acirrada conforme chega perto do final. E os jurados vão ficando com decisões cada vez mais difíceis. Decidimos pegar aqueles que são responsáveis por essas escolhas de quem deve seguir no jogo, e escolher a playlist que mais se adequa pra cada um. Será que acertamos?

erick jaquin

O Chef francês veio pro Brasil em 1995 e acabou decidindo ficar por aqui. Começou a cozinhar com 15 anos, e se tornou chef mesmo aos 25. É provavelmente um dos jurados mais… esquentadinhos. Inclusive, há uma história de que uma vez um cliente pediu “meio prato” como refeição em seu restaurante. Jaquin, então, foi até a cozinha e quebrou o prato ao meio. E serviu assim.

Apesar desse temperamento, ahm, difícil, Jaquin ainda marca muito pela nacionalidade francesa. Com aquele sotaque, não tem como não. Por isso achamos que ele merece a:

Paola carosella

A jurada que se emociona a cada despedida, se desmanchando em lágrimas, se mudou da Argentina para São Paulo. Hoje tem dois restaurantes, o Julia Cocina e o Arturito, além do café La Guapa, especializado em empanadas argentinas.

Considerada quase como uma “mãe” para vários dos participantes, Paola não é lá muito favorável à massificação do “Gourmet” na culinária, e defende que o que importa mesmo é o sabor e o ingrediente. Além disso, ela já disse que não gosta de Nutella. E todo mundo sabe que Nutella, na internet, é coisa séria. Para ela, escolhemos uma playlist que reflete a simpatia e o amor por comidas simples, gostosas e bem feitas:

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O chef paulistano abriu o restaurante “Sal” no ano de 2005. Mas ele começou mesmo foi vendendo lanche, como ele mesmo divulgou no Instagram pessoal. É o jurado com uma postura nada estereotipada de chef.

Para provar isso, temos alguns exemplos. Fogaça é vocalista da banda de hardcore chamada “Oitão”, serve um bolo em formato de caveira no próprio restaurante e tem uma cerveja batizada com o próprio nome. Pois é. Além disso, ele é motoqueiro. Então acho que a escolha fica bem óbvia, no final das contas:

ComportamentoMúsica

50 anos da Jovem Guarda

by Eduardo EGS

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Foi há meio século – mais precisamente, no ano de 1965 – que Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa deram início à festa de arromba que traria, enfim, a voz dos jovens para o movimento musical. O “Jovem Guarda”, programa da Record, estreava nas televisões do país com o trio como anfitrião.

O programa que lançou o movimento ganhou a simpatia dos jovens de classe média que viram ali uma representação mais próxima do que a bossa nova ou o melancólico samba-canção. E foi assim, através de composições próprias ou versões traduzidas de músicas de fora, que a Jovem Guarda ganhou a simpatia de uns, e antipatia de outros, em um período conturbado da história brasileira.

E foi para resgatar o espírito musical do programa que preparamos uma playlist especial:

Também separamos algumas… gírias da época. Algumas delas resistiram ao tempo e estão aí até hoje. Já outras foram deixadas no passado, provavelmente para o melhor.

  • aldeia global: nosso mundo.
  • bacana: bom, bonito.
  • boapinta: de boa aparência.
  • boazuda: mulher bonita.
  • cafona: feio.
  • calhambeque: carro velho.
  • cara: indivíduo.
  • carango: carro.
  • certinha: mulher bonita.
  • chapa: amigo.
  • dar tábua: recusar-se a dançar.
  • duca: ótimo.
  • é fogo!: é difícil.
  • esticada: passar por vários restaurantes e bares noturnos.
  • fossa: depressão, crise existencial.
  • gamar: namorar.
  • gata: mulher bonita.
  • grana: dinheiro.
  • jovem guarda: movimento artístico musical.
  • legal!: ótimo!.
  • mancar, dar mancada: desrespeitar compromisso.
  • minisaia: saia curta.
  • paca: muito.
  • pão: homem bonito.
  • papo firme: conversa séria.
  • papo furado: conversa sem objetivos.
  • pé de chinelo: pessoa sem expressão.
  • pra frente: moderno.
  • quadrado: conservador.
  • tremendão: rapaz bonito.
  • uma brasa, mora: bom, ótimo!.
  • ziriguidum: samba no pé, molejo de mulata.

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O primeiro passo da maior evolução do Superplayer foi dado!

by Eduardo EGS

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Até o início desta semana, o Superplayer seguia com algumas alterações na interface, funcionalidades e abas novas, e diversas reestruturas. Muito já havia sido feito, evoluído, testado e mudado. Mas nada comparado ao primeiro passo que demos no início dessa semana.


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Se você acessou o Superplayer desde segunda-feira, deve ter reparado uma mudança gigantesca em toda a interface. Menus, filtros, abas, busca, playlists em destaque, recomendações. Está tudo de cara nova. Mas ainda não está nem perto do que está por vir!

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Para realizar essa mudança, entrevistamos usuários, analisamos a experiência de navegação no webplayer e fizemos um estudo minucioso em todos os resultados. Além disso, testamos novos formatos de apresentar o conteúdo de nossas playlists. Todo esse trabalho e dedicação ao longo de meses resultou no novo Superplayer.

Com uma navegação completamente reestruturada, navegar pelo conteúdo das playlists agora está mais intuitivo e muito mais rápido.

mas o melhor ainda está por vir

Apesar do grande avanço, as mudanças revolucionárias ainda estão pra chegar. Agora com o novo produto, temos uma interface pronta para receber as novidades que estamos desenvolvendo. Dentre elas, um sistema inteligente de recomendação personalizado, que é capaz de entregar a música mais adequada para cada momento de cada usuário individualmente. Essa inteligência será implementada progressivamente, e será o resultado da soma de diversas funcionalidades inéditas e ajustes.

Porque nós acreditamos no poder da música de intensificar momentos. E queremos ajudar você a ter a trilha sonora perfeita, para cada momento da sua vida, sempre que precisar.

Muito obrigado por estar com a gente e acreditar no nosso trabalho. Estamos abertos para ouvir o que você tem a dizer, portanto sinta-se sempre à vontade para nos contatar.

Musicalmente,

Superplayer Team

ArtistasComportamentoMúsica

Música como marketing de conteúdo

by Eduardo EGS

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Você provavelmente já ouviu muito esse termo: “marketing de conteúdo”. Mas o que é isso exatamente?

Marketing de conteúdo é uma técnica que consiste em criar, agregar e distribuir conteúdo relacionado a uma marca. O conteúdo precisa ser consistente o suficiente para atrair o público consumidor e levá-lo, então, para o consumo de algum produto ou serviço.

Em suma: criar e compartilhar conteúdo interessante é uma forma eficaz de prospectar e converter clientes potenciais em consumidores, e também de fidelizar aqueles que já são consumidores.


E nós podemos ajudar você a fazer isso com a música! Afinal, em se tratando de Brasil, nós somos um dos países mais conectados com a música. No quesito de identificação, por exemplo, só ficamos atrás da Colômbia.

A pesquisa FANS.PASSIONS.BRANDS, da Havas Sports & Entertainment foi realizada em maio de 2015 em 17 mercados: França, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Itália, Portugal, Polônia, Rússia, África do Sul e Estados Unidos (com foco específico sobre a comunidade hispânica), México, Brasil, Colômbia, Chile, Argentina, China e Bélgica.

83% dos brasileiros entrevistados alegam ligar a música aos principais momentos de suas vidas, sejam eles para celebrar (92%), se animar (97%), acalmar-se (91%) ou se desligar dos problemas (96%).

Os resultados dessa pesquisa mostram, além do alto índice de identificação citado acima, que o brasileiro considera a música como uma ferramenta de pertencimento a comunidades. Inclusive, 83% dos brasileiros entrevistados alegam ligar a música aos principais momentos de suas vidas, sejam eles para celebrar (92%), se animar (97%), acalmar-se (91%) ou se desligar dos problemas (96%).

Pode-se perceber, portanto, que o consumo da música está diretamente atrelado a potencializar momentos da vida. Os resultados da pesquisa ainda apontam a evidência do crescimento da “Era Shuffle”, formada por um público que não está preso a um único estilo musical, mas sim disposto a conhecer e descobrir músicas novas que agreguem experiências musicais – área em que marcas podem atuar como facilitadoras.

VEJA QUEM JÁ APOSTOU NO SUPERPLAYER PARA POTENCIALIZAR A VIDA DE CONSUMIDORES.

Para que as marcas consigam impactar eficientemente as pessoas, é importante que as empresas entendam o motivo de se ouvir determinado tipo de música, bem como o que as pessoas sentem com determinada música. Para traçar o perfil dos participantes, a pesquisa usou um método de oito itens denominado “Lógicas do Envolvimento“. Eles são:

1. A Lógica do Entretenimento – desfrutar a experiência e atmosfera em geral:
2. A Lógica da Imersão – o desejo de se perder na emoção da música:
3. A Lógica da Conexão Social – o desejo de criar ou intensificar relacionamentos com outros fãs:
4. A Lógica da Identificação – a forte a associação da música aos antecedentes pessoais:
5. A Lógica da Defesa – debater e promover suas opiniões sobre gosto musical e outros assuntos relacionados à música:
6. A Lógica da Participação – participação virtual ou real em atividades relacionadas à música:
7. A Lógica da Maestria – interesse em aprender e entender os detalhes por trás da música:
8. A Lógica da Exploração – desejo de descobrir novas canções, gêneros, espaços de eventos e etc.

Você pode conferir a pesquisa da HAVAS no infográfico abaixo:

1music

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ComportamentoMúsica

9 playlists para aumentar a produtividade no trabalho e impressionar seu chefe

by Eduardo EGS

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Render no trabalho pode ser bem difícil em alguns dias. Muitas pessoas, quando sentem que estão perdendo o foco, colocam os fones de ouvido para ouvir música. Ou, às vezes, para se distanciar de um ambiente muito barulhento (ou até muito silencioso). Ou então para tornar uma tarefa muito repetitiva menos entediante. A mente humana, no entanto, sempre tende a divagar. E, conforme estudos já mostraram, uma mente dispersa costuma causar uma sensação de infelicidade. Basicamente, é aquele sentimento de que “você deveria estar em outro lugar fazendo outra coisa“.

A música pode ajudar a controlar esses impulsos que provocam a divagação e a manter o foco em uma tarefa objetiva que precisa ser cumprida.

Um estudo realizado pela Dra. Teresa Lesiuk fez um teste com funcionários da área de TI. Um dos grupos de trabalhadores fez tarefas sem ouvir música, enquanto outro realizou as tarefas com auxílio de música. O estudo concluiu que aqueles que ouviram música não só completaram as tarefas mais rápido, como tiveram saídas criativas melhores. Segundo a Dra. Lesiuk, isso ocorreu porque se percebeu uma melhora no humor daqueles que ouviram música. E, com a mente mais arejada e bem humorada, as decisões tomadas foram melhores do que a mente dos funcionários que não foram estimulados com música.

Mas é claro, é necessário, como sempre, saber escolher qual música ouvir. Cada tarefa – mesmo no trabalho – pode combinar com um tipo de música diferente. Mas aí vai uma boa notícia para que você não precise sair por aí procurando qual música é melhor para qual momento do trabalho: nós já fizemos isso tudo pra você.

É só escolher a situação mais adequada aí embaixo e dar o play. E depois, quem sabe, pedir aquela promoçãozinha pro chefe.

ComportamentoMúsica

7 playlists para um inverno com mais de 30 graus

by Eduardo EGS

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É inverno, mas no Brasil, de norte a sul, as temperaturas estão batendo os 30 graus celsius. Também não sei o que está acontecendo, não olhe para mim.

Mas há como tirar proveito desse… veranico de agosto. É só beber bastante água, aproveitar a praia, passar protetor solar, passear no parque, tomar banho de piscina, comer sorvete, abrir aquela cervejinha gelada. Ah, e não esquecer das frutas. Resumindo: dá pra aproveitar se você ignorar que é inverno e fingir que é verão.

E pra dar uma ajudinha a abstrair o fato de que é inverno, aí vão algumas listas que vão te ajudar a se sentir em fevereiro:

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Música para todos os tipos de pai

by Eduardo EGS

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Pode ir agradecendo seu pai, porque uma pesquisa recente mostrou que suas preferências musicais podem ser herdadas do gosto dele. O experimento perguntou para adolescentes e pais – separadamente – sobre gêneros musicais preferidos. O que ocorreu, foi que na maior parte dos casos, as preferências dos pais refletiam também nas escolhas de preferência dos filhos.

E para celebrar e homenagear a todos os pais – e de todos os estilos, tenham eles influenciado seus filhos ou não – montamos um filtro especial com várias playlists para seu pai curtir. Ou para você, que está lendo esse post e é pai, aproveitar!

Vai lá conhecer:

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